sexta-feira, 7 de novembro de 2008
A tanto chegava a abjecção!
The Portuguese Discoverers (IX)
The Portuguese Discoverers (IX)
By contrast, the Portuguese voyages around Africa and, it was hoped, to India, were based on risky speculative notions, rumors, and suggestions. Unknown lands would have to be skirted, used as supply bases for food and water en route. The journey would go where Christian geography threatened mortal dangers, far below the equator. Portuguese discoveries, then, required a progressive, systematic, step-by-step national program for advances through the unknown. Columbus' Enterprise of the Indies was a bold stroke, the significance of which would not be known for decades. The Portuguese voyagers were on a century-and-a-half enterprise, the actual meaning of which was imagined long in advance, the accomplishment of which was known immediately. Columbus' greatest achievement was something he never even imagined, a by-product of his purposes, a consequence of unexpected facts. The Portuguese achievement was the product of a clear purpose, which required heavy national support. Here was a grand prototype of modern exploration.
"The Portuguese Discoverers", from "The Discoverers", Daniel J. Boorstin, The National Board for the Celebration of Portuguese Discoveries, Lisbon, 1987
Daniel J. Boorstin - antigo director da Biblioteca do Congresso
The Portuguese Discoverers (VIII)
The Portuguese Discoverers (VIII)
An organized long-term enterprise of discovery, the Portuguese achievement was more modern, more revolutionary than the more widely celebrated exploits of Columbus. For Columbus pursued a course suggested by ancient and medieval sources, the best information of his day, and if he had succeeded in his avowed purpose, he would have confirm them. There was no uncertainty in his mind either about the landscape en route to Asia or about the direction to be taken. Only the sea was unknown. Columbus' courage was in taking a direct sea passage to "known" lands in a known direction but without knowing precisely how long the passage might be.
"The Portuguese Discoverers", from "The Discoverers", Daniel J. Boorstin, The National Board for the Celebration of Portuguese Discoveries, Lisbon, 1987
Daniel J. Boorstin - antigo director da Biblioteca do Congresso
The Portuguese Discoverers (VII)
The Portuguese Discoverers (VII)
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Portuguese Sea Pioneers
Among those most encouraged were the seamen of Portugal, who had an assignment from geography for their role in history. On the westernmost edge of the Iberian peninsula, the nation attained its modern borders very early, in the mid-thirteenth century. Portugal had no window on the Mediterranean – the "Sea-in-the-Midst-of-the-Land" – but was blessed by long navigable rivers and deep harbors opening oceanward. Cities grew up on the shores of waters that flowed into the Atlantic. The Portuguese people, then, naturally faced outward, away from the classic centers of European civilization, westward toward the unfathomed ocean, and southward toward a continent that for Europeans was also unfathomed.
"The Portuguese Discoverers", from "The Discoverers", Daniel J. Boorstin, The National Board for the Celebration of Portuguese Discoveries, Lisbon, 1987
Daniel J. Boorstin - antigo director da Biblioteca do Congresso
Nos 90 anos de Edmundo Pedro
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
1235.º LUGAR NA CLASSIFICAÇAO NACIONAL
1235.º LUGAR NA CLASSIFICAÇAO NACIONAL
O bom relacionamento que estabeleci com os professores desta escola levou a que estes, sem nada me dizerem, acordassem fazer de mim o seu patrono. Comunicaram esta sua escolha à Câmara Municipal de Sintra, em cuja área concelhia ela se situa, e esta autarquia, por sua vez, transmitiu essa pretensão à Secretaria de Estado da Administração Educativa. Na sequência deste processo, o Diário da República de 21 de Maio de 1999 (2ª série) publicava o Despacho nº 10 091/99, daquela Secretaria de Estado, no qual se determinava que esta escola passava a chamar-se Escola Básica 2,3 Professor Galopim de Carvalho. Os anos que se seguiram têm sido marcados por uma colaboração permanente e dela nasceram, entre outras realizações, belas e participadas exposições, algumas centradas na temática dinossáurios, e o Geoclube, dinamizado inicialmente por meia dúzia de alunos (que agora são já uma vintena) enquadrados por uma professora, com actividades nos domínios da mineralogia, da paleontologia e da geologia, entre as quais merece destaque a organização de um minimuseu ao serviço da escola. Acompanhante de muito perto e colaborador em algumas destas actividades, verifico, com preocupação crescente, que a carga burocrática que, nos últimos dois anos, se abateu sobre esta escola, à semelhança do que é notório e alarmante por todo o Pais, ameaça ferir de morte muitas destas voluntariosas acções, uma responsabilidade que terá de ser imputada a alguém.
Esta escola, nas suas actuais, novíssimas, óptimas e belas instalações, inauguradas em 2001, continua a servir uma população maioritariamente constituída por famílias oriundas das ex-colónias, cidadãos que a nossa sociedade acolheu e explora mas aos quais não proporcionou condições mínimas de integração. De um estrato sociocultural baixo a muito baixo, muitas destas famílias vivem situações difíceis e complexas, sendo pouco ou nenhum o apoio que dão ao papel da escola na formação dos seus filhos.
Neste cenário, a grande maioria dos alunos não tem hábitos de estudo nem motivação para a vida escolar, além de que manifesta uma deficiente formação pessoal e cívica, condições que se reflectem no ambiente de trabalho na sala de aula, sendo fraco o seu rendimento e frequentes os actos de indisciplina, violência e roubo.
Nestas condições, e acrescidos os factos da superlotação da escola e da notória falta de pessoal auxiliar, classifico de Muito Bom este modesto 1235.º lugar, na avaliação das nossas escolas. E isso deve-se ao esforço, à dedicação e à coragem de um punhado de docentes e auxiliares que fazem desta escola a sua casa e destas crianças e adolescentes os seus filhos de adopção.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
A imprevisível “agenda” da história
A imprevisível “agenda” da história

Vivemos numa atmosfera de terror, em que só se ouve falar em tiros e mortos.
O drama do João de Freitas foi horrível. Hoje diz o Diário de Notícias que foi morto a tiro no Porto o Homero de Lencastre. De certo que esse merecia castigo, mas a facilidade com que se manda assim gente para o outro mundo, faz estremecer. Parece impossível que este Portugal seja o mesmo que ainda há dez anos era a terra mais pacata e mais sossegada do mundo. Que responsabilidade medonha têm os que transformaram o bom povo português nas feras que agora andam por aí!
Memórias da condessa de Mangualde – Quetzal editores, Fevereiro 2002
The Portuguese Discoverers (VI)
The opening of the Indian Ocean was the European's first world-shaking, world-shaping revision of Ptolemy. The centuries after the closing of the trader's land routes to the East would revise Ptolemy in countless other ways. Ptolemy's world, which had terminated at 63 degrees north latitude, about halfway up the Scandinavian peninsula, would have to be extended toward both the north and the northwest. And, of course, a whole New World between Europe and Asia would eventually be added. The scientific spirit of Ptolemy, his admissions of his ignorance, his plea for latitude and longitude, cheered on cartographers and mariners.
"The Portuguese Discoverers", from "The Discoverers", Daniel J. Boorstin, The National Board for the Celebration of Portuguese Discoveries, Lisbon, 1987
Daniel J. Boorstin - antigo director da Biblioteca do Congresso


