sexta-feira, 9 de abril de 2010

SAL-GEMA

via Sopas de Pedra by A. M. Galopim de Carvalho on 4/4/10
A PALAVRA sal foi-nos deixada pelos romanos (sal, salis), que tanto a empregavam para designar o produto material extraído por evaporação da água do mar, como para aludir, em sentido figurado, à vivacidade, à finura cáustica, ao espírito picante, ao bom gosto, à inteligência. E foi assim, com estes dois sentidos, que sal entrou na nossa linguagem quotidiana, da menos à mais erudita. Tal não aconteceu com o termo equivalente halós, dos gregos, cuja passagem pela Península, muito anterior, não teve nem a duração nem a importância da ocupação romana. Apenas no jargão científico e tecnológico dispomos de vocábulos construídos com base no étimo grego. Diz-se que um solo é halomórfico quando salgado, que um organismo é halofílico quando suporta bem a presença de sal e designa-se por halogenetos o conjunto dos minerais salinos, entre os quais a halite, o mineral essencial do sal-gema.

Em química, sal é um composto resultante da interacção de um ácido com uma base, ou da acção de um ácido sobre um metal. Cloretos, sulfatos, iodetos, fosfatos, etc. são sais. Porém, todos eles necessitam de um qualificativo que os distinga dos restantes, como são, por exemplo, o sal amargo (cloreto de magnésio), o sal de fósforo (fosfato de sódio e amónia) e muitos outros. Só o cloreto de sódio dispensa esse cuidado, bastando-lhe a palavra sal dita ou escrita isoladamente. É este o constituinte quer do sal marinho, ou sal de cozinha, produzido em salinas (marinhas) à beira-mar, quer do sal-gema, extraído das entranhas da Terra.

A halite ocorre em pequenos cubos, transparentes e incolores. Pode, no entanto, apresentar-se cinzenta, amarelada ou avermelhada, devido à presença de impurezas, como matéria orgânica e óxidos de ferro.

São conhecidas ocorrências de sal-gema em todos os tempos, dos mais antigos aos mais modernos, em todos os continentes. Amplamente explorado, é considerado uma entre as mais importantes matérias-primas que alimentam a moderna indústria química, a par do petróleo e do enxofre. Considerado o georrecurso de mais longo e variado uso pela Humanidade, o sal-gema determinou a localização de núcleos populacionais no interior dos continentes, onde dificilmente chegava o sal marinho. Salzburgo, na Áustria, é disso um exemplo.

Em Portugal, o sal-gema surge na base do Jurássico em ocorrências que testemunham a existência de um cordão de lagunas litorais formadas há cerca de 200 milhões de anos, sob um clima quente e muito seco. São particularmente importantes as explorações de Torres Vedras e de Loulé. A primeira, em Matacães, realiza-se dissolvendo o sal por injecção de água no corpo salino, sendo a salmoura (água + sal) recolhida e enviada, por pipeline, até às instalações fabris na Póvoa de Santa Iria, através de um percurso de mais de cinquenta quilómetros. Em Loulé, o sal é explorado "a seco", em mina subterrânea. Com vários quilómetros de galerias, amplas e desprovidas de humidade, a mais de 230m de profundidade, esta mina oferece óptimas condições ambientais aos asmáticos que ali buscam alívio. Loulé tem reservas para milhares de anos de laboração e o sal, que ali se extrai, é dirigido à indústria química de Estarreja.

Na Fonte da Bica, em Rio Maior, há poços de água salgada abertos em terrenos ricos em sal-gema. Esta água é lançada em tanques (talhos) e aí evaporada, precipitando o sal, num processo que vem desde tempos imemoriais. A repartição desta salmoura pelos salineiros locais obedece a um regime tradicional, escrupulosamente respeitado, conhecido desde o século XII.

Entre nós, a exploração de sal-gema está muito aquém das nossas disponibilidades nesta matéria-prima. Tal é devido à grande qualidade do sal produzido nas nossas marinhas e também à importação deste produto ditada pelas regras do mercado internacional.

SEDIMENTOLOGIA E ROCHAS SEDIMENTARES

via Sopas de Pedra by A. M. Galopim de Carvalho on 3/28/10
A SEDIMENTOLOGIA, como a definiu H. A. Wadell, em 1932, é o estudo científico dos sedimentos, quer dos depositados e litificados, quer dos que se encontram em deposição temporária, quer ainda dos que se mantêm em trânsito. Como disciplina especializada, a Sedimentologia teve início na década de 40 do século passado, afirmando-se como uma das mais importantes das Ciências da Terra, desenvolvendo tecnologias e metodologias adequadas ao estudo das rochas sedimentares, desde a sua génese (sedimentogénese) e eventuais transformações (diagénese), à respectiva localização no espaço e no tempo, em estreita associação com a Paleontologia, a Estratigrafia e a Geocronologia e, ainda, à sua utilização como georrecursos.

"A Sedimentologia justifica-se pelo leque de aplicações práticas em que pode ser envolvida", escreveu, em 2003, o Prof. Soares de Carvalho, da Universidade do Minho. Para nos darmos conta da oportunidade desta afirmação basta pensar no interesse posto na prospecção, exploração e usos industriais dos combustíveis fósseis, dos calcários, das areias e argilas, do sal-gema e, ainda, nas suas aplicações em hidrogeologia, geologia do ambiente, geologia de engenharia e em problemas inerentes ao ordenamento do território.
Sedimentologia é, pois, outra maneira de dizer Petrologia Sedimentar, expressão que se não deve confundir com Petrografia Sedimentar, uma vez que petrografia é o estudo das rochas, visando a sua descrição, identificação e classificação, e petrologia, mais abrangente, é a ciência das rochas, na sua globalidade, incluindo a interpretação dos processos genéticos.

Terrae adquae Solis filiae, expressão latina que quer dizer "as filhas da Terra e do Sol", é uma maneira alegórica de referir as rochas sedimentares. Na mesma alegoria, pode dizer-se que, fecundada pela radiação solar, indutora dos processos geodinâmicos e biológicos próprios da sua capa externa, a mãe Terra dá nascimento às rochas sedimentares, outra categoria das suas criações. As rochas sedimentares trazem consigo não só as marcas dos seus progenitores, mas também as das condições ambientais em que foram geradas e, muitas delas, ainda, a data do seu nascimento.

As rochas sedimentares no seu todo, desde as mais recentes, incoesas e móveis (como as areias) às mais antigas, compactadas e consolidadas, são consequência de um conjunto de condições próprias e originais da superfície do nosso Planeta. São elas: 1) uma atmosfera oxidante (a partir de uma certa altura) e, em grande parte, húmida, particularmente agressiva para os minerais das rochas aflorantes; 2) uma hidrosfera que promove não só a alteração química das rochas, mas também a erosão, o transporte e a deposição dos sedimentos; 3) a distância a que se encontra do Sol, permitindo-lhe o fluxo de energia radiante necessária e suficiente aos processos inerentes à sua formação e que também lhe assegura a Vida nos mais variados ambientes da sua superfície.

Sem atmosfera, hidrosfera e biosfera não se teriam formado os sedimentos e as rochas sedimentares que, por todo o lado, nos rodeiam. Na ausência destas geosferas, a superfície terrestre estaria, à semelhança da Lua, reduzida a uma capa de rególito, isto é, de poeiras e fragmentos rochosos resultantes dos impactes meteoríticos ocorridos ao longo de milhares de milhões de anos. Face a esta realidade, a Sedimentologia não pode deixar de ser entendida como uma disciplina fundamental no âmbito das ciências geológicas.

As rochas sedimentares representam um conjunto particular de produtos naturais gerados na parte mais externa da crosta terrestre e, portanto, nas condições de pressão e temperatura próprias da superfície, ocupando uma posição bem delimitada no ciclo das rochas. Consumindo, sobretudo, energia solar, a sedimentogénese é aceite como uma das expressões da geodinâmica externa, a par da erosão do relevo, da formação dos solos e do aparecimento e manutenção da Vida. Geradas na interface da litosfera com as atmosfera, hidrosfera e biosfera, as rochas sedimentares são essencialmente constituídas por um, dois ou três dos seguintes componentes fundamentais: 1) terrígenos, herdados por via detrítica de outras rochas preexistentes; 2) quimiogénicos, resultantes da precipitação de substâncias dissolvidas nas águas; e 3) biogénicos, quer edificados por alguns organismos em vida, quer acumulados detriticamente a partir de restos esqueléticos, após a morte dos respectivos seres.

Se, em termos de volume, as rochas sedimentares representam apenas 5% do volume da crosta terrestre (contra 95% das rochas ígneas e metamórficas), tal é devido ao conceito implícito no respectivo qualificativo. Porém, tendo em conta que a grande maioria das rochas metamórficas como xistos, metagrauvaques, mármores, quartzitos e outras, são materiais litológicos transformados a partir de rochas sedimentares preexistentes, aquela cifra aumenta substancialmente. Aumenta ainda mais se nos lembrarmos que a maior parte dos granitos e rochas afins resultaram da fusão parcial (anatexia) de rochas sedimentares e metamórficas. Em termos de área exposta, as rochas sedimentares perfazem cerca de 75% das terras emersas e cobrem a maior parte dos fundos marinhos, embora neste domínio a sua espessura seja ínfima, se comparada aos milhares de metros das acumulações integradas na arquitectura da crosta continental, isto é, nos continentes, incluindo as margens continentais submersas.

(In: "Geologia Sedimentar", Volume II, Âncora Editora, 2005)

sábado, 3 de abril de 2010

A Santa Inquisição vista por Alfredo Pimenta

via Nacional-Cristianismo by NC on 3/9/10


"Os historiadores folhetinescos por um lado e os energúmenos da história por outro, criaram à Inquisição católica uma fama terrível, convencendo o pobre público ignorante e irreflectido de que, por obra dela, o Espírito viveu aferrolhado e encadeado, não podendo expandir-se… E, todavia, nada mais falso. A ciência foi livre. Livre foi a erudição. Livre a especulação filosófica. Livre foi a arte. O que não foi livre foi o denegrir da fé, o corromper a teologia, o envenenar as almas, semeando nelas erros e maldades" (Alfredo Pimenta).

quarta-feira, 31 de março de 2010

LISBOA – PARIS no SUD-EXPRESS

via Sopas de Pedra by A. M. Galopim de Carvalho on 3/21/10
A MEIO DE UM ESTÁGIO CIENTÍFICO de três anos, em Paris, mais precisamente no verão de 1963, viemos, eu e a Isabel, gozar um mês de vacances com a família. O regresso à capital dos franceses, fizemo-lo, um mês depois, no Sud-express. Com saída de Santa Apolónia, cerca do meio-dia, chegava à Gare d'Austerlitz pelas dezoito horas do dia seguinte. Aguardavam-nos trinta intermináveis horas de "pouca-terra" e imensos silvos sonoros, durante a noite, ao longo do vasto planalto de Castela-a-Velha e dos profundos vales e escarpados dos Cantábricos.

Pouco comum para a época, o dia começara e ia manter-se chuvoso e ventoso, o que me impedia de cumprir o que tanto gostei desde criança – fazer quilómetros e quilómetros debruçado numa das janelas do corredor, sentir a velocidade e o vento e apreciar a extensão do comboio sempre que as curvas tinham a concavidade do meu lado.

Acomodados num compartimento de primeira classe, em outra companhia que não fossem um adequado farnel e uns livros para matar o tempo, tínhamos a confortar-nos o prazer de regressar ao trabalho que ali desenvolvíamos.

Num outro compartimento da mesma carruagem viajava – soubemo-lo porque ele próprio no-lo fez saber – um agente da Polícia Internacional de Defesa do Estado, mais conhecida pelo acrónimo PIDE. Nesse tempo era regra que o percurso ferroviário entre Lisboa, Vilar Formoso e vice-versa, fosse acompanhado por um funcionário desta odiada instituição que juntamente com a censura constituíam o suporte musculado de um poder ilegítimo que nos asfixiava e amesquinhava aos olhos do mundo esclarecido. Era sua função verificar passaportes e, certamente, proceder a outras acções de vigilância política dos passageiros.

Passados uns minutos da partida, o tempo suficiente para colocar as malas nos incómodos e altos alojamentos destinados ao arrumo da bagagem, o agente da Pide surgiu-nos à porta do compartimento ainda aberto. Depois de um respeitoso Boa tarde, e de mostrar a identificação, pediu-nos os passaportes. O meu era um documento oficial, de capa vermelha, que o distinguia do dos comuns dos passageiros, passado pela mesma polícia que o credenciava, e isso deve-lhe ter dado o ar cordial com que estabeleceu um primeiro e curto diálogo.

-Irei convosco até à fronteira. Até lá tenho de verificar a documentação dos passageiros. Há dias em que quase não tenho tempo de fazer todo o trabalho, tantos são os emigrantes. Amanhã regresso no Sud e faço trabalho semelhante com os que entram. Não se gasta tempo nem nas partidas nem nas chegadas. Estou no compartimento ao lado, se necessitarem de algo, façam favor de dizer – e retirou-se.

Com gabinete improvisado num dos compartimentos da primeira classe, o agente começava por percorrer todo o comboio, recolhendo os passaportes dos viajantes com destino ao estrangeiro. Instalava-se, depois, no seu compartimento e, um a um, verificava todos aqueles documentos, entre os quais não era raro aparecerem algumas contrafacções. Organizações à margem da lei arranjavam passaportes falsos para perseguidos políticos, emigrantes clandestinos ou para as famílias daqueles que já se haviam fixado nos locais onde trabalhavam.

A meio da tarde, estávamos nós no corredor da carruagem, olhando o temporal através dos vidros, o agente aproximou-se, trazendo consigo meio aberto, na mão, um passaporte e, num tom quase familiar comentou.

- Só uma extrema ignorância faz com que alguém pague uma fortuna por uma coisa desta que se vê logo que é falsa. É a capa, é o papel, são as letras. É tudo falso! Acabei de o receber das mãos de uma passageira. Carregada de cestos e sacos e ainda por cima doente, vai, assim, sozinha para França, onde tem o marido e o único filho. E dá-me isto para as mãos, ingenuamente, na ilusão de que tudo está em ordem.

Deu-nos, então, aquele passaporte a ver. De facto, não passava de um caderninho mal acabado, que não deixava dúvidas quanto à sua origem fraudulenta e de péssima qualidade. As únicas verdades ali presentes eram o nome da portadora e a sua fotografia.

- O que é que eu posso fazer com isto? Prendo-a? De prender gostava eu os criminosos sem escrúpulos que roubam estas desgraçadas. Se fecho os olhos e a deixo passar, corre o risco de ser presa na fronteira com a França e ser recambiada sabe Deus em que condições.

- Talvez não – ripostei, na intenção de o encorajar, acrescentando: - De todas as vezes que tenho entrado em França, saindo de Espanha, da Bélgica ou da Alemanha, eles nem olham para o passaporte.

- Pois é – respondeu com ar de manifesta preocupação. - Mas se der para o torto, também eu fico em maus lençóis.

Antes da Guarda começámos a sentir um desacelerar brusco e contínuo da marcha e, por fim, a travagem em pleno campo. Foi uma sorte. Podíamos ter descarrilado. A espera que se seguiu, mais de duas horas, até que o piquete de desobstrução da linha concluísse o trabalho, permitiu que falássemos um pouco mais com o agente. Um fortíssimo silvo atravessou a noite chuvosa. Seguiu-se-lhe o chiar das carruagens no arranque da marcha.

- Ainda tenho montes de papelada para arrumar e passaportes para entregar antes de chagarmos à fronteira – despediu-se, agradecendo a atenção que lhe havíamos dado.

Parados em Vilar Formoso e à janela sobre a gare, vimos o agente sair do comboio acompanhado de uma mulher de pequena estatura, magra, de aspecto cansado, aparentando uns cinquenta e muitos anos. Ele virou-se para nós e, com um jeito de cabeça, indicou-nos ser aquela a passageira do tal passaporte falsificado.

Não mais os vimos. O Sud entrou em Espanha onde o percurso se fez durante a noite. O céu limpara e a noite, de breu, permitia a visão de miríades de estrelas, tantas que, aqui e ali, mais pareciam partículas de uma poeira iluminada. Golpes de vento traziam até nós o matraquear da máquina, ainda a vapor, sobrepondo-se ao "pouca-terra", "pouca-terra" dos rodados da nossa carruagem sobre os carris.

Procurando recuperar o atraso, todo o percurso no planalto de Castela foi feito na máxima velocidade. Em Hendaia o Sud francês não esperaria por nós. Ao romper da manhã, numa curtíssima paragem numa gare perdida na imensidão desértica da paisagem, pudemos saborear os bocadillos de jamon acompanhados de café com leite a escaldar, servidos em grandes copos de vidro. Dois longos apitos do comboio e a voz do revisor, pondo termo a esta que foi a última paragem, retomámos os nossos lugares para vencer a etapa que nos levaria à Europa democrática.

À entrada em Hendaia ninguém se interessou pelos nossos passaportes, confirmando o que eu dissera ao agente. Depois seguiu-se uma viagem mais veloz, menos ruidosa. Reabrimos o farnel e esperámos pacientemente pela chegada a Paris, o que aconteceu à hora e ao minuto previstos, como já então era apanágio dos Caminhos-de-Ferro franceses. Aí, no meio da enorme confusão de gente que descia do comboio, de malas, cestos e sacos à portuguesa, e dos muitos familiares aguardando na gare, vimos a mulher do passaporte falsificado, tralha no chão, sorridente, abraçada aos seus homens.

(In: "Fora de Portas - Memórias e Reflexões", Âncora Editora, 2008)

terça-feira, 30 de março de 2010

própria e individual

via António Quadros by aquadrosferro@gmail.com (António Quadros Ferro) on 3/2/10
"[...] Em última análise penso, muitas vezes, caro Afonso Cautela, que todos nós, há 5000 anos ou nos dias de hoje, no Tibete ou em Lisboa, tivemos e temos em frente de nós o mesmo inevitável apocalipse: o da nossa própria morte individual. E é a nossa única certeza histórica...[...]"

António Quadros, Diário Popular, 24-01-1974

sexta-feira, 26 de março de 2010

The End of Work

via Um Homem das Cidades by Diogo on 3/24/10

Introdução à edição de 2000 do livro «O FIM DO TRABALHO [The End of Work]»

Por Jeremy Rifkin


Durante os cinco anos que passaram desde que publiquei "O Fim do Trabalho", o desemprego estrutural manteve-se perigosamente elevado na Europa e noutros países do mundo, não obstante ganhos tanto na produtividade global como no produto interno bruto. Em 1995, 800 milhões de pessoas estavam desempregadas ou subempregadas. Hoje [2000], mais de mil milhões de pessoas encontram-se numa destas duas categorias.

Paradoxalmente, nos Estados Unidos, falando numa das maiores nações industriais, o desemprego baixou para um recorde de 4%, levantando a questão se o país teria sozinho encontrado a fórmula do sucesso na nova economia. Na realidade, os ganhos de emprego nos Estados Unidos têm menos a ver com razões económicas e mais com uma combinação de remendos a curto prazo que podem dar a aparência de uma economia robusta, mas que escondem uma negra realidade.

Para começar, os Estados Unidos contam os seus trabalhadores desempregados de uma forma muito limitada. Se os benefícios de um trabalhador desempregado acabam e ele ou ela desistem de procurar trabalho, são considerados como trabalhadores "desistentes" e não contam para os números oficiais do desemprego. Pode-se caminhar pelas ruas de qualquer cidade americana e encontrar um grande número de homens e mulheres desempregados. No entanto, poucos deles são considerados "desempregados" pelo ministério do trabalho norte-americano. Em segundo lugar, por incrível que possa parecer, 2% de toda a força de trabalho masculina nos Estados Unidos está actualmente na prisão, de longe a maior percentagem de trabalhadores encarcerados em qualquer país do mundo. Em terceiro lugar, a economia americana trouxe de volta ao trabalho um número recorde de desempregados americanos nos últimos oito anos, criando uma inédita força de trabalho "just in time". Hoje, milhões de trabalhadores americanos são alugados aos empregadores por organizações de trabalho temporário. Milhões deles que outrora tiveram trabalhos a tempo inteiro com os benefícios inerentes, estão agora a trabalhar com contratos a prazo como consultores ou freelancers. Enquanto os níveis de desempregados diminuíram, o número de trabalhadores subempregados aumentou significativamente.

Finalmente, o milagre americano tem, em larga medida, sido comprado a crédito. É impossível compreender a redução dramática do desemprego nos Estados Unidos nos anos mais recentes sem examinar a estreita relação entre a criação de emprego e o crescimento recorde do crédito ao consumo. Este tem vindo a crescer quase há uma década. Companhias de cartões de crédito estão a conceder crédito a níveis sem precedentes. Milhões de consumidores americanos estão a comprar a crédito – e, por isso, milhões de outros americanos regressaram ao trabalho para fabricar os bens e serviços que são comprados.

[...]

A substituição a curto prazo de crédito barato em vez de uma larga redistribuição dos frutos de novos ganhos de produtividade na forma de aumentos de rendimentos e benefícios é um assunto que tem recebido pouca, se alguma, atenção entre os economistas. Até agora, mantém-se o facto de grandes revoluções tecnológicas – como a substituição da máquina a vapor pela electricidade – se espalharem em regra rapidamente, logo que todos os factores críticos estejam presentes. (É bom lembrar que levou várias décadas até o electro-dínamo entrar em operação e obter êxito. Logo que, contudo, todas as condições necessárias se concretizaram, o novo paradigma tecnológico mudou em todas as indústrias em menos de uma década). O problema é que é necessária pelo menos uma geração ou mais até uma nova tecnologia ter começado a operar, para que os movimentos sociais ganhem a devida consistência e força para exigir uma parte justa nos vastos ganhos de produtividade proporcionados pela nova tecnologia. O mesmo fenómeno está a ocorrer hoje. Os ganhos de produtividade trazidos pelas revoluções nas tecnologias de informação e telecomunicações estão finalmente a ser sentidas e, no processo, virtualmente todas as grandes indústrias estão a sentir uma subutilização global da sua capacidade e procura insuficiente pelos consumidores.

[...]

Escondendo os números do desemprego, encarcerando um grande número de trabalhadores masculinos, criando uma força de trabalho "just in time", e aumentando o crédito ao consumo para lubrificar o motor económico, são tudo medidas débeis e temporárias que, no fim de contas, se mostrarão ineficazes a lidar com o desemprego estrutural a longo prazo causado pelo avanço tecnológico e o deslocamento organizacional dos trabalhadores na nova economia. O século XXI será crescentemente caracterizado por uma transição de um emprego de massas para um emprego de elites à medida que mais e mais trabalho na agricultura, indústria e serviços forem executados por tecnologia inteligente. O resultado será que os trabalhadores mais baratos do mundo – desde as linhas de produção da fábrica aos gabinetes profissionais – não serão tão baratos e eficientes como o software inteligente e o wet-ware [software com capacidade lógica humana] que estão aí a chegar para os substituir.

Em meados do século vinte e um, computadores, robotização, biotecnologias e nano-tecnologias serão capazes de produzir bens e serviços baratos e em abundância para a população humana mundial, empregando uma fracção desse trabalho humano mundial no processo. Baseados nas tendências actuais e futuras, na agricultura, na indústria e nos sectores de serviços, no ano 2050, será necessário menos de cinco por cento da população humana do planeta – trabalhando a par de tecnologia inteligente – para produzir todos os bens e serviços necessários à raça humana. Só uma pequena minoria dos CEO (diretores-executivos) com quem falei está convencida que serão necessárias grandes quantidades de trabalho humano para produzir os convencionais bens e serviços daqui a 50 anos. Praticamente todos os outros acreditam que a tecnologia inteligente será a força de trabalho do futuro.

A grande questão será redefinir o papel do ser humano num mundo que não necessitará de quase nenhum trabalho físico e mental humano. Temos ainda de criar uma nova visão social e um novo contrato social suficientemente forte para corresponder ao potencial das novas tecnologias que vão ser introduzidas nas nossas vidas. Até que ponto vamos ser capazes de o fazer, determinará em larga medida se iremos experimentar uma nova renascença ou um período de grande revolta social neste século que agora começou.

O Guerreiro Africano

O historial de guerra de Marcelino da Mata faria corar o Rambo e transformá-lo num menino de côro. Se não acreditas vai aqui ao Terraweb e lê a história mirabolante deste Comando, sem que com isto nos tornemos apologistas de tal filosofia.

http://ultramar.terraweb.biz/Imagens/Guine/TEN%20COR%20Marcelino%20da%20Mata/M_daMata.pdf

segunda-feira, 22 de março de 2010

Benjamim Disraeli - o mundo é governado por personagens muito diferentes daq...

via Um Homem das Cidades by Diogo on 3/17/10
O antigo Primeiro-Ministro Britânico, o Judeu Benjamim Disraeli

Lord Beaconsfield, aliás Benjamim Disraeli
(1804 – 1881)
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Eça de Queirós – Cartas de Inglaterra (1881)

"A esta causa de popularidade [de Benjamim Disraeli] deve juntar-se outra – a reclame. Nunca, um estadista teve uma reclame igual, tão contínua, em tão vastas proporções, tão hábil. Os maiores jornais de Inglaterra, de Alemanha, de Áustria, mesmo de França, estão (ninguém o ignora) nas mãos dos israelitas. Ora, o mundo judaico nunca cessou de considerar Lord Beaconsfield como um judeu - apesar das gotas de água cristã que lhe tinham molhado a cabeça. Este incidente insignificante nunca impediu Lord Beaconsfield de celebrar nas suas obras, de impor pela sua personalidade a superioridade da raça judaica - e por outro lado nunca obstou a que o judaísmo europeu lhe prestasse absolutamente o tremendo apoio do seu ouro, da sua intriga e da sua publicidade. Em novo, é o dinheiro judeu que lhe paga as suas dívidas; depois é a influência judaica que lhe dá a sua primeira cadeira no Parlamento; é a ascendência judaica que consagra o êxito do seu primeiro Ministério; é enfim a imprensa nas mãos dos judeus, é o telégrafo nas mãos dos judeus, que constantemente o celebraram, o glorificaram como estadista, como orador, como escritor, como herói, como génio!"

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Henry Ford (1863 – 1947) foi o americano fundador da Ford Motor Campany e pai das modernas linhas de montagem e da produção em massa. O seu automóvel, Modelo T, revolucionou o transporte e a indústria americana. Ford foi um inventor prolífico e registou 161 patentes. Na qualidade de dono da Companhia Ford tornou-se um dos homens mais ricos e mais conhecidos do mundo.

Em 1918, Ford comprou um pouco conhecido semanário: «The Dearborn Independent». No princípio dos anos 20 este semanário publicou um conjunto de quatro volumes de artigos, cumulativamente intitulados «The International Jew» [O Judeu Internacional].

Segue-se um excerto do 37º artigo "Disraeli – O Primeiro-Ministro Britânico retrata os Judeus" do Jornal "The Dearborn Independent" de 18 de Dezembro de 1920:

[Tradução minha]

The International Jew

Disraeli - British Premier, Portrays the Jews
Disraeli – O Primeiro-Ministro Britânico retrata os Judeus

[...] Benjamin Disraeli, que foi conde de Beaconsfield e primeiro-ministro da Grã-Bretanha, era um judeu e tinha orgulho nisso. Escreveu muitos livros, nalguns dos quais dissertou acerca do seu povo numa tentativa de o apresentar sob uma perspectiva lisonjeira. O governo britânico não era na altura tão judeu como se tornou depois, e Disraeli foi uma das suas maiores figuras.

No seu livro, "Coningsby," há um personagem judeu chamado Sidonia, em cuja personalidade e através das suas palavras, Disraeli procurou descrever os judeus tal como ele gostaria que o mundo os visse.

Sidonia anuncia primeiro a sua raça ao jovem Coningsby dizendo, "Eu pertenço à fé que os apóstolos professavam antes de seguirem o seu Senhor," sendo esta a única vez em todo o livro onde a palavra "fé" é mencionada. Por quatro vezes, contudo, no breve prefácio da quinta edição, escrita em 1849, o termo "raça" é usado em referência aos judeus.

Na primeira conversa entre ambos, Sidonia revela-se como um grande amante do poder e fala agradavelmente dos homens poderosos da história, terminando desta maneira: "Aquaviva era líder dos jesuítas, mandava em cada ministério da Europa e colonizou a América antes de fazer trinta e sete anos. Que carreira!" exclamou o estrangeiro (Sidonia), levantando-se da sua cadeira e andando para trás e para diante na sala; "o poder secreto da Europa!"

O líder dos jesuítas - Rodolf Acquaviva

Fazendo um estudo do carácter do judeu Sidonia, o judeu Disraeli começa por se referir aos judeus como "Árabes que seguem a doutrina de Moisés." Se um escritor moderno fosse descrever os judeus desta forma, virtualmente como árabes seguidores de Moisés, seria denunciado como mais uma tentativa de "perseguição," mas Disraeli fê-lo diversas vezes, sendo o seu objectivo fornecer aos judeus o seu posicionamento original entre as nações. Ele refere-se novamente a eles como "Judeus Árabes." Ambos os termos podem ser encontrados na página 209.

Disraeli dá igualmente voz ao sentimento de que cada judeu tem de que quem quer que se oponha ao judeu está amaldiçoado. Este é um sentimento que também está profundamente entranhado nos cristãos, de que os judeus são o "povo escolhido" e que é perigoso opor-se-lhes no que quer que seja. "O medo dos judeus" é um sentimento muito real. É tão real entre os judeus como entre os não-judeus. O próprio judeu está ligado pelo medo ao seu povo, e exerce o medo da maldição através da esfera religiosa – "Eu amaldiçoarei os que te amaldiçoarem." Resta provar, contudo, se a oposição às tendências destrutivas das influências judaicas ao longo da vida é uma "maldição" dos judeus. Se os judeus fossem realmente o povo de Velho Testamento, se eles estivessem realmente cientes de uma "missão" para benefício de todas as nações, tudo aquilo que os ofende desapareceria automaticamente. Se o judeu está a ser "atacado," não é por ser judeu, mas porque é a origem e a aplicação de certas tendências e influências, as quais, se não forem controladas, significam a destruição de uma sociedade moral.

A perseguição ao judeu a que Disraeli se refere é a da Inquisição Espanhola, que se ficou por motivos religiosos. Investigando a família Sidonia através de um período conturbado da história europeia, o nosso autor judeu salienta:

"Durante os distúrbios da Guerra Peninsular *** o filho mais novo do ramo mais jovem desta família granjeou uma enorme fortuna com contratos militares e abastecendo os diferentes exércitos." (p. 212.) Certamente. É uma verdade inatacável, aplicável a qualquer período da Era Cristã, que "perseguidos" ou não, "as guerras têm sido o tempo das colheitas dos judeus." Foram os primeiros fornecedores militares. Se este jovem Sidonia ao fornecer "os diferentes exércitos" foi ao ponto de fornecer exércitos opostos, estaria simplesmente a seguir o método judeu tal como a história o regista.

"E na paz, presciente do grande futuro financeiro da Europa, confiante no seu próprio génio, nas suas perspectivas originais dos assuntos fiscais, e do seu conhecimento dos recursos naturais, este Sidonia *** resolveu emigrar para Inglaterra, país com o qual, ao longo dos anos, formou consideráveis parcerias comerciais. Ele chegou aqui depois da paz de Paris, com a sua grande fortuna. Apostou tudo o que pode no empréstimo de Waterloo; e este evento [a derrota de Napoleão] tornou-o num dos maiores capitalistas da Europa."

A Batalha de Waterloo

"Logo que se estabeleceu em Inglaterra começou a professar o judaísmo ***"

"Sidonia previu em Espanha que, depois da exaustão de uma guerra de vinte e cinco anos, a Europa precisava de capital para continuar em paz. Obteve a devida recompensa da sua sagacidade. A Europa precisava de dinheiro e Sidonia estava pronto para o emprestar à Europa. A França queria algum; a Áustria ainda mais; a Prússia um pouco; a Rússia alguns milhões. Sidonia podia abastecê-los a todos. O único país que ele evitou foi a Espanha ***" (p. 213.)

Aqui, [Disraeli] o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, da riqueza das suas tradições como judeu e do alto da seu posto como primeiro-ministro, descreve o método do judeu na paz e na guerra, exactamente como outros o tentaram descrever. Apresentou o mesmo conjunto de factos como outros o fizeram, mas ele fá-lo aparentemente para a glorificação dos judeus, enquanto outros o fazem para permitir às pessoas ver o que se passa nos bastidores da guerra e da paz. Sidonia estava pronto a emprestar dinheiro às nações. Mas onde é que ele o ia buscar, de forma a emprestá-lo? Foi buscá-lo às nações quando estas estavam ainda em guerra! Era o mesmo dinheiro; os financiadores da guerra e os financiadores da paz são os mesmos, e são os Judeus Internacionais, como o livro de Benjamin Disraeli para a glorificação dos judeus testemunha abundantemente. De facto, ele atesta na mesma página:

"Não é difícil conceber que, depois de ter seguido a careira que anunciámos durante dez anos, Sidonia se tenha tornado num dos maiores personagens da Europa. Colocou um irmão, ou um parente próximo, em quem confiasse, na maior parte das capitais. Era dono e senhor do mercado financeiro do mundo, e claro, virtualmente dono e senhor de quase tudo o resto."

Isto é o mais próximo possível de se ser o Judeu Internacional, mas os judeus orgulham-se da imagem. É apenas quando um escritor não-judeu sugere que talvez não seja bom para a sociedade que um grupo judaico seja "dono e senhor do mercado financeiro do mundo," e por consequência "dono e senhor de quase tudo o resto," que o clamor de "perseguição" assoma.

Estranhamente, é neste livro do primeiro-ministro britânico que vimos a ter conhecimento do facto de que os judeus infiltraram a ordem dos Jesuítas.

"O jovem Sidonia teve sorte com o tutor que o pai lhe arranjou, e que lhe devotou todos os recursos do seu desenvolvido intelecto e da sua vasta erudição. Um jesuíta antes da revolução; desde então um líder liberal; agora um membro das cortes espanholas; Rebello foi sempre um judeu. Rebello encontrou no seu aluno essa precocidade de desenvolvimento intelectual que é característico da organização árabe." (p. 214.)

Seguiu-se na carreira do jovem Sidonia uma aprendizagem intelectual do mundo. Viajou por todo o lado, ouviu os segredos de tudo, e regressou com o mundo no bolso, como se costuma dizer – um homem sem ilusões de qualquer espécie.

"Não havia um aventureiro na Europa que não lhe fosse familiar. Nenhum ministro de estado tinha tais comunicações com agentes secretos e espiões políticos como Sidonia. Mantinha relações com os mais espertos párias do mundo. O catálogo dos seus conhecidos na forma de gregos, arménios, mouros, judeus secretos, tártaros, ciganos, polacos vagabundos e carbonários, lançaria uma luz curiosa sobre essas agências subterrâneas das quais o mundo em geral sabe tão pouco, mas que exercem uma tão grande influência nos acontecimentos públicos *** A história secreta do mundo era o seu passatempo. O seu maior prazer era contrastar o motivo oculto com o pretexto público, das transacções." (pp. 218-219.)

Aqui está o Judeu Internacional, vestido a rigor; é também o homem dos Protocolos, coberto em mistério, um homem cujos dedos abarcavam todas as cordas das motivações humanas e que controla o senhor das forças brutais – o Dinheiro. Se um não-judeu descrevesse um Sidonia, mostrando tão honestamente a história racial e as características dos judeus, teria sido sujeito à pressão que os judeus aplicam a todos os que dizem a verdade sobre eles. Mas Disraeli podia fazê-lo, e perguntamo-nos às vezes se Disraeli não estava, no fim de contas, a escrever mais do que um romance, a enviar um aviso a todos os que sabem ler.

O trecho acima não é apenas a descrição de Sidonia; é também uma descrição de certos judeus americanos que, não obstante a elevada cultura que possuem, enquanto se mexem nos círculos mais elevados, mantêm negócios com "aventureiros" e com "os agentes secretos e espiões políticos," e com os "judeus secretos," e com essas "agências subterrâneas das quais o mundo em geral sabe tão pouco."

Esta é a força do judaísmo, este tráfico entre o superior e o inferior, porque o judeu não reconhece nada de infame dentro do círculo do judaísmo. Nenhum judeu se torna um pária, seja o que for que faça; um lugar e um trabalho esperam-no, qualquer que seja a sua natureza.

Há pessoas altamente situadas em Nova Iorque que prefeririam que não se soubesse que contribuíram para o "aventureiro" que deixou Nova Iorque para subverter a Rússia; existem outros judeus que prefeririam que não tivesse saído nos jornais o quanto eles sabem sobre "agentes secretos e espiões políticos." Disraeli fez mais do que descrever Sidonia; ele retratou o Judeu Internacional tal com ele é também encontrado na América.

Até aqui, Sidonia é descrito a partir de fora. Mas agora começa a falar por ele mesmo, e é em seu nome e enaltece os judeus. É a velha história. Em qualquer lugar, mesmo nos Estados Unidos, a mesma história. Clamando por piedade enquanto usurpam o poder! "Nós pobres judeus" choraminga um multi-milionário nova-iorquino a cujas mãos os legisladores se curvam e até o presidente dos Estados Unidos se torna respeitoso.

Leon Trótski
O "aventureiro" que deixou Nova Iorque para subverter a Rússia

A citação seguinte foi escrita em 1844: os bretões devem estar impressionados hoje com o misterioso concorrente aos seus negócios: é Sidonia a falar – " *** contudo, desde que a vossa sociedade se tornou turbulenta em Inglaterra e poderosas organizações ameaçam as vossas instituições, vão descobrir que o leal hebreu prefere invariavelmente adoptar o mesmo status do igualitário e do livre pensador, preparado para apoiar uma política que pode colocar em perigo a sua vida e os seus bens, do que continuar docilmente sob um sistema que pretende humilhá-lo."

Considerem o seguinte. O "Latitudinarianismo" [doutrina que promove a liberdade de pensamento] é a doutrina dos Protocolos numa palavra. É a desintegração por meio das assim chamadas ideias "liberais" que não constroem nada em si mesmas, mas têm o poder de destruir a ordem estabelecida.

Repare-se também na resposta de Disraeli à questão algumas vezes colocada, "se os judeus sofrem sob o bolchevismo, porque é que o apoiam?" Ou em termos judaicos – "Se somos tão poderosos, porque é que sofremos com a desordem do mundo?" A desordem é sempre um passo para um novo grau de poder judaico. Os judeus sofrem de bom grado por isso. Mas mesmo assim, não sofrem tanto como os não-judeus. Os soviéticos permitem que a ajuda chegue aos judeus que vivem na Rússia. Na Polónia, os que "sofrem com a fome devido à guerra" podem regalar-se em todos os navios disponíveis ao comprarem os bilhetes mais caros para a América. Não estão a sofrer como outras pessoas estão, mas tal como Disraeli vê as coisas, estão dispostos a sofrer porque percebem em cada colapso da sociedade não judia uma nova oportunidade para o poder judeu se aproximar da cadeira central do poder.

A forma como os judeus destroem a ordem estabelecida das coisas, por intermédio das ideias, como os Protocolos reivindicam, é apresentada na mesma conversa de Sidonia:

"Os Tories [partido conservador inglês] perdem uma eleição importante num momento crítico; os judeus avançam e votam contra eles. A igreja está alarmada com os planos de uma universidade Latitudinária, e, aliviada, recebe a notícia de que não haverá fundos para o seu estabelecimento; um judeu avança imediatamente com o dinheiro para isso."

Se estas palavras tivessem sido escritas por um não-judeu, o clamor de anti-semitismo ecoaria sobre a terra.

Elas são verdadeiras, nem mais nem menos verdadeiras apenas por terem sido escritas por um judeu. E Sidonia acrescenta: "E cada geração deve tornar-se mais poderosa e mais perigosa para a sociedade que a hostiliza." (p. 249.)

Bom, várias gerações passaram desde que estas palavras foram escritas. O judeu ainda olha para qualquer forma de sociedade não judia como hostil. Ele organiza-se fortemente contra a sociedade. E, se Disraeli for tomado como um profeta, as suas palavras manter-se-ão – "os judeus devem tornar-se mais poderosos e mais perigosos." Eles tornaram-se mais poderosos e mais perigosos. Quem quer que meça o perigo, olhe à sua volta.

Deixemos o fascinante Sidonia prosseguir com as suas revelações: "Eu disse-lhe já que iria para a cidade amanhã, porque tenho por regra interferir quando os assuntos de estado estão em discussão. De outro modo, nunca interferiria. Ouço falar de paz e de guerra nos jornais, mas nunca fico alarmado, excepto quando sou informado de que os soberanos querem dinheiro; nessa altura sei que os monarcas estão a falar a sério."

Será lembrado que Sidonia não tinha nenhum cargo governamental. Ainda não tinha chegado a altura para isso. O Poder era exercido nos bastidores muito antes do desejo pela celebridade ser apreciado. Mas se há judeus no governo ou não, o poder que exercem nos bastidores é sempre maior que o poder mostrado às claras. Portanto, quanto mais numerosos forem no governo, maior o seu poder secreto. Sidonia continua:

"Há alguns anos atrás dedicámo-nos à Rússia. Não existia amizade entre a Corte de São Petersburgo e a minha família. Esta tem ligações holandesas que geralmente a supriam; e as nossas representações a favor do hebreu polaco, uma raça numerosa, mas a mais sofrida e desprezada de todas as tribos, não tinham sido agradáveis ao czar. Contudo, as circunstâncias permitiram uma aproximação entre os Romanoff e os Sidónias. Decidi ir eu mesmo a São Petersburgo. Tinha, à minha chegada, uma entrevista com o ministro russo das finanças, o conde Cancrin; deparei-me com o filho de um judeu lituano."

"O empréstimo estava ligado com os assuntos de Espanha; decidi resolver a questão entre a Espanha e a Rússia. Viajei sem descanso. Tive uma audiência imediatamente a seguir à minha chegada com o ministro espanhol, Senor Mendizabel; deparei-me com um dos meus, o filho de um cristão-novo, um judeu de Aragão."

"Em consequência do que veio a público em Madrid, vim directo para Paris para consultar o presidente do conselho francês; deparei-me com o filho de um judeu francês, um herói, um marechal imperial ***"

Se Sidonia estivesse a viajar hoje, encontraria grupos completos de judeus onde nos seus tempos encontraria um, e encontrá-los-ia em lugares de relevo. Suponham que Disraeli era hoje vivo e que este senhor do dinheiro fizesse uma revisão do seu livro "Coningsby," incluindo os Estados Unidos na sua volta pelo mundo! Que grande quantidade de nomes judeus ele encontraria nos círculos oficiais de Washington e Nova Iorque – uma tal quantidade que faria o ocasional não-judeu parecer um estrangeiro a quem que os judeus permitiram simpaticamente entrar!

"O resultado das nossas consultas foi que alguma potência do norte interviesse amigavelmente e com capacidade de mediação. Fixámo-nos na Prússia; e o presidente do conselho fez um pedido ao ministro prussiano, que esteve presente uns dias depois da nossa conferência. O conde Arnim entrou no gabinete e eu deparei-me com um judeu prussiano."

O comentário de Sidonia sobre tudo isto é dirigido a todo o leitor deste artigo: "Portanto, como vê, meu caro Coningsby, o mundo é governado por personagens muito diferentes daquelas que são imaginadas por aqueles que não estão atrás dos bastidores." (pp. 251-252.)

É bem verdade! Porque não deixar o mundo dar uma pequena espreitadela aos bastidores?

E agora as mais ilustrativas linhas que Disraeli jamais escreveu – linhas que quase nos levam a pensar que talvez, no fim de contas, ele estava a escrever para avisar o mundo da ambição judaica pelo poder:

"Você não observará nenhum grande movimento intelectual na Europa no qual os judeus não participam significativamente. Os primeiros jesuítas eram judeus. Essa misteriosa diplomacia russa que tanto alarma a Europa Ocidental é organizada e principalmente levada a cabo por judeus. Essa poderosa revolução que se está a preparar neste momento na Alemanha, e que será de facto uma segunda grande Reforma, de que tão pouco ainda se sabe em Inglaterra, é totalmente desenvolvida sob os auspícios de judeus." (p. 250.)

Os judeus americanos dizem que os Protocolos são invenções. Será Benjamin Disraeli uma invenção? Terá este primeiro-ministro judeu da Grã-Bretanha apresentado de forma inapropriada o seu povo? Não são as suas descrições consideradas uma história verdadeira? E que diz ele?

Disraeli mostra que na Rússia, o país onde os judeus se queixavam de ser menos livres, eram os judeus que mandavam.

Ele mostra que os judeus conhecem a técnica da revolução, prognosticando no seu livro a revolução que mais tarde estalou na Alemanha. Como é que ele pôde ter conhecimento prévio? Porque a revolução estava a desenvolver-se sob os auspícios dos judeus, e, embora fosse verdade que "tão pouco ainda se sabe em Inglaterra," Disraeli, o judeu, sabia, e sabia que a revolução era judaica na origem, no desenvolvimento e no objectivo.


Uma coisa é certa: Disraeli disse a verdade. Apresentou o seu povo perante o mundo correctamente. Descreveu o poder judaico, o objectivo judaico, e o método judaico com um certo estilo que simboliza mais do que conhecimento - mostra empatia racial e compreensão. Disraeli expôs os factos que esta série está a expor. Porque é que o fez? Seria arrogância, esse estado de alma perigoso no qual o judeu prescinde dos seus segredos? Ou era a consciência, impelindo-o a contar ao mundo os desígnios judaicos?

Não importa; ele contou a verdade. Disraeli é um homem que disse a verdade sem ser acusado de "retratar injustamente" os judeus.