quarta-feira, 30 de julho de 2008

850 dias depois...

via Pedro Rolo Duarte by PRD on 7/29/08

"Lendo o seu livro, apercebi-me que deve ter deixado de fumar, se não teve alguma recaída, há dois anos, mais ou menos. Gostava de saber o que sente ainda hoje, se sente, se pensa no tabaquinho ou se é daqueles fundamentalistas que odeiam fumadores..."

Comecei a responder ao mail deste leitor, mas às tantas admiti que a resposta pudesse servir a mais pessoas, a mais fumadores, ex-fumadores, curiosos ou interessados pelo tema. Por isso, partilho o essencial da resposta que dei por mail:

Primeiro, as más notícias...

Dois anos e três meses depois, cerca de 850 dias mais tarde, este fumador de três maços diários que decidiu privar-se dos cigarros (e por isso não se sente ex-fumador, apenas uma pessoa que se impediu a si própria de continuar a fumar), continua intoxicado pelo tabaco porque:

- Em cada dez sonhos de que se lembra na manhã seguinte, oito envolvem cigarros, regressos e recaídas, mentiras que escondem recaídas, e passas cheias de prazer em ocasiões quase sempre convidativas.

- Ao longo do dia, nas ocasiões mais disparatas (além das óbvias, que são sempre o café, o final da refeição, o whisky pela noite...), este fumador sente ainda que lhe falta qualquer coisa. Como se lhe tivessem amputado uma parte de si, que não sendo essencial à existência, com frequência faz sentir a sua própria ausência.

- Da mesma forma, com desmedida regularidade e método, há um sentimento ansioso que obriga a uma respiração funda, a uma espécie de pausa no correr do tempo. Como se de vez em quando fosse essencial parar para recomeçar.

- Engorda-se quando se deixa de fumar. Parece que é mais ou menos o mesmo que estar habituado a correr 4 quilómetros por dia e parar de correr de um dia para o outro... Neste caso, dez quilos.

- Por fim, não raras vezes o ex-fumador que tenta nascer dentro do fumador observa este ultimo com um olhar nostálgico quando outras pessoas fumam cigarros e revelam na atitude o prazer que constitui fumar um cigarro.

Mas...
Depois, as boas notícias...

Dois anos e três meses depois, sempre que penso em tudo aquilo que abandonei (pior agora, com a recente legislação), experimento uma sensação de liberdade única: deixei de estar ansioso para que o filme acabe no cinema; nunca mais senti o cheiro detestável do tabaco na roupa, no cabelo, na casa; perdi a ansiedade de não ter cigarros; estou fisicamente mais perto do meu filho; subo melhor uma escada. O balanço é positivo porque:

- Dei uma alegria grande ao meu filho e à minha mãe. Esses momentos, e o prolongamento que vão tendo ao longo destes anos, são reconfortantes e não têm preço.

- Não fiquei incapacitado, como receava... A ideia de fumar associada ao acto de escrever, trabalhar, estar concentrado, era tão forte, que admiti poder não conseguir trabalhar sem fumar. Falso. Consigo, claro.

- Eu não fumava por prazer (o que é excelente e eu recomendo...) – eu fumava sem princípio nem fim, sem lógica, apenas para satisfazer uma dependência. Talvez houvesse dois ou três cigarros diários que fumava com efectivo prazer – todos os outros davam apenas o pequeno prazer de suprir uma carência.

- Tenho a perfeita consciência de que fumadores como eu não têm meio-termo: ou seguem o seu rumo, ou deixam de vez. É uma escolha – eu fiz esta, estou convencido das vantagens da minha escolha, apesar dos sacrifícios e das penas. Fez bem à minha auto-estima a ideia de "ser capaz" – uma ideia difícil para quem fuma tanto e durante tanto tempo. Muitas vezes (até publicamente) afirmei que não seria capaz.

- Não me tornei fundamentalista, de todo. Mas confesso que sou hoje sensível à presença do tabaco como antes não era, e há locais onde vou menos por serem demasiado "atabacados" e outros onde passei a ir com gosto porque se respira melhor. Acho aliás curioso, nestes dias abafados de Verão, que nos espaços fechados se respire melhor do que à porta desses mesmos espaços...

- Deixei de fumar sem os medicamentos da moda nesta matéria, e também sem os pensos e os substitutos. Fui eu, uma hora a seguir à outra, um dia após o outro. Ansiolíticos, de vez em quando. Voltar a ignorar a colesterol e não me privar do prazer de comer, do prazer de beber. Deixar fluir...

- Apesar das más notícias lá de trás, à pergunta "sente falta do tabaco?", a resposta é clara: "não". Sinto falta do que sinto que me foi amputado, mas também sinto que não me faz falta para viver. E ser feliz.

E nesta dicotomia de sentimentos, todos os dias me sinto mais longe daquela dependência, todos os dias me sinto mais perto de uma qualquer ideia de liberdade. Porque, na verdade, em casos de dependência como o meu, fumar passou a ser, além de tudo o que se sabe, uma espécie de prisão - com liberdades condicionais pontuais para andar de avião, ir ao cinema, passear num museu... E não é bom viver assim. Mesmo nada bom.

Tenho pena, na verdade, de não ter conseguido nunca ser um fumador por prazer, sem qualquer espécie de dependência, como tantos que conheço.

Agora é tarde para recomeçar. Foi assim.

terça-feira, 29 de julho de 2008

site não oficial sobre António Lobo Antunes :: entrevistas :: Visão ...

site não oficial sobre António Lobo Antunes :: entrevistas :: Visão ...

Fui para as Terras do Fim do Mundo, na fronteira com a Zâmbia, no saliente do Cazombo. Chagámos lá e, pendurada no arame farpado, estava uma tabuleta que dizia «Lisboa ...

Grande Helena

Grande Helena

via COMBUSTÕES by Combustões on 7/29/08
(...) Entre Agosto de 1974 e o início de 1975 os portugueses em fuga de África mal se vêem nas páginas dos jornais. É claro que se fala deles mas com o incómodo e os rodeios de quem tem de dar uma má notícia no meio duma festa. Esta é a fase em que os fugitivos são necessariamente brancos pois assim facilmente se integram no estereótipo que deles traçam homens como Rosa Coutinho que os classifica como "elementos menos evoluídos que têm medo de perder as suas regalias" ou Vítor Crespo que os define como "pessoas racistas que não abdicam dos seus privilégios".
Os jornalistas portugueses usam então tranquilamente expressões como "brancos ressentidos", "brancos em pânico" ou pessoas que "reivindicam um desejo de viver num mundo que já acabou" para referir a maior fuga de portugueses nos seus muitos séculos de História. Os primeiros a chegar, logo em Agosto de 1974, ainda tiveram jornalistas à espera. Mas semanas depois, quando a catástrofe se torna não só óbvia como incontornável, as notícias sobre o "regresso dos colonos" quase desaparecem e o que temos cada vez mais são longos artigos sobre a descolonização cheios de declarações de líderes ou candidatos a tal. Jornais como o Diário de Notícias, o Expresso ou O Século enviam repórteres para a Guiné, Angola e Moçambique. Estes relatam com detalhe e parcialidade as lutas pelo poder nos diversos movimentos - sobretudo em Angola. O drama das pessoas parece-lhes uma fatalidade histórica. Fatalidade aliás inscrita no termo por que haveriam de ficar conhecidos: passada a fase caricatural dos "colonos brancos", ainda se experimentou "deslocados do Ultramar" ou desalojados. Por fim surgiu o salvífico termo "retornado", pese muitos deles não estarem a retornar a parte alguma porque simplesmente tinham nascido e vivido toda a vida em África. Refugiados, termo usado então e agora com bastante ligeireza, é que eles nunca puderam ser.
Não existe uma data precisa para definir o momento em que se tornou patente que os retornados estavam longe de ser todos brancos, mas quando a ponte aérea os fez desembarcar às centenas de milhar em Lisboa tornou-se evidente que muitos deles eram negros, mulatos, indianos... com cores e hábitos de vida muito distantes do tal boneco do fazendeiro branco de chicote na mão, a que inicialmente foram reduzidos. Perante o mal-estar que a sua simples existência causava, os fugitivos passaram rapidamente da caricatura ao esquecimento. Foram precisas décadas para que grandes reportagens fossem dedicadas ao turbilhão de factos que fez deles retornados. O problema deles não era não terem uma história para contar (...).
(Helena Matos, Público, 29.07.2008)

JAMAIS (PRONUNCIAR EM FRANCÊS)

via Da Literatura by Eduardo Pitta on 7/29/08
Aníbal Pinto de Castro, catedrático jubilado da Universidade de Coimbra, vai doar um terço (ou seja, vinte mil volumes) da sua biblioteca ao Centro de Estudos Camilianos de Famalicão. Porquê? Para que «os livros estejam em sítios onde sejam úteis, bem tratados e estudados.» Nesse acervo, a parte respeitante a Camilo corresponde a mil títulos. O destino do resto da biblioteca (mais de sessenta mil volumes) está por decidir. A única certeza é que não vão para a Biblioteca da Universidade de Coimbra. Porquê? Porque... «Nunca deixaria os meus livros a um lugar onde eles poderiam ser esquecidos e maltratados.» A Academia de Ciências de Lisboa é uma possibilidade.

(title unknown)

(title unknown) [Limpeza Étnica]

via Estado Novo by Abrantes on 7/29/08

LIMPEZA ÉTNICA
"Jornal de Noticias"
Mário Crespo

Publicado no "Jornal de Notícias", no inicio da semana passada, um artigo do jornalista Mário Crespo sobre os autodesalojados da Quinta da Fonte, levanta uma série de questões bastante pertinentes.
O articulista Mário Crespo é uma figura independente e, como jornalista, totalmente inserido neste sistema. Aliás, na minha opinião, é a imagem do jornalismo seguidista deste sistema. Ele é um dos arautos do sistema.
Depois de lerem não se esqueçam: este jornalista já por diversas vezes mostrou aversão aos movimentos Nacionalistas e às suas posições políticas..
Isto já me faz-me lembrar o inicio dos anos 70. O regime estava tão podre – tão podre…- que ninguém já acreditava nele. Nem as pessoas que o defendiam. Tal como eu…

Vamos ler o que escreveu Mário Crespo:
LIMPEZA ÉTNICA
O homem, jovem, movimentava-se num desespero agitado entre um grupo de mulheres vestidas de negro que ululavam lamentos. "Perdi tudo!".
"O que é que perdeu?" perguntou-lhe um repórter.
"Entraram-me em casa, espatifaram tudo. Levaram o plasma, o DVD a aparelhagem..." Esta foi uma das esclarecedoras declarações dos autodesalojados da Quinta da Fonte.
A imagem do absurdo em que a assistência social se tornou em Portugal fica clara quando é complementada com as informações do presidente da Câmara de Loures: uma elevadíssima percentagem da população do bairro recebe rendimento de inserção social e paga "quatro ou cinco euros de renda mensal" pelas habitações camarárias.

Dias depois, noutra reportagem outro jovem adulto mostrava a sua casa vandalizada, apontando a sala de onde tinham levado a TV e os DVD. A seguir, transtornadíssimo, ia ao que tinha sido o quarto dos filhos dizendo que "até a TV e a playstation das crianças" lhe tinham roubado. Neste país, tão cheio de dificuldades para quem tem rendimentos declarados, dinheiro público não pode continuar a ser desviado para sustentar predadores profissionais dos fundos constituídos em boa fé para atender a situações excepcionais de carência. A culpa não é só de quem usufrui desses dinheiros.

A principal responsabilidade destes desvios cai sobre os oportunismos políticos que à custa destas bizarras benesses, compraram votos de Norte a Sul. É inexplicável num país de economias domésticas esfrangalhadas por uma Euribor com freio nos dentes que há famílias que pagam "quatro ou cinco Euros de renda" à câmara de Loures e no fim do mês recebem o rendimento social de inserção que, se habilmente requerido por um grupo familiar de cinco ou seis pessoas, atinge quantias muito acima do ordenado mínimo.
É inaceitável que estes beneficiários de tudo e mais alguma coisa ainda querem que os seus T2 e T3 a "quatro ou cinco euros mensais" lhes sejam dados em zonas "onde não haja pretos". Não é o sistema em Portugal que marginaliza comunidades. O sistema é que se tem vindo a alhear da realidade e da decência e agora é confrontado por elas em plena rua com manifestações de índole intoleravelmente racista e saraivadas de balas de grande calibre disparadas com impunidade.

O país inteiro viu uma dezena de homens armados a fazer fogo na via pública. Não foram detidos embora sejam facilmente identificáveis. Pelo contrário. Do silêncio cúmplice do grupo de marginais sai eloquente uma mensagem de ameaça de contorno criminoso - "ou nos dão uma zona etnicamente limpa ou matamos." A resposta do Estado veio numa patética distribuição de flores a cabecilhas de gangs de traficantes e autodenominados representantes comunitários, entre os sorrisos da resignação embaraçada dos responsáveis autárquicos e do governo civil.
Cá fora, no terreno, o único elemento que ainda nos separa da barbárie e da anarquia mantém na Quinta da Fonte uma guarda de 24 horas por dia com metralhadoras e coletes à prova de bala. Provavelmente, enquanto arriscam a vida neste parque temático de incongruências socio-políticas, os defensores do que nos resta de ordem pensam que ganham menos que um desses agregados familiares de profissionais da extorsão e que o ordenado da PSP deste mês de Julho se vai ressentir outra vez da subida da Euribor.

O McMillan morreu...

via Cheiro a Pólvora on 7/28/08

Ontem chorei. Muito! E como há muito não chorava.

A meio da tarde recebi uma notícia que não esperava: o McMillan tinha morrido numa explosão no Iraque.

Tentei esconder da redacção as lágrimas que me caíam no teclado do computador. Não consegui. Fazer a régie durante o Telejornal tornou-se doloroso. Mais ainda quando os muitos monitores que estavam à minha frente multiplicaram as imagens dos últimos atentados no Iraque.

Para quem não sabe, o McMillan é um amigo que guardarei para sempre. Juntos passámos muitos e intensos momentos durante a batalha por Sadr City, em Março, nos arredores de Bagdade. Este ranger americano era um jovem de vinte e dois anos que foi ao Iraque poupar o dinheiro suficiente para pagar o curso da mulher que deixara na América. Também ele tinha um sonho…

Hi Castro,
This is McMillan's wife. Unfortunately, I have very very sad news. My husband, Bill McMillan was killed in action on July 8 ,2008 from injuries sustained when his stryker struck an improvised explosive device (IED). My husband spoke very fondly of you and enjoyed spending time with you. I am sorry to tell you such sad news. I hope you reply back, I would love to hear about your time with my beloved husband.

Sincerely,
Elizabeth McMillan

http://www.defenselink.mil/releases/release.aspx?releaseid=12053

http://www.25idl.army.mil/Deployment/Remembering/Remembering.htm

http://www.diversityinbusiness.com/Military/Casualties/ix_Mil_Cas.htm

Transcrevo duas passagens que escrevi sobre ele.

Entramos num dos strikers e McMillan, o socorrista, pergunta-nos de imediato: "Se entrarmos em combate, vocês vão lá para fora ou preferem ficar cá dentro?" Respondo-lhe que iremos para onde eles forem; que estamos ali para filmar tudo o que acontecer. Ele sorri e volta a perguntar: "E se ficarem feridos posso dar-vos morfina, ou são alérgicos?" Vejo que estão preparados para tudo.

(...)

Nesta última ida ao Iraque juntei mais uns quantos amigos: Morris, Aldrige, Finnigan e Kolzoi e McMillan. Alguns são ainda muito novos. No fundo não deixam de ser jovens a tentar sobreviver num mundo que lhes é estranho. McMillan, de vinte e dois anos, confidenciou-me no meio de Sadr City que foi ao Iraque ganhar dinheiro para pagar os estudos da mulher e para também ele poder acabar o curso de medicina quando voltar ao Arkansas. Ele e os outros não querem saber de política, apenas que lhes confiaram uma missão e que a querem levar até ao fim. O paramédico, após sentir alguns projécteis passarem-lhe por cima da cabeça, desabafa: "Ainda faltam onze meses, mas quando isto acabar terei poupado trinta e cinco mil dólares." McMillan ganha mais cinco mil dólares (4 mil euros por mês) por ter vindo para o Iraque. Se não fosse casado receberia pouco mais de metade. Pensei que ganhassem mais.

Para quem quiser saber mais sobre o McMillan e sobre o que passámos juntos, podem ir aos links:

http://cheiroapolvora.blogs.sapo.pt/5079.html?thread=133591

http://cheiroapolvora.blogs.sapo.pt/5157.html

http://cheiroapolvora.blogs.sapo.pt/5402.html?thread=155674

http://cheiroapolvora.blogs.sapo.pt/5829.html?thread=170949

http://cheiroapolvora.blogs.sapo.pt/6235.html

http://cheiroapolvora.blogs.sapo.pt/7670.html

domingo, 27 de julho de 2008

O acordo EUA/MPLA e o petróleo de Cabinda

via nonas by nonas on 7/27/08
"O general Diogo Neto, que se encontrava em Angola nas vésperas da independência, diria: «Estive em Luanda até ao dia 8, altura em que fui evacuado. No dia anterior à minha partida as duas colunas estavam perto da capital, mas foram obrigadas a parar por pressões diplomáticas dos EUA. O consulado americano de Luanda encerrou no dia 2 ou 3 e um dos seus membros, que suponho da CIA, disse-me antes da sua partida que estava tudo combinado. Concluí que os americanos pretendiam chegar a um acordo com Neto sobre o petróleo de Cabinda»(1). Com efeito, uma delegação do MPLA, presidida por um dos seus máximos dirigentes, Mingas, insistiu especialmente em que eram óptimas as relações entre a companhia Gulf que explorava o crude de Cabinda e o seu Movimento(2). Este acordo do MPLA com os sectores petrolíferos americanos ainda se mantém. Almeida Santos, reflectindo sobre a posição dos EUA na fase final da descolonização, diria: «Kissinger entendeu que durante um período era preferível que viessem os soviéticos para ser uma vacina para o resto de África. Em termos de processo histórico, se o ocidente tivesse ficado em Angola a partir de 1974, o prestígio da URSS seria muito maior. Se tivessem passado toda a crise económica sob a influência ocidental, teríamos tido grandes dificuldades económicas e quem estaria hoje queimado seria o ocidente e o desejado seria a URSS. Agora sucede o contrário e agora é o ocidente o desejado.»"

Notas:
1 – Fonte desconhecida.
2 – Documentos para a história da descolonização de Moçambique, Baluarte, n.º 1, Janeiro 1976, p. 6.
3 – Secretariado MFA, texto policopiado, 2 pp. Arquivo particular.

In Josep Sánchez Cervelló, A Revolução Portuguesa e a sua influência na transição espanhola (1961-1976), Assírio&Alvim, 1993, p. 280.