domingo, 11 de maio de 2008

25 de Abril. Antes e depois

Enviado para você por Rui Moio através do Google Reader:

via Do Mirante de noreply@blogger.com (A. João Soares) em 11/05/08
Dentro do objectivo de este espaço ser apartidário e aberto a todas as ideias, procurando estimular as reflexões mais abrangentes a fim de analisar os fenómenos por todos os lados, com isenção e desapaixonadamente, transporto para aqui este texto recebido por e-mail do amigo LSC. Trata-se de uma carta de um rapaz ao deu professor de história. Espero que possa despertar um debate de ideias orientadas para um maior esclarecimento dos casos citados, sem paixões, facciosismos, ou radicalismos.

34 anos depois...

Exmo Senhor Professor,

Sou obrigado a escrever-lhe, nesta data, depois de ter escutado, com toda a atenção, a aula de História, que nos deu sobre a Revolução de Abril de 1974.

Li todos os apontamentos que tirei na aula e os textos de apoio que me entregou para me preparar para o teste, que o Senhor Professor irá apresentar-nos, na próxima semana, sobre a Revolução dos Cravos.

Disse o Senhor Professor que a Revolução derrubou a ditadura salazarista e veio a permitir o final da Guerra Colonial, com a conquista da Liberdade do Povo Português o dos Povos dos territórios que nós dominávamos e que constituíam o nosso Império.

Afirmou ainda que passámos a viver em Democracia e que iniciámos uma nova política de Desenvolvimento, baseada na economia de mercado.

Informou-nos também que a Censura sobre os órgãos de Comunicação Social terminara e que a PIDE/DGS, a Polícia Política do Estado Fascista acabara, dando a possibilidade aos Portugueses de terem liberdade de expressão, opinião e pensamento. Hoje, todos eles podem exprimir as suas opiniões nos jornais, rádio, televisão, cinema e teatro, sem receio de serem presos.

Disse igualmente que Portugal era um país isolado no contexto internacional e que agora fazemos parte da União Europeia e temos grande prestígio no mundo. Que somos dos poucos países da União a cumprir, na íntegra, os cinco critérios de convergência nominal do Tratado de Maastricht para fazermos parte do pelotão da frente com vista ao Euro.

Li os textos de apoio do Professor Fernando Rosas, onde me informam que os Capitães de Abril são considerados heróis nacionais, como nunca houvera antes na nossa história, e que eles são os responsáveis por toda a modernidade do nosso país, pois se não tivesse acontecido a memorável Revolução, estaríamos na cauda da Europa e viveríamos em grande atraso, em relação aos outros países, e num total obscurantismo.

Tinha já tudo bem compreendido e decorado, quando pedi ao meu pai que lesse os apontamentos e os textos para me fazer perguntas sobre a tal Revolução, com vista à minha preparação para o teste, pois eu não assisti ao acontecimento histórico, por não ter ainda nascido, uma vez que, como sabe, tenho apenas dezasseis anos de idade.

Com o pedido que fiz ao meu pai, começaram os meus problemas pois ele ficou horrorizado com o que o Senhor Professor me ensinou e chamou-lhe até mentiroso porque conseguira falsificar a História de Portugal. Ele disse-me que assistira à Revolução dos Cravos dos Capitães de Abril e que vira com «os olhos que a terra há-de comer» o que acontecera e as suas consequências.

Disse-me que os Capitães foram os maiores traidores que a nossa História conhecera, porque entregaram aos comunistas todo o nosso império, enganando os Portugueses e os naturais dos territórios, que nos pertenciam por direito histórico. Que a Guerra no Ultramar envolvera toda a sua geração e que nela sobressaíra a valentia dum povo em armas, a defender a herança dos nossos maiores.

Que já não existia ditadura salazarista, porque Salazar já tinha morrido na altura e que vigorava a Primavera Marcelista que, paulatinamente, estava a colocar Portugal na vanguarda da Europa. Que hoje o nosso país, conjuntamente com a Grécia, são os países mais atrasados da Comunidade Europeia.

Que Portugal já desfrutava de muitas liberdades ao tempo do Professor Marcelo Caetano, que caminhávamos para a Democracia sem sobressaltos, que os jovens, como eu, tinham empregos assegurados, quando terminavam os estudos, que não se drogavam, que não frequentavam antros de deboche a que chamam discotecas, nem viviam na promiscuidade sexual, que hoje lhes embotam os sentidos.

Disse-me também que ele sabia o que era Deus, a Pátria e a Família e que eu sou um ignorante nessas matérias. Aliás, eu nem sabia que a minha Pátria era Portugal, pois o Senhor Professor ensinou-me que a minha Pátria era a Europa.

O meu pai disse-me que os governantes de outrora não eram corruptos e que após o 25 de Abril nunca se viu tanta corrupção como actualmente.

Também me disse que a criminalidade aumentara assustadoramente em Portugal e que já há verdadeiras máfias a operar, vivendo à custa da miséria dos jovens drogados e da prostituição, resultado do abandono dos filhos de pais divorciados e dum lamentável atraso cultural, em
virtude de um Sistema Educativo, que é a nossa maior vergonha, desde há mais vinte anos.

Eu fiquei de boca aberta, quando o meu pai me disse que a Censura continuava na ordem do dia, porque ele manda artigos para alguns jornais e não são publicados, visto que ele diz as verdades, que são escamoteadas ao Povo Português, e isso não interessa a certos órgãos de
Comunicação Social ao serviço de interesses obscuros.

O meu pai diz que o nosso país é hoje uma colónia de Bruxelas, que nos dá esmolas para nós conseguirmos sobreviver, pois os tais Capitães de Abril reduziram Portugal a uma «pobreza franciscana» e que o nosso país já não nos pertence e que perdemos a nossa independência.

Perguntei-lhe se ele já ouvira falar de Mário Soares, Almeida Santos, Rosa Coutinho, Melo Antunes, Álvaro Cunhal, Vítor Alves, Vítor Crespo, Lemos Pires, Vasco Lourenço, Vasco Gonçalves, Costa Gomes, Pezarat Correia... Não pude acrescentar mais nomes, que fixara com enorme sacrifício e trabalho de memória, porque o meu pai começou a vomitar só de me ouvir pronunciar estes nomes.

Quando se sentiu melhor, disse-me que nunca mais lhe falasse em tais «sacanas de gajos», mas que decorasse antes os nomes de Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral, Diogo Cão, D. João II, D. Manuel I, Bartolomeu Dias, Afonso de Alburquerque, D. João de Castro, Camões, Norton de Matos, porque os outros não eram dignos de ser Portugueses, mas estes eram as grandes e respeitáveis figuras da nossa História.

Naturalmente que fiquei admirado, porque o Senhor Professor nunca me falara nestas personagens tão importantes e apenas me citara os nomes que constam dos textos do Professor Fernando Rosas.

Senhor Professor, dada a circunstância do meu pai ter visto, ouvido, sentido e lido a Revolução de Abril, estou completamente baralhado, com o que o Senhor me ensinou e com a leitura dos textos de apoio. Eu julgo que o meu pai é que tem razão e, por isso, no próximo teste, vou seguir os conselhos dele.

Não foi o Senhor Professor que disse que a Revolução nos deu a liberdade de opinião? Certamente terei uma nota negativa, mas o meu pai nunca me mentiu e eu continuo a acreditar nele.

Como ele, também eu vou pôr uma gravata preta no dia 25 de Abril, em sinal de luto pelos milhares de mortos havidos no nosso Império, provocados pela Revolução dos Espinhos, perdão, dos Cravos.

O Senhor disse-me que esta Revolução não vertera uma gota de sangue e agora vim a saber que militantes negros que serviram o exército português, durante a guerra, que o Senhor chamou colonial, foram abandonados e depois fuzilados pelos comunistas a quem foram entregues as nossas terras.

Desculpe-me, Senhor Professor, mas o meu pai disse-me que o Senhor era cego de um olho, que só sabia ler a História de Portugal com o olho esquerdo. Se o Senhor tivesse os dois olhos não me ensinaria tantas asneiras, mas que o desculpava porque o Senhor era um jovem e
certamente só lera o que o Professor Fernando Rosas escrevera.

A minha carta já vai longa, mas eu usei de toda a honestidade e espero que o Senhor Professor consiga igualmente ser honesto para comigo, no próximo teste, quando o avaliar.

Com os meus respeitosos cumprimentos

O seu aluno

P.S.: Todos os anos, nesta data, se fala em comemorações em todo o país,
mas eu pergunto:
COMEMORAR O QUÊ????

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Falando de Mães e de Filhos.

Enviado para você por Rui Moio através do Google Reader:

via Meu Universo em Prosa e Poesia de Evelyne Furtado em 10/05/08

Todos os dias sou filha e sou mãe. Tenho uma convivência saudável com a minha mãe e com a minha filha. Minhas irmãs são mães de sobrinhos que amo. Minha cunhada também. Tenho uma tia que é um pouco minha mãe. Quero dizer: ela tem uma filha a mais, que sou eu. Todos estamos bem, portanto hoje dou graças a Deus!

Claro que almoçaremos juntos e comemoraremos o Dia das Mães, porém vivo diariamente essa relação e de minha parte só tenho que agradecer a mãe bacana e a filha encantadora que Deus me deu.

Todavia, sei que nem todas as mães são felizes. Há mães com problemas com seus filhos e para essas digo que qualquer uma de nós pode passar por isso e que elas valorizem o amor filial, por menor que seja; que não desanimem, nem sofram mais nessa data, se estão passando alguma provação maior, pois o amor por si só pode ser um alento.

Da mesma forma, há filhos sofrendo por algum motivo relacionado ás suas mães. Aos que as perderam digo que tenho uma forte sensação de que essa relação não se rompe com a morte. Elas sentirão o afeto.

Àqueles que porventura se desentenderam com suas mães acredito ser essa uma boa hora para um abraço e o perdão. Que eles tenham a certeza que não há mãe que não ame seus filhos, a despeito da personalidade difícil ou de algum erro cometido.

As relações complicadas existem, mas não por falta de amor. Quem sabe essa mãe não aprendeu a expressar o que sente? Que tal pensar nisso?

Não esqueci dos que estão com suas mães doentes. É triste. Em alguns casos, muito triste. Lembro que passei por momentos assim quando o meu pai estava doente e instintivamente nós o rodeamos com presentes, mais carinho, mais alegria e mais atenção.

Uma mãe doente vai se sentir confortada com a presença e o amor dos seus filhos. E tenho quase certeza que o amor compartilhado proporcionará bem-estar às mães e aos filhos.

Desejo portanto o melhor Dia das Mães possível para mães e filhos!

Evelyne Furtado
11 de maio de 2008.

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Hugo Pratt sobre o fascismo



 
 

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via INCONFORMISTA.INFO de Miguel Vaz em 10/05/08

"Foi de facto o fascismo que, graças aos seus movimentos de juventude, me deu a possibilidade de sair do circuito familiar. Incentivou-se o convívio entre rapazes e raparigas (...) Usávamos então uniforme, as meninas de blusa branca e saia preta, eu de camisa negra e calções verde-cinza; e não faltavam as insígnias, que ostentávamos com orgulho. Era uma espécie de escutismo pré-militar. Líamos juntos, num jornal de rapazes, Il Balilla, uma página onde as frases se concluíam com desenhos. As meninas tinham o seu prórpio jornal ilustrado, La Piccola Italiana.
O fascismo não negava a beleza dos corpos, a atracção física. Ele advogava o mens sana in corpore sano de Juvenal - «um espírito são num corpo são» - e ignorava as intenções judaico-cristãs. (...) O fascismo libertou dos tabus os jovens da minha geração, deu-nos uma certa liberdade e a possibilidade de uma aventura individual, ao passo que antes isso era vedado; a aventura era vista como ruptura, dizia-se que infrigia as leis da sociedade. O fascismo fez-nos sair da opressão da Igreja e da Família. Evidementente, o fascismo foi ao fim ao cabo uma catástrofe, mas aos dez anos ter-me-ia surpreendido bastante se alguém o denunciasse. Aderi sem reservas, até à minha estadia na Etiópia. (...) E na minha primeira infância, por estranho que possa parecer hoje em dia, não era evidente que o fascismo fosse um movimento de extrema-direita. O fascismo pretendia introduzir mudanças na sociedade, ao passo que a mentalidade burguesa é conservadora e tem horror à mudança. O regime promulgou a escolaridade obrigatória, permitindo a crianças de dez anos não trabalhar mais na fabricação do enxofre, e organizou grandes trabalhos na Siália e nos pântanos. Mussolini partira do socialismo, o pai dera-lhe o nome de Benito em honra do herói progressista mexicano Benito Juárez. Os poemas do meu avô, fundador do fascismo veneziano, têm aliás aspectos socializantes."

Hugo Pratt
"O Desejo de Ser Inútil. Memórias e Reflexões", Relógio d'Água, 2005

 
 

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sexta-feira, 9 de maio de 2008

Fugir ao trabalho

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via 31 da Armada de Sofia Bragança Buchholz em 09/05/08

O que mais me aborrece, quando tenho de trabalhar em casa, é que despendo mais energias na tarefa de fugir ao mesmo, do que a que seria necessária para o realizar.

Vejamos:

Preparo meticulosamente o ambiente à minha volta, rodeio-me dos dossiers e dos livros necessários, sento-me, ligo o portátil e … leio todos os meus blogs favoritos! Aproveito e dou também uma olhadela àqueles que nem gosto por aí além. Depois, levanto-me para ir buscar bolachas; é que, entretanto, já passaram duas horas e o meu estômago começa a ressentir-se. Em vez de duas, como seis, para adiar o timming em que tenho de olhar para a tal papelada. Finalizadas as bolachas (sim, porque acabou por ir à vida o pacote inteiro) decido que tenho de responder àqueles mails urgentíssimos que há mais de dois meses esperam na caixa do correio. Lá vai mais uma hora e meia nisto, intercalada com idas à casa de banho, telefonemas atendidos e feitos, e o stress do objectivo não cumprido a fazer-se acumular.

Quatro horas depois já não consigo estar sentada da cadeira. Dói-me a cabeça, as costas e concentrar-me é impossível. É urgente libertar energias. Decido ir correr. Visto umas calças de fato de treino, calço umas sapatilhas e é ver-me arfar pela marginar fora, num jogging desenfreado.

Chego a casa exausta, suada e esfomeada e pela ordem inversa satisfaço estas três necessidades: lancho demoradamente, tomo um longo banho, e deito-me no sofá onde acabo por adormecer.

Acordo, já lá fora é noite escura, dorida e mal-humorada, em pânico com a minha improdutividade. A posição em que adormeci foi a pior e o trabalho espera-me ainda intacto. Bolas! Preciso de jantar!

Ligo a televisão enquanto como, e distraio-me com os telejornais de todos os canais; são onze da noite quando me sento novamente em frente do computador e abraço finalmente o trabalho porque sei que a meta final – a recompensa – está próxima: ir para a cama, daí a nada (mas, entretanto, aproveito, ainda, para escrever esta crónica)

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quinta-feira, 8 de maio de 2008

Hoje, sobretudo hoje !

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via MANLIUS de José Carlos em 08/05/08
Tenho de ler Degrelle. É-me essencial para a minha paz interior. Necessito urgentemente de lavar a minha alma. E nada melhor do que Degrelle.

Já recebi o "Le Sec et l' Humide". È mau, muito mau. Passei só uma vista de olhos, mas uma coisa me surpreendeu (ou melhor dizendo não me surpreendeu): um nítido sentimento de admiração profunda pelo biografado. Aliás quem o conheceu (e eu fui um dos grandes - enormes - privilegiados) não poderia esperar outra reacção

Mas meus caros leitores se quiserem deleitar-se comprem a reedição do livro Feldpost, recentemente reeditado em França pelas edições l' Homme Libre. 12 euros custa este manífico livro. Não percam. São as reflexões intímas de Leon na campanha da Rússia de 41/42. São cartas enviadas a familiares e amigos através do serviço postal militar. É uma experiência única de um espírito único. Recomendo-o vivamente.

"Aqui não temos nada e contudo somos felizes ... A vida é sempre bela quando se olha com as luzes de uma alma em paz ... Vós que estais nas vossas casas bem aquecidas, nunca se queixem de nada! É preciso sempre olhar para aqueles que têem menos e alegrar-mo-nos do que temos, sem enchermos o nosso espírito de quimeras ... É necessário despolharmo-nos de tudo, para encontrar a alegria que floresce nas almas nuas..."

É todo esta mistura de cristianismo místico e de estoicismo guerreiro que enche as mais de 100 páginas deste livro. Leiam-no e bebam-no. Alegra qualquer Alma e qualquer Espírito"

Link para comprarem o livro: http://editions-hommelibre.com/achat/index.php?catid=39. Preço 12 euros.

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quarta-feira, 7 de maio de 2008

Caro Bernardo,Agradeço estas achegas a este tema d...

Enviado para você por Rui Moio através do Google Reader:

via Do Mirante : Mário Soares e Timor de A. João Soares em 23/03/08
Caro Bernardo,
Agradeço estas achegas a este tema de relevante importância. A época a que tudo misto se refere, precisa ser lembrada para que falsos historiadores não venham a deturpá-la intencionalmente para defenderem teses que não sejam verdadeiras. Já abundam por aí descrições parciais que enfatizam aspectos menos relevantes para fazer esquecer os essenciais.

Abraço
A. João Soares

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Samora Machel dixit

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via nonas de nonas em 06/05/08
«Enfrentamos generais portugueses corajosos como Caeiro Carrasco e Kaúlza de Arriaga, que nos teriam derrotado. Mas não queremos ver em Moçambique, depois da independência, esses oficiais e soldados que se renderam cobardemente, sem sequer defenderem aquilo por que morreram tantos dos seus.»
Samora Machel
In Fatos e Fotos, n.º 724, 07.07.1975.

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O General Diogo Neto e a guerra do Ultramar

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via nonas de nonas em 06/05/08
«Na verdade, estas guerras raramente se ganham militarmente embora possam perder-se militarmente. Não era este o nosso caso. Em Angola a situação estava completamente controlada: a FNLA estava totalmente paralisada e a UNITA opunha-se ao MPLA que, por sua vez, quase não tinha expressão armada. Controlada estava também a situação em Moçambique, como se prova pela construção de Cabora-Bassa. Na Guiné a situação era sem dúvida muito complicada, em virtude das características do terreno, muito cortado pelas linhas de água e pela grande variação das marés, que chegam a cobrir um terço do território. O inimigo, apoiado em bases nos territórios do Senegal e na Guiné-Conakry, a coberto da densa vegetação e dispondo de armamento muito sofisticado - SAM/7, Foguetões 122, RPG-7, Morteiros 120, etc., - era na realidade um osso muito duro de roer.»
General Diogo Neto
In jornal Novo Século, n.º 1, 15.11.1981.

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