quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

«Falar» na polícia (3)

via Caminhos da Memória de Diana Andringa em 27/01/09
João Abel Manta O primeiro interrogatório teve lugar no 4º dia de prisão. "Y" declarou, logo de início, não querer prestar declarações. Intenção que o escrivão anotou, perguntando, de seguida, se também se recusava a assinar o auto, o que "Y" confirmou. A um observador menos informado não deixará de causar perplexidade o facto de um preso [...]

Simon Wiesenthal – o caçador de nazis – nega as conclusões dos Julgamentos d...

Simon Wiesenthal – o caçador de nazis – nega as conclusões dos Julgamentos de Nuremberga

via Um Homem das Cidades de noreply@blogger.com (Diogo) em 21/01/09

Carta de Simon Wiesenthal ao Jornal militar norte-americano "The Stars and Stripes", edição europeia, Domingo, 24 de Janeiro de 1993 (pág. 14).

Gaseamentos na Alemanha

"Surgiu uma carta neste jornal intitulada "Erro nas Câmaras de Gás" (5 de Janeiro de 1993). Já que sou citado nesta carta, acho necessário declarar o seguinte:

É verdade que não existiam campos de extermínio em solo alemão e portanto não existiram gaseamentos em massa tal como os que aconteceram em Auschwitz, Treblinka e noutros campos. Uma câmara de gás estava a ser construída em Dachau, mas nunca chegou a ser terminada.


Gaseamentos, contudo, aconteceram em Mauthausen, que na altura pertencia à Alemanha.

O programa de eutanásia nazi incluía quatro instituições (Hartheim próximo de Linz, Hadamar, Sonnestein próximo de Pirna, e Grafenegg), nas quais pessoas, física e mentalmente deficientes, foram mortas – muitas vezes com a ajuda de gás. Todas estas quatro instituições estavam localizadas em solo alemão.

Foram encerradas na sequência de protestos mas antes serviram como uma espécie de escola para assassínios em massa: a partir de 1942 os membros das SS que lá prestaram serviço foram transferidos para os grandes campos de concentração, tais como Treblinka, Sobibor e Belzec na Polónia."

Simon Wiesenthal

Viena, Áustria

(Clicar na imagem para aumentar)

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Olá mãe

Que lindas palavras sobre uma mãe octogenária. Pedi-as emprestadas ao JotaCê Carranca e envio-tas com muito carinho a ti, minha mãe.
Rui Moio

Olá mãe
via A Minha Sanzala de JotaCê Carranca em 24/01/09
Hoje passei a ser filho duma octagenária. Estou de parabens por ter uma mãe assim que nem tu. Estou de parabens porque conseguiste fazer-me assim que nem eu sou. Estou de parabens, mãe, porque além de seres a Minha Mãe ainda és a Minha Amiga.
Obrigado mãe por me aguentares estes anos todos e ainda seres capaz de ralhar quando a razão te assiste.
Um beijo grande, mãe, por este dia que está agora a começar.

Sanzalando

Hitler's bodyguard: The Fuhrer was a good boss - Haaretz - Israel News

Hitler's bodyguard: The Fuhrer was a good boss - Haaretz - Israel News

http://www.haaretz.com/hasen/spages/1000937.html

My Role in Berlin on July 20, 1944

My Role in Berlin on July 20, 1944

A versão de Otto Remer do atentado contra Hitler de 20 de Julho de 1944.
Rui Moio

Fonte: This essay is from The Journal of Historical Review, Spring 1988 (Vol. 8, No. 1), pages 41-53. It is translated by Mark Weber from a chapter of Otto Ernst Remer’s memoir, Verschwörung und Verrat um Hitler (“Conspiracy and Treason Around Hitler”). A review of this book appears in the same Spring 1988 issue of the IHR Journal. This essay parallels Remer’s address at the Eighth IHR Conference (1987).

domingo, 25 de janeiro de 2009

Stella Piteira Santos

Stella Piteira Santos

via Caminhos da Memória de Maria Manuela Cruzeiro em 24/01/09
Sabíamos-te doente e frágil nos teus noventa e dois anos, mas a força da tua personalidade e a tua história fantástica de resistente e lutadora davam-nos a ilusão de eternidade, como eternas são as causas que abraçaste desde a juventude. Por isso recordo, da entrevista que te fiz em 2000 para o Projecto de História [...]


sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

I Have a Dream - Uma reconstrução para o povo de Angola -

Também tivemos um sonho, igual a este mas... contrariamente ao sonho americano, o nosso, o do nosso povo, o povo do Portugal inteiro, o Portugal de todas as raças e dos cinco continentes foi cortado. Para todos nós, que éramos 22 milhões, este sonho não se concretizou. E não se concretizou por obra de um grupelho de militares e de políticos a soldo de interesses estrangeiros que se intitulavam e ainda se intitulam como os donos da Liberdade e da História.
Rui Moio

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Batalha de Carenque

via Sopas de Pedra de A. M. Galopim de Carvalho em 21/01/09
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O PROCESSO QUE FICOU CONHECIDO por "Batalha de Carenque" remonta a 1986, quando dois finalistas da Licenciatura em Geologia da Faculdade de Ciências de Lisboa, Carlos Coke e Paulo Branquinho, meus ex-alunos, descobriram um vasto conjunto de pegadas de dinossáurios no fundo de uma pedreira abandonada, na altura a ser usada como vazadouro de entulhos e lixeira clandestina, em Pego Longo, concelho de Sintra, na vizinhança imediata de Carenque. Esta importante jazida paleontológica corresponde a uma superfície rochosa com cerca de duas centenas de pegadas, de onde sobressai, pela sua excepcional importância, um trilho com 132 metros de comprimento, no troço visível, formado por marcas subcirculares, com 50 a 60cm de diâmetro, atribuídas a um dinossáurio bípede. Além deste, considerado na altura o mais longo trilho contínuo da Europa, identificaram-se, na mesma superfície, pegadas tridáctilas atribuíveis a carnívoros (terópodes), parte delas igualmente organizadas em trilhos. O chão que suporta estas pegadas corresponde ao topo de uma delgada camada de calcário do Cretácico, com cerca de 95 milhões de anos, com 10 a 15cm de espessura, levemente basculada para Sul. Muito fracturada (à escala centimétrica), esta camada assenta sobre uma outra, bem mais espessa, de natureza argilosa, condições que dão grande fragilidade a esta jazida.
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Para além das consequências inevitáveis de degradação decorrentes do uso deste enorme buraco como vazadouro, fui alertado, em Maio de 1992, para o facto de o traçado da então projectada Circular Regional Exterior de Lisboa (CREL) vir a destruir a maior parte do trilho principal, precisamente no seu troço mais interessante. Louvavelmente, a Brisa, empresa interessada neste processo, apercebeu-se do valor patrimonial em causa, mantendo -se em consonância com o Museu Nacional de História Natural na procura de soluções que corrigissem uma tal situação, não desejável.
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Após uma longa batalha, de que a comunicação social de então deu ampla divulgação, a abertura dos túneis de Carenque foi, finalmente, a solução aceite pelo governo, representando para as finanças públicas um esforço acrescido, na ordem de um milhão e seiscentos mil contos (8 milhões de euros), merecedor de aplauso. Dois anos e meio depois, a 9 de Setembro de 1995, o então Primeiro-Ministro Cavaco Silva inaugurava a Circular Regional Exterior de Lisboa (CREL), tendo tido a atenção de me incluir na comitiva que com ele percorreu os túneis de Carenque sob as pegadas de dinossáurios que tanta tinta têm feito correr. Terminava, assim, uma primeira batalha entre os cifrões e a cultura de que esta, em boa hora, saiu vitoriosa. Mas a guerra não ficou ganha. Há, ainda, como todos sabemos, uma última batalha que é imperioso e urgente ganhar. Ganhá-la passa pela conveniente musealização do sítio, cujo projecto de arquitectura, "Museu e Centro de Interpretação de Pego Longo (Carenque)", aprovado pela Câmara de Sintra em 2001, aguarda há sete anos o necessário cabimento de verba. A sua concretização, que deve rondar, aos preços actuais, os 3,5 milhões de euros, não necessita ser encarada em bloco. Pode ser faseada no tempo, começando pelas peças mais urgentes e atractivas. (ver post "Há 95 milhões de anos, na região de Carenque" - [aqui]) Não é compreensível ter-se dispendido tanto dinheiro na abertura dos túneis, para salvaguarda da jazida, e não viabilizar, agora, o financiamento necessário à conclusão da obra prevista e tirar dela os dividendos que é lícito esperar como potencial pólo de atracção turística.
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Passados mais de treze anos sobre esta data, o trânsito automóvel flui normalmente sob um raro e valioso património, lamentavelmente deixado ao abandono. Entretanto, a jazida degrada-se sob a vigência de uma administração cega, surda e muda, indiferente aos milhões já ali investidos, não obstante a obra em falta representar muito pouco face à cifra já gasta com a abertura dos túneis.
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E quando, em nome dos euros, se argumenta contra este empreendimento, podemos responder com o enorme potencial turístico desta jazida. A topografia do terreno permite uma boa adaptação do local aos fins em vista, dispondo do lado SW de um pequeno relevo (residual da exploração da pedreira) adaptável, por excelência, a miradouro, de onde se pode observar, de um só golpe de vista e no conjunto, toda a camada – uma imensa laje pejada de pegadas – levemente basculada no sentido do local do observador, numa panorâmica de justificada e invulgar grandiosidade. Em acréscimo deste significativo potencial está o facto de a jazida se situar na vizinhança de uma grande metrópole e numa região de intensa procura turística (Sintra, Queluz, Belas) e, ainda, o de ser servida por duas importantes rodovias, a via rápida Lisboa-Sintra (IC-19), por Queluz, e a Circular Regional Externa de Lisboa (CREL-A9) que a torna acessível pelo nó de Belas e, no futuro, mais comodamente, pelo nó de Colaride.
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O reconhecimento desta jazida como valioso e excepcional relíquia geológica e paleontológica, à escala internacional, é hoje um dado adquirido. Assim e tendo em conta a condição privilegiada da região sintrense e a sua classificação, pela UNESCO, como Património Mundial, justifica-se todo o envolvimento que possa surgir, por parte das Administrações Local e Central, nesta realização, que transcende não só as fronteiras da autarquia, como também as do País. Todos sabemos que os dinossáurios constituem um tema de enorme atracção entre o público e que qualquer iniciativa neste domínio da paleontologia está votada ao sucesso. A exposição dos dinossáurios robotizados, levada a efeito pelo Museu Nacional de História Natural, assim o demonstrou. Nesta realidade, a Jazida de Pego Longo, convenientemente adaptada a uma oferta de turismo da natureza, de grande qualidade e suficientemente bem equipada e promovida, garante total rentabilidade a todo o investimento que ali se queira fazer.
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Pela minha parte, continuo a oferecer, graciosamente, o meu trabalho na concretização deste projecto. Como cidadão profundamente envolvido nesta causa, sinto-me no dever e no direito de nela voltar a insistir. Esquecidas dos poderes local e central, as pegadas de dinossáurios de Carenque estão bem vivas na mente de todos os que, como eu, sabem do que estão a falar, ou seja, os geólogos, docentes e investigadores nacionais nesta área científica e todos os especialistas internacionais que aqui acorreram, das Américas à China e à Mongólia, sem esquecer, claro, os nossos vizinhos da Europa. Estão, ainda, no coração de todos os que respeitam os valores da Natureza.
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Lembrando a sessão de dia 11 de Fevereiro de 1993, no Parlamento, na qual foi votada, por unanimidade (coisa rara), a recomendação ao executivo, no sentido da salvaguarda desta jazida paleontológica, apelo, uma vez mais, ao governo e à autarquia sintrense que reúnam vontades e interesses a fim de que se não perca este valioso património tão antigo quanto cento e doze mil vezes a História de Portugal.