quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Fardas de um mal fardado

Fardas de um mal fardado

via Caminhos da Memória de João Tunes em 10/12/08
De há muito que embirro com fardas. Ficou-me desde que fui (mal) fardado pela primeira vez. Acho que a farda tira ao comum mortal a sua diferente identidade e torna-o demasiado parecido com outros tantos, sempre demais. E será para isso mesmo que existem e servem - transformar o indivíduo numa peça de uma instituição, [...]


The Portuguese Discoverers (XXXI)

The Portuguese Discoverers (XXXI)

via Carreira da Índia de Leonel Vicente em 10/12/08

When Dinis Dias rounded Cape Verde, the western tip of Africa, in 1445, the most barren coast had been passed, and the prosperous Portuguese trader with west Africa soon engaged twenty-five caravels every year. By 1457 Alvise da Cadamosto – a Venetian precursor of the Italian sea captains like Columbus, Vespucci, and the Cabots who served foreign princes – advancing down the coast for Prince Henry had accidentally discovered the Cape Verde Islands and then went up the Senegal and Gambia rivers sixty miles from the sea. This Cadamosto proved to be one of the most observant as well as one of the boldest of Prince Henry's explorers. By his engaging accounts of curious tribal customs, of tropical vegetation, elephants, and hippopotami, he enticed others to follow.

At the time of Prince Henry's death in Sagres in 1460 the discovery of the west African coast had only begun, but it was well begun. The barrier of groundless fear had been breached in what became the first continuous organized enterprise into the unknown. Prince Henry therefore is properly celebrated as the founder of continuous discovery. For him each new step into the unknown was a further invitation.

"The Portuguese Discoverers", from "The Discoverers", Daniel J. Boorstin, The National Board for the Celebration of Portuguese Discoveries, Lisbon, 1987

Daniel J. Boorstin - antigo director da Biblioteca do Congresso

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

The Portuguese Discoverers (XXX)

The Portuguese Discoverers (XXX)

via Carreira da Índia de Leonel Vicente em 09/12/08

Having broken the barrier of fear "and the shadow of fear," Prince Henry was on his way. Year after year he dispatched expeditions, each reaching a bit farther into the unknown. In 1435, when he sent out Eannes once again, this time with Afonso Baldaya, the royal cupbearer, they reached another fifty leagues down the coast. There they saw footprints of men and camels, but still did not encounter the people. In 1436, when Prince to interview at Sagres, he reached what seemed to be the mouth of a huge river, which he hoped would be the Senegal of "the silent trade" in gold. They called it the Rio de Ouro, even thought it was only a large inlet and not a river, for the Senegal actually lay another five hundred miles farther south.

The relentless step-by-step exploration of the west African coast proceeded year by year, although commercial rewards were meager. In 1441, from Prince Henry's household went Nuno Tristão and Antão Gonçalves, reaching another two hundred fifty miles farther to Cape Branco (Blanco) where they took two natives captive. In 1444 from that area Eannes brought back the first human cargo – two hundred Africans to be sold as slaves in Lagos. […]

"The Portuguese Discoverers", from "The Discoverers", Daniel J. Boorstin, The National Board for the Celebration of Portuguese Discoveries, Lisbon, 1987

Daniel J. Boorstin - antigo director da Biblioteca do Congresso

Gente de Moçâmedes: família Ramos/Guedes Duarte

Gente de Moçâmedes: família Ramos/Guedes Duarte

via GENTE DO MEU TEMPO. de princesadonamibe em 09/12/08















































foto. Mais uma família que viveu em Moçâmedes até 1975/76. Da esq. para a dt.: João Carlos Guedes Duarte e Maria Helena Ramos Duarte junto dos filhos Helena, Fernando, Jorge, Mário, Ricardo e Lopo. Falta aqui a primogénita, a Conceição (São).

2ª foto: Junto do avião do Aero Clube de Moçâmedes - da esqª para a dtª - João Carlos Guedes Duarte, Fragoso, Armando Guedes Duarte (Mandinho), e Matos.

3ª foto: O «Tiger Mouth» de João Carlos Guedes Duarte com os filhos Lopo e Jorge .
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João Carlos (Jinho) tinha o «bichinho» dos aviões e das corridas de automóveis. Era um dos 10 filhos de Maria da Conceição Guedes Duarte (D. Micas) e do industrial e comerciante João Duarte, proprietário de uma pescaria na Praia Amélia e de várias casas na Torre do Tombo e na cidade.

Recordo a pescaria de João Duarte na Praia Amélia. Foi durante muito tempo o local onde familias de Moçâmedes se juntavam aos grupinhos, aos fins de semana de Verão, para um dia bem passado que incluia banhos de mar, pesca desportiva em pequenos barcos ou aé de cima da ponte, e culminava com uma lauta almoçarada que geralmente constava de uma suculenta caldeirade de peixe feita mesmo alí junto aos tanques de salga. A pecaria que João Duarte e os seus filhos detinhm na Praia Amélia encontrava-se apetrechada com uma fábrica de farinhas e óleos de peixe, instalações para salga e seca,
3 traineiras de bom porte, uma ponte, várias casas para o pessoal e 1 capela. João Duarte era também proprietário de algumas vivendas ocupadas por familiares, de um conjunto de casas antigas situadas na Torre do Tombo, que ocupavam quase todo um quarteirão junto à estrada que dá acesso à Praia Amélia, e um prédio de 2 andares, na Rua dos Pescadores arrendado ao Banco de Angola, e construído no gaveto onde antes possuía uma loja de modas/mercearia. Recordo-me que nos finais da década de 40, início da década de 50, para os padrões da época, João Duarte era considerado um homem rico. Mas hoje os seus bens seriam insignificantes se comparados com as rápidas e escandalosas fortunas que se estão a criar em Angola.

É preciso que se saiba que ser industrial de pesca em Moçâmedes podia ser um bom investimento, mas envolvia também um grande risco, uma vez que se ficava dependente das capturas de peixe, e para a industria ser rentável as traineiras tinham que pescar no mínimo 5 mil toneladas por ano. Quem não pescasse essa quantidade tinha prejuizo na medida em que o peixe era vendido a 30o escudos a tonelada, e bastaria um ano de crise para de um momento para outro tudo ir por água abaixo.
Foi o caso da crise de pescado dos anos 50 que avassalou os mares de Moçâmedes e que levou muitas boas empresas de pesca em Moçâmedes à falência e ao total desaparecimento, tais como Carvalho de Oliveira & Cª. Lda., Casal dos Herdeiros de João Maria Inácio, J. Patrício Correia, Portela & Guedes, Angopeixe, Torres & Irmão, Lda., Marcelino de Sousa, Conserveira do sul de Angola, Manuel Nunes de Carvalho & Filhos, Lda., SOS (Soc. Oceânica do Sul), etc.

A empresa de João Duarte também sofreu os efeitos dessa grande crise dos anos 50, e a sua pescaria na Praia Amélia chegou mesmo a ser vendida a uma empresa sul-africana, porém a operação acabou por não se concretizar porque o governo daquele país não autorizou investimentos no estrangeiro, tendo os compradores acabado por perder o sinal que haviam adiantado através de contrato de promessa de compra e venda. O montante do sinal acabaria por facilitar a recuperação da empresa e a construção do prédio na Rua dos Pescadores, onde viria a instalar-se o Banco de Angola. João Duarte conseguiu não apenas vencer a crise dos anos 50, que por arrastamento também atingira o comércio, como até modernizar as suas instalações.

Em João Duarte está o exemplo de mais um português que um dia resolveu partir para Angola, terra onde viveu, casou, teve filhos, labutou, gerou riqueza, proporcionou trabalho e investiu o fruto desse trabalho, sem se preocupar em amealhar para si e para os seus, em algum Banco algures na Europa. O mesmo é dizer-se, deu à terra tudo quanto tinha. Estas pessoas acabaram por ser as mais penalizadas com a «descolonização exemplar», uma vez que Portugal, a potência colonizadora, incapaz de descolonizar e de acautelar os bens dos portugueses, acabou por pura e simplesmente debandar do território, oferecendo-lhes como descargo de consciência, a alternativa única de uma «ponte área» sem retorno. Regressaram às suas terras com as mãos vazias que nunca. Sim, porque os outros, os grande empresários que estavam domiciliados na Metrópole, a elite protegida pelo sistema, que se servia de Angola apenas para «sacar» e investir na Europa, sem qualquer vínculos sentimentais que os ligasse à terra, esses nada perderam, porque tinham o seu pecúlio a bom recato... E mais, após 30 e mais, continuam neste momento a seguir a mesma política em relação a Angola.

Voltando o assunto inicial, que é o que afinal nos interessa, vejamos o retrato que Ricardo (Kady) , um dos 10 filhos de João Carlos Guedes Duarte, traça no seu blog acerca de seu pai, o moçamedense que tinha enraizado em si
o «bichinho» dos aviões e das corridas de automóveis :

...«O meu pai João Carlos Guedes Duarte, também conhecido em Moçâmedes por "Jinho" começou a voar em 1956 e teve licença para pilotar aviões - o popular "brevet" - em 1958. A sua madrinha de voo foi a Celísia Calão, uma senhora lindíssima, aliás lugar comum em Moçâmedes, pessoa que tive o prazer de reencontrar em Portugal continental, pois deu-se a feliz coincidência de a Celísia vir a ser colega da minha mulher na CGD em Lisboa. Foi a Celísia que deu o banho de baptismo de "brevet" ao meu pai com o tradicional balde de água pela cabeça abaixo. O meu pai começou por voar em Moçâmedes, com os aviões do Aero Clube local, tendo participado com boas classificações em diversos "ralis aéreos". Mais tarde acabou por adquirir um Tiger Mouth àquele Aero Clube com o qual fez inúmeras acrobacias aéreas e outras peripécias - desde aterrar na praia a colocar o passageiro a vomitar (diga-se situação um pouco incómoda até para o piloto) porque o Tiger "4 asas" não tinha carlinga e o passageiro viajava, por norma, no lugar da frente. Lembro-me do meu pai me contar que, de vez em quando perdia ferramenta e haveres, deixados por descuido dentro do cockpit, quando se punha a fazer "loopings" e "tonneaux". Quem me lê conhece bem o meu pai e sabe do que ele era capaz de fazer de um avião. Quando cheguei a Portugal (em 1976) vivi por breves meses em Vidago e aí encontrei alguns ditos "retornados" que me contaram peripécias do meu pai com o Tiger que eram desconhecidas na família. Um desses senhores contou-me que o meu pai ia buscá-lo à Baía dos Tigres só para ele ir jogar futebol a Moçâmedes ao domingo e ele (futebolista) perdia mais peso na viagem (tais eram as acrobacias) do que durante todo o jogo!!! Na Baía dos Tigres os aviões aterravam na avenida principal e recolhiam-se ao pé da igreja, onde eram amarrados tal eram as ventanias e tempestades de areia. Como se sabe, os aviões levantam sempre contra o vento e nos dias de vento forte punham-se dois cipaios de cada lado das asas a segurar as mesmas enquanto o avião não tomava aceleração para não levantar antes do tempo!!!Esse Tiger Mouth (prateado) CR-LCN foi , mais tarde destruído em acidente tido pelo meu tio Mandinho (Armando Guedes Duarte) também ele piloto - fez um "cavalo de pau" e partiu a hélice e deslocou os apoios do motor. Vou "postar" aqui as poucas fotos que tenho de Moçâmedes (são só duas) mas prometo, para futuro breve divulgar aqui alguns filmes em 8mm, ou fotos deles extraídas, onde se podem apreciar os ralis aéreos com aviões do Aero Clube de Moçâmedes de outras cidades angolanas e alguma acrobacia aérea no Tiger Mouth.» ....

«... de 1957 a 1961 e nesse tempo de "vacas gordas" o meu pai andava nas corridas de automóveis e nas "brincadeiras" com avionetas do Aero Clube de Moçâmedes e até chegou a ser proprietário de uma pequena avioneta - um Tiger Mouth de "4 asas". Há cá muita gente de Angola, que se lembrarão desses áureos tempos.

Ricardo decreve sucintamente como foram os últimos momentos da sua vida passados em Porto Alexandre, que levarm à fuga do território de Angola em 10 de Janeiro de 1976 :

«...FUGA PARA A "SELVA" EUROPEIA (com breve passagem pelo apartheid) - Janeiro de 1976, já quase não haviam amigos em Palex - todos se tinham ido embora, de carro, de barco ou de avião. As ruas de Palex, pejadas de mortos. O meu pai tinha que ziguezaguear para não os pisar. Era a caça ao homem. Nós que sempre acreditámos que ficaríamos, escorados nos dizeres do Saidi Mingas (assassinado pelo golpe nitista). O Saidi Mingas e o Kundi Paihama (que vivia em Palex e que era meu amigo) disseram ao meu pai - Sr Duarte, fique porque aqueles que saírem vão ter dificuldades em regressar. Infelizmente o Saidi e o Kundi não tinham razão. Hoje vai mais depressa para Angola um tuga que "não gosta de pretos", tal como os russos (e lá faz o sorriso amarelo para os explorar) do que um genuíno angolano como eu e vós leitores que amamos aquela terra .Cronologia da "Fuga" de traineira e repatriamento de comboio, autocarro e avião - Janeiro de 1976 » Palex (dia 10) , Saco da Baleia (dia 11), Baía dos Tigres (dia 12), Cunene (dia 13), Walvis Bay (dias 14 a 23), Swakopmund (dia 23), Usakos (dia 24), Karibib (dia 24), Okahandja (dia 24), Whindoek (dia 24), Abidjan/Costa do Marfim (dia 24), Lisboa (capital da Selva, dia 25) .

Para quem estiver interessado em consultar a fonte, clicar AQUI.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Açordas e migas

via Sopas de Pedra de A. M. Galopim de Carvalho em 07/12/08
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«Terra de grandes barrigas
onde só há gente gorda.
Às sopas chamam açorda
à açorda chamam-lhe migas. »
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FOI COM ESTES VERSOS que, em «Palhas e Moínhas», Vasconcelos e Sá, nos começos do século passado, cantou a diferença entre os usos destas palavras no Alentejo e fora dele. Estreada em Évora, em 1936, esta revista musical, em dois actos, tem por tema a mais extensa província de Portugal, as suas gentes e o seu modo de estar e viver naquela época. Entre os muitos participantes, todos recrutados entre a população da cidade, figurou o meu irmão Francisco José que, logo aí, revelou as suas excepcionais qualidades como intérprete da canção.
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A nossa açorda tem origem na tharid dos invasores árabes, uma confecção de pedaços de pão mergulhados num caldo quente, aromatizado e enriquecido com azeite, muito elogiado, diz-se, por Maomé, ensinou-nos o saudoso Alfredo Saramago em "Para uma História da Alimentação no Alentejo" (1997), fazendo notar que tharid alude ao acto de cortar ou arrancar pedaços de pão. Diz ainda este mestre da gastronomia que, durante o período de ocupação romana, se comia no Alentejo uma sopa feita de ervas aromáticas, alho, azeite, pão e água quente. Esta confecção atravessou, assim, as culturas dos povos invasores que se seguiram, tendo sido os árabes que a fixaram e lhe deram a importância que teve entre eles e ainda tem entre nós. A açorda (ath thurda) é, pois uma herança da presença muçulmana neste Garb al Andaluz, dos séculos VII a XIII.
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As açordas do pobre não têm conduto. São as açordas de mão no bolso, como já escrevi noutro local, as dos mais carenciados que, não tendo conduto, só precisam da mão que leva a colher à boca. São as açordas peladas, não fazem mal nem bem, é só pão e água... caem nas calças e não põem nódoas, escreveu Falcato Alves, em "Os Comeres dos Ganhões", 1994. Mas há também, para quem pode, açordas bem temperadas, feitas com a água de cozer bacalhau, pescada ou amêijoas, e com condutos de grande valor nutritivo e requintado paladar, com destaque para os ditos bacalhau, pescada, ou amêijoas, e, ainda, o ovo cozido ou escalfado, as azeitonas e, até, nalgumas famílias, os figos frescos. Convenhamos que uma açorda assim confeccionada, dispensa o chamado segundo prato.
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Como veremos num próximo post, açordas são quase sempre as de alho e coentros ou de poejos. À falta destas ervas há quem as faça com pimento verde esmagado. Mas há outras como as de tomate e muitas mais a ponto de o termo poder ser considerado sinónimo de "sopas de pão".
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Para nós, alentejanos, o termo migas designa um alimento à base de pão migado, embebido num caldo e a seguir esmigalhado e amassado. Esta confecção é aquilo que, em Lisboa e noutras regiões do país, se chama açorda. As açordas de marisco, as boas e as menos boas, que se servem de Norte a Sul, são, na realidade, migas, pois correspondem ao significado da palavra, o que está mais de acordo com as nossas, inclusive as de batata, também elas esmigalhadas e amassadas. Assinale-se aqui, porque nunca é demais saber, que migas e mica, o mineral, radicam no mesmo étimo latino, mica, que significa migalha, partícula.
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As migas na minha terra são quase sempre feitas no pingo da carne de porco com mais gordura, inclusive dos enchidos, e, ao contrário do ditado que reza «migas de pão, duas voltas e já estão», as migas dos nossos antepassados árabes e as que ainda hoje se fazem no Alentejo são enroladas continuamente até tostarem levemente e ganharem uma casquinha estaladiça. Prato tradicional e frequente na mesa de ricos e pobres, com a diferença de que as migas de uns tinham mais carne e as de outros mais toucinho e farinheira.

Lobo Antunes

via CART.3514 "panteras negras" de António Carvalho em 08/12/08
Entrevista polémica a jornal mexicano
08 Dezembro 2008
Lobo Antunes fala da Guerra Colonial. Tinha jeito para matar e não sente remorsos pelo que fez em Angola: é assim António Lobo Antunes, polémico na cidade mexicana de Guadalajara, onde se deslocou para receber o prémio da Feira Internacional do Livro de Línguas Românicas, e falou da sua experiência na Guerra Colonial.
"Eu tinha talento para matar e isso foi a coisa mais terrível que me aconteceu. Para morrer e para matar, eu era bom", disse o escritor ao diário 'La Jornada', descrevendo a luta em Angola como uma "guerra de crianças" (por causa da idade dos soldados) e falando do impulso para a vida que, durante um conflito, se sobrepõe a tudo.
"Na guerra, não te questionas se aquilo que estás a fazer é justo ou injusto. A única coisa que importa é sair dali vivo", afirmou, confessando que, para ser transferido para uma zona mais calma, o seu batalhão matou indiscriminadamente, matava-se tudo, não se faziam prisioneiros e, do outro lado, era a mesma coisa. E o pior é que não sinto culpa", concluiu o escritor.
in Correio da Manhã

domingo, 7 de dezembro de 2008

O que mudou desde 25/11 em Goa e 26/11 em Mumbai?

via Folhas de História de História - Mestra da Vida em 06/12/08
Pouco ou nada parece ter mudado desde 25/11 em Goa (1510) e 26/11 em Mumbai (2008). Vejamos alguns paralelos nestas duas ocasiões. Escrevia Afonso de Albuquerque ao seu rei D. Manuel em 22 de Dezembro, quase um mês após o seu ataque decisivo à Goa: «Na tomada de Goa e desbarato de suas estâncias e entrada [...]

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

The Portuguese Discoverers (XXIX)

via Carreira da Índia de Leonel Vicente em 05/12/08

When Gil Eannes reported back to Prince Henry in 1433 that Cape Bojador was in fact impassable, the Prince was not satisfied. Would his Portuguese pilots be as timid as those Mediterranean or Flemish sailors who plied only the familiar ways? Surely this Gil Eannes, a squire whom he knew well in his own household, was made of bolder stuff. The Prince sent him back in 1434 with renewed promise of reward for yet another try. This time, as Eannes approached the cape he steered westward, risking the unknown perils of the ocean rather than the known perils of the cape. Then he turned south and discovered that the cape was already behind him. Landing on the African shore, he found it desolate, but by no means the gates of hell. "And as he purposed," Zurara reported, "so he performed – for in that voyage he doubled the Cape, despising all danger, and found the lands beyond quite contrary to what he, like others, had expected. And although the matter was a small one in itself, yet on account of its daring it was reckoned great."

"The Portuguese Discoverers", from "The Discoverers", Daniel J. Boorstin, The National Board for the Celebration of Portuguese Discoveries, Lisbon, 1987

Daniel J. Boorstin - antigo director da Biblioteca do Congresso