quinta-feira, 19 de março de 2009

O Livro da Quinta

O Livro da Quinta

via Revisionismo em Linha de Johnny Drake em 19/03/09

Em Junho de 1941, Theodore N. Kaufman, presidente do Movimento Americano para a Paz e conselheiro do Presidente Roosevelt, revelou um plano para a "Solução Final". O genocídio torna-se política oficial - O PLANO DE EXTERMÍNIO DO POVO ALEMÃO.
O sistema politicamente correcto que vigora na sociedade actual não deixa que apareça nos livros de História que não foi Adolf Hitler, mas sim um judeu, T. N. Kaufman, quem inventou o termo "Solução Final". Onde está a coragem para afirmar que os Estados Unidos e o lobby da imprensa Sionista Americana aplaudiram o trabalho de Kaufman, planeando a "Solução Final": a aniquilação do povo Alemão?
"Germany Must Perish ["A Alemanha Precisa Morrer"] apresenta um plano para a permanente e definitiva paz entre as nações civilizadas. E é um, e apenas um, com Pena Máxima:

"'A Alemanha precisa morrer' para sempre! De facto - não em fantasia!... A guerra-luxúria existe como um conjunto nas massas Alemãs. Os líderes Alemães não estão isolados desta vontade do povo Alemão (...) " (páginas 6 e 7).
"Eu não sinto nenhum ódio pessoal a mais por estas pessoas [os Alemães] que eu poderia sentir por um rebanho de animais selvagens ou um grupo de répteis venenosos... Eles perderam as características dos seres humanos. Eles são bestas; eles precisam de ser tratados como tal (16)".
"Só há uma forma de frustrar este desejo: a meta de dominação mundial precisa de ser removida do alcance do povo Alemão e a única forma de fazer isso é removendo dos Alemães do mundo (28)."
"O vírus maligno do Germanismo tinha sido injectado no fluxo de vida do público e os Alemães esperaram a epidemia que eles sentiam que infestaria o mundo mais cedo ou mais tarde (45)."

"Porque ela [a Alemanha] não fez nenhum esforço milhares de anos atrás para tornar-se civilizada, como fizeram os vizinhos dela, a Alemanha hoje é uma intrusa entre as nações civilizadas (77)."
"Reeducação da geração mais jovem? É altamente duvidoso que um grande programa de reeducação valeria o esforço ou alcançaria o seu objectivo. O espírito é grande e infinitamente mais poderoso que o cérebro. E as características militantes tornaram-se parte integrante do espírito dos Alemães. Algum dia a alma guerreira Alemã voltaria a dominar o seu cérebro (dos Alemães). Uma solução final: (…) aí está, não há nenhuma outra solução excepto:
A Alemanha precisa de desaparecer deste planeta para sempre! E, afortunadamente, como nós podemos ver agora, isso não é impossível de ser realizado. (82,83)."
"(…) Assim resta apenas uma maneira de livrar o mundo do Germanismo para sempre - e isso é eliminar a fonte destas almas guerreiras - impedindo o povo Alemão de reproduzir a sua espécie. Este método moderno, conhecido pela ciência como Esterilização Eugénica, que é prática, humana e perfeita. A esterilização tornou-se um provérbio da ciência, como o melhor meio de livrar a raça humana dos seus desajustados: os insanos, os criminosos hereditários.
(…) A esterilização (…) é uma operação simples e segura, totalmente inofensiva e indolor, nunca mutilando ou castrando os pacientes. Os seus efeitos (colaterais) não são mais sérios que a extracção de um dente. (…) A população da Alemanha, excluindo os territórios conquistados ou anexados, é de aproximadamente 70 milhões, igualmente divididos entre homens e mulheres. Para realizar o plano de extinguir o povo Alemão será necessário esterilizar apenas cerca de 48 milhões de pessoas – um número que exclui, devido à limitada capacidade deles se procriarem, homens com mais de 60 anos de idade e mulheres com mais de 45 anos. (…) Cerca de 20 mil cirurgiões como um número arbitrário e assumindo que cada um executa um mínimo de 25 operações por dia não precisaremos mais que um mês, no máximo, para completar a esterilização deles... O restante da população civil masculina da Alemanha pode ser tratado em três meses. (86-88)"
Leia mais sobre este assunto aqui.

"As águas cingiam-me até à alma"

via O que eu andei ... de João B. Serra em 13/03/09
Aquilo que imediatamente nos chama atenção é a sua singularidade no conjunto dos textos proféticos. Esta obra breve, a única que foi escrita na terceira pessoa, é a mais dramática história de solidão de toda Bíblia e, no entanto, é contada como que do exterior dessa solidão - como se, ao mergulhar no negrume dessa solidão, o "eu" se tivesse perdido de si mesmo. Portanto, o "eu" só pode falar de si mesmo como um outro. Como na frase de Rimbaud: "je est un autre".
Jonas não se mostra apenas relutante em falar (como Jeremias, por exemplo). Não, Jonas recusa-se mesmo a falar. "Agora a palavra do Senhor foi dirigida a Jonas (...) Mas Jonas levantou-se e fugiu da face do Senhor".
Jonas foge. Paga a sua passagem e embarca num navio. Rebenta uma tempestade terrível, de tal forma que os marinheiros temem que o navio naufrague. Todos pedem aos seus deuses que os poupem. Jonas, pelo contrário, "tinha descido ao porão e, deitando-se ali, dormia profundamente". O sono, portanto, como retirada absoluta do mundo. Sono como uma imagem de solidão. Oblomov enroscado no seu divã, regressando pelo sonho ao útero da mãe. Jonas no ventre da baleia.
O comandante do navio encontra então Jonas e diz-lhe que reze ao seu Deus. Entretanto, os marinheiros deitam sortes para ver quem será o responsável pela tempestade: "...e a sorte caiu sobre Jonas".
"E então ele disse-lhes: 'Pegai em mim e lançai-me ao mar e o mar se acalmará porque sei que foi por minha causa que vos sobreveio esta tempestade.'
"No entanto, os homens remavam para ver se conseguiam ganhar a terra, mas em vão, pois o mar cada vez se embravecia mais contra eles" (...).
"E foi assim que pegaram em Jonas e o lançaram ao mar e a fúria do mar acalmou-se".
Não obstante a mitologia popular em torno da baleia, o grande peixe que engole Jonas não é de modo algum um agente de destruição. É o peixe que o salva de morrer afogado. "As águas cingiam-me até à alma, o abismo cerrava-se à minha volta, as algas pegavam-se à minha cabeça".

Paul Auster, Inventar a Solidão. Porto, Asa, 2004. p. 141

quarta-feira, 18 de março de 2009

Dos Baixos Instintos

via INCONFORMISTA.INFO de Miguel Vaz em 17/03/09
"Ao contrário do catolicismo, o comunismo não tem uma doutrina. Enganam-se os que supõem que ele a tem. O catolicismo é um sistema dogmático perfeitamente definido e compreensível, quer teologicamente, quer sociologicamente. O comunismo não é um sistema: é um dogmatismo sem sistema – o dogmatismo informe da brutalidade e da dissolução. Se o que há de lixo moral e mental em todos cérebros pudesse ser varrido e reunido, e com ele se formar uma figura gigantesca, tal seria a figura do comunismo, inimigo supremo da liberdade e da humanidade, como o é tudo quanto dorme nos baixos instintos que se escondem em cada um de nós.
O comunismo não é uma doutrina porque é uma antidoutrina, ou uma contradoutrina. Tudo quanto o homem tem conquistado até hoje, de espiritualidade moral e mental – isto é, de civilização e de cultura – tudo isso ele inverte para formar a doutrina que não tem."

Fernando Pessoa

in "À Procura da Verdade Oculta – Textos Filosóficos e Esotéricos", 1915.

Espera em Catió

via Caminhos da Memória de João Tunes em 17/03/09
É um dado normalmente adquirido que no «virar» do corpo de oficiais profissionais do exército colonial contra a continuação das guerras e que desembocou no 25 de Abril, teve influência importante o «contágio político» devido à incorporação, como oficiais milicianos, de muitos dos dirigentes e activistas (os que não optaram pela deserção e exílio) vindos [...]

terça-feira, 17 de março de 2009

Malaca: Uma encruzilhada de rotas e culturas (XII)

Malaca: Uma encruzilhada de rotas e culturas (XII)

via Carreira da Índia de Leonel Vicente em 17/03/09

Em 1640, numa altura em que o Estado da Índia atravessava as maiores dificuldades e a V.O.C. (Companhia das Índias Orientais) holandesa vivia os seus dias de maior pujança, os holandeses julgaram ter chegado a hora de tentar uma nova investida contra Malaca. O comércio desta encontrava-se então reduzido ao trato de mercadorias de segunda categoria, mediante a exploração de rotas de curto e médio curso, com pequenos navios de remo, os únicos capazes de escapar às naus inimigas. O cerco demorou vários meses, saldando-se em pesadas baixas e na destruição de parte da cidade. Apesar da completa falta de reforços da Índia, do número reduzido de defensores e das próprias querelas internas, nomeadamente entre os capitães Diogo Coutinho Docem e Luís Martins Chichorro, a cidade resistiu até Janeiro de 1641.

Malaca nunca mais voltou a reaver o antigo fulgor. A conquista holandesa valeu sobretudo pelo prestígio de obter a antiga capital malaia e desferir o golpe de misericórdia aos rivais portugueses; a capital da V.O.C. permaneceu, contudo, em Batávia. A ocupação holandesa foi severa para com os vestígios da presença portuguesa: igrejas destruídas ou transformadas em dependências militares, A Famosa tornada armazém, proibição do culto católico. O centro de influência portuguesa na região transferiu-se para Macassar e, posteriormente, para Timor. Só nas primeiras décadas do século XVIII é que a ortodoxia calvinista permitiria a abertura de uma igreja católica em Malaca. O período de domínio britânico não foi menos ingrato: a demolição integral do impressionante complexo fortificado (de que só resta hoje uma porta, a de Santiago), a transferência da capital administrativa para a ilha de Penang e a fundação de Singapura consumaram o apagamento de Malaca. No que toca à presença portuguesa, resta hoje uma pequena comunidade de mestiços cristãos, que falam um dialecto eivado de arcaísmos, chamado "papiá cristão" e que reclamam, com visível orgulho, a descendência portuguesa.

Paulo Jorge de Sousa Pinto. "Malaca: Uma encruzilhada de rotas e culturas" In Os Espaços de um Império – Estudos. Lisboa, Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, 1999.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Os Capuchos no "Livro das grandezas de Lisboa" (1804)

via SOS Capuchos de RS em 16/03/09
Da obra "Livro das grandezas de Lisboa", por Nicolau de Oliveira. Publicado por Impressaõ regia, 1804. Página 150.

Sobre Sintra:

"Tem mais três Mosteiros: o primeiro , e mais chegado á villa, he o Mosteiro da Sanctissima Trindade , o qual tem dez Religiosos. O segundo he de Religiosos da Ordem de Saõ Hieronymo , chamado nossa Senhora da Pena, situado todo quasi sobre hum penedo no principio da Serra, e tem vinte Religiosos. O terceiro, que he de Franciscanos Capuchos , está quasi no fim da mesma Serra , e delle se afirma ser o mais pequeno em sitio, mais pobre, e mais áspero que todos os do mundo; e sendo este, daõse alguns Religiosos por desconsolados por lhes naõ darem seus Prelados licença pera serem moradores daquella casa onde ha dez Religiosos"

Como participei na coluna de Salgueiro Maia na madrugada do 25 de Abril de 1974

via Caminhos da Memória de Eduardo Graça em 16/03/09
Com o João Mário Mascarenhas na Porta de Armas do 2º GCAM, no Campo Grande, em Lisboa. Pelo 35º aniversário da revolução, em homenagem aos meus companheiros de armas Capitão Teófilo Bento Quando eclodiu o 25 de Abril, cumpria serviço militar, como oficial miliciano, desde finais de 1971, no quartel do Campo Grande, em Lisboa. Nunca soube [...]

Olhando o PCP, entre o sol da terra e a nossa terra, com Pável em memória

via Sobre o tempo que passa de JAM em 16/03/09

Jerónimo e Sócrates são activistas partidários pós-abrileiros, tal como Cavaco e Portas. Apenas Manela e Louçã deram sinais de empenhamento cívico antes do 25A, ambos como estudantes da mesma escola, em duas crises estudantis do velho Quelhas e, curiosamente, no mesmo lado antiditatorial. Jerónimo acusa Sócrates de utilizar a real imagem dos sindicatos como "correias de transmissão", segundos os ditames do Komintern, coisa que já não há, não reparando que o nosso PCP já não depende de qualquer "sol na Terra", sendo o mais teluricamente antigo da nossa própria terra. O PCP tem, portanto, mais de oito décadas de vivência, desencadeada pela Federação Maximalista que, começou por ser uma dissidência da central sindical lusitana da CGT, de ampla maioria anarco-sindicalista, até chegar o revisionismo celular e sovietista de Bento Gonçalves e Álvaro Cunhal.

Carvalho da Silva é doutor sem ser de encomenda espanhola, para cumprimento das "quotas" gagueiras, tal como Alexandre Vieira, Ferreira de Castro e Mário Domingues eram jornalistas do diário da CGT. Duzentos mil na rua contra os ministros do reino por vontade estranha são autenticidade que nenhuma entrevista de palanque consegue apagar nem cicratizar com parangonas. O primeiro-ministro de Portugal não pode descer ao nível de um qualquer Luís Filipe Vieira.


Manela diz que já não tem tabu quanto à escolha do cabeça de lista ao parlamento europeu. Está no seu direito, agora que se começa a habituar ao vedetismo mediático e nos entra casa dentro quase todos os dias. Espero que a política lusitana não se reduza a estes bailaricos aonde não vão os homens livres que não gostam de festas com porta estreita de saída.

É por isso que me dediquei a rever a biografia de Francisco de Paula Oliveira Júnior (1908-1993), dito Pável, depois de uma troca de "mails" com o respectivo filho. Esse destacado e mítico militante dos tempos heróicos do PCP. Operário no Arsenal da Marinha catequetizado por Bento Gonçalves (1929). Em Janeiro de 1932 já aparece como secretário da Federação da Juventude Comunista Portuguesa. Contudo, a partir de Abril de 1939, instala-se no México, desaparecendo da cena política portuguesa. Aí adopta o novo nome de Antonio Rodriguez, tornando-se escritor e professor universitário, de tal maneira se ligando ao Novo Mundo que até esquece a língua materna. Recebi, do respectivo filho, um informe sobre este escritor, periodista, investigador, luchador social, educador y crítico de arte.


En Portugal fue periodista y dirigente político y luchó contra la dictadura de Oliveira Salazar. Estudió en la Unión Soviética. Participó del lado de las fuerzas republicanas en la guerra civil española. Continuó su lucha contra el fascismo en Francia, en abril de 1939 llegó a México con el exilio español y se naturalizó mexicano en 1941. Dirigió el Departamento de Difusión Cultural del Instituto Politécnico Nacional y el Museo Tecnológico de la Comisión Federal de Electricidad. Fundó el Club de periodistas de México, del cual fue Secretario General. Fundó y dirigió la revista "IPN. Ciencia, arte: cultura." Fue director fundador del Museo del Quijote de la Fundación Eulalio Ferrer, en la Ciudad de Guanajuato, Guanajuato. Escribió cientos de artículos y reportajes en numerosos periódicos y revistas de México, entre ellos: "El popular", "El Nacional", "El día", "Excélsior", "El diario de México", "Impacto", "Hoy", "Mañana", "Siempre" (revista en la cual colaboró desde su fundación). Escribió decenas de catálogos para exposiciones individuales y colectivas de artistas plásticos.


Premios y distinciones:


En 1947 obtuvo el primer premio, en la sección ensayo, en el certamen convocado por Talleres gráficos de la Nación con el libro "El Quijote mensaje oportuno."En 1960 obtuvo de manos del Presidente de la República mexicana el premio "Francisco Zarco", al trabajo periodístico de mayor trascendencia nacional, otorgado por la Asociación Mexicana de Periodistas, con los reportajes publicados en la Revista Siempre y posteriormente en forma del libro "El rescate del petróleo. Epopeya de un pueblo." En 1968 en la Feria internacional del libro de Francfort, Alemania, la edición en alemán de su libro "El Hombre en llamas." ("Der Mench in Flammen") obtuvo el primer lugar como libro de arte. En 1979 obtuvo el Premio Nacional de Periodismo Cultural, que otorga el gobierno de los Estados Unidos Mexicanos.

En 1985 le pusieron el nombre de "Antonio Rodríguez" a una escuela técnica agropecuaria en Ixmiquilpan, en el Valle del Mezquital, Estado de Hidalgo, México, como reconocimiento a su novela reportaje "La nube estéril. Drama del Mezquital." En 1990 obtuvo el grado de Comendador de la orden del Infante Don Enrique, el navegante, que otorga el Gobierno de la República de Portugal En 1994 la Casa de la Cultura del periodista le puso el nombre de "Antonio Rodríguez" a su galería de arte. En 1994 el Instituto Politécnico Nacional le puso el nombre "Antonio Rodríguez" a la galería del Centro cultural "Jaime Torres Bodet" de la Unidad Profesional "Adolfo López Mateos." En 1993 el Museo de la Estampa de la Ciudad de México le puso el nombre de "Antonio Rodríguez" a una de sus salas de exhibición. El 15 de agosto de 1995 el gobierno del Departamento del Distrito Federal le puso el nombre de "Antonio Rodríguez" a una calle de a Colonia San Simón de la Delegación "Benito Juárez".

Publicó los siguientes libros:

Novela reportaje:

"La nube estéril. Drama del Mezquital."(1952).

Ensayos y grandes reportajes, publicados como libros:

"El Quijote visto por grandes escritores." (1947).

"La Revolución francesa. Síntesis histórica."(1947).

"El rescate del petróleo. Epopeya de un pueblo."(1958).

"Declaración de amor a Praga." (1959).

"Reportajes en China y en Corea."(1959).

"El henequén, una planta calumniada."(1967).

Coautor de los libros de crítica de arte:

"Diego Rivera, 50 años de labor artística". (1951).

"Kunst windersrand im malerai, graphik, plastik 1922-1945. " (1968).

"Siqueiros." (1985).

"Diego Rivera. Hoy." (1986).

"Capdevilla. Visión múltiple." (1987).

Autor de los libros de crítica de las artes plásticas, arquitectura, literatura y urbanismo: "Diego Rivera, pintor del pueblo mexicano." (1948).

"Le Corbusier, paladín y profeta de los tiempos modernos." (1967).

"Elegancia, optimismo y buen gusto de la pintura francesa." (1967).

"La ciudad, obra maestra del hombre." (1968).

"A history of mexican mural painting." (1969).

"Dr. Atl." (1969).

"El Hombre en llamas." (1970).

"Francisco Marín. Escultura." (1970).

"La Anunciación en la pintura del renacimiento italiano." (1973).

"Siqueiros." (1974).

"La Piedad en la obra de Miguel Angel." (1975).

"Posada. El artista que retrató a una época." (1977).

"Jesús Reyes Ferreira". (1978).

"Saudade". (1979).

"Las cuevas pintadas en Baja California". (1982).

"Guernica: grito de cólera contra la barbarie, incitación del hombre a la esperanza." (1982).

"Crucifixión y resurrección en la pintura de Grunewald". (1983).

"La pintura mural en la obra de Orozco." (1983).

"Canto a la tierra. Los murales de Diego Rivera en Chapingo." (1986).

"Diego Rivera. Los murales de la Secretaría de Educación Pública." (1986).

"Diego Rivera. Pintura mural." (1987).

"Siqueiros. Pintura mural." (1992).

Cuatro de sus libros están inéditos:

"Alfredo Zalce." (1992).

Una autobiografía, sin título (1992).

Una antología de los artículos sobre "José Luis Cuevas", elaborada por el Museo "José Luis Cuevas" de la Ciudad de México.

Una antología sobre sus artículos de arquitectura.