domingo, 25 de abril de 2010

Entrevista a O Diabo [02-03-2010]

Entrevista a O Diabo [02-03-2010]

via Império, Nação, Revolução by Riccardo Marchi on 3/27/10
Houve quem achasse excessivamente dura a recensão crítica publicada por 'O Diabo' ao seu livro "Império Nação Revolução", recentemente apresentado ao público…

Antes de mais, agradeço a atenção que 'O Diabo' prestou à obra, mas gostava de sublinhar, ao lado de algumas verdades, falsidades desnecessárias. É, sem dúvida, verdadeira a existência de erros linguísticos no texto, cuja responsabilidade é só e exclusivamente minha e das minhas lacunas na língua portuguesa, a começar pelo "inaceitável serrar fileiras", que nem sequer foi um lapso freudiano. Também é verdadeira a presença de "erros factuais": são os perigos do ofício de historiador, por muito rigor que se use. Os amigos que me ajudaram com os seus testemunhos já me alertaram para isso, mas também referiram a irrelevância dos erros na economia da obra. Não me resta mais que considerá-los uma boa oportunidade para futuros trabalhos "revisionistas"… sempre bem aceites quando rigorosos.

E quanto às críticas mais opinativas?

O meu crítico lamenta a falta de "uma boa introdução sobre o pensamento nacionalista português do século XX". Esta foi uma escolha metodológica minha. Optei por me concentrar exclusivamente no nacionalismo radical do pós-guerra. O tema, de facto, só por si, oferece pano para mangas para uma investigação que ao ser definida como "superficial" parece-me, no mínimo, pouco generoso, visto o estado da arte em que se encontravam tais estudos. Opinável é também definir o trabalho como "uma monumental maçada cronológica". Cada leitor, como é óbvio, tem a sua sensibilidade. Certo é que um trabalho de história sobre um período ainda inexplorado não pode eximir-se de uma minuciosa contextualização e colocação temporal dos eventos. Quanto ao facto de o livro resultar "sem alma e sem chama", posso apenas dizer que eu não sou um romancista, nem um poeta, nem um apologista e que não vivi, nem sequer de longe, os factos narrados, para poder sentir as suas almas e chamas. Para isso servem as obras de memórias, que, pelos vistos, os detentores de almas e chamas deste "tema empolgante" nunca se preocuparam em legar às gerações vindouras. A mim, coube-me apenas relatar as ocorrências, da maneira mais científica possível.

Mas é na parte factual que parecem surgir mais dúvidas…

Sim. O crítico afirma ter eu "enveredado por um estudo cómodo", com base apenas no material impresso (publicações dos movimentos). É falso. A análise necessária e exaustiva das publicações dos movimentos da direita revolucionária é apenas uma das fontes utilizadas. A reconstrução historiográfica baseia-se, principalmente, nas várias entrevistas realizadas com 25 destacados militantes e dirigentes da direita revolucionária da altura; nos 8 arquivos particulares pertencentes a líderes dos movimentos; nas centenas de pastas (com alguns milhares de documentos) guardadas nos Arquivos Nacionais da Torre do Tombo (Salazar, PIDE, Censura, Marcello Caetano, Legião Portuguesa, Ministério da Administração Interna). Tudo rigorosamente registado em notas de rodapé.

A crítica questionava também a opção de fundo de ter iniciado o estudo em 1959...

Esse "mistério" poderia ter sido resolvido com uma sua investigação, esta sim bastante "cómoda", na internet ou, ainda mais "cómoda", na bibliografia do livro (página 414). Teria descoberto que, ao mesmo tempo que "Império, Nação, Revolução", publiquei o livro "Folhas Ultras" (Edição do Instituto de Ciências Sociais) que cobre o período 1939-1950, dedicado a Alfredo Pimenta, ao grupo de 'A Nação' e também ao grupo da 'Mensagem' (Caetano Beirão, Amândio César, António José de Brito). Quanto às "frequentes remissões para trabalhos de autores esquerdistas", deixe-me dizer, em primeiro lugar, que o "rotulismo" é-me indigesto tanto quando provém de certa cultura antifascista, como de qualquer outra cultura política. Dito isto, as "frequentes remissões" denunciadas, reduzem-se a… duas, em 400 páginas, nomeadamente nas notas de rodapé n.º 1 da página 14 e n.º 2 da página 387. Demasiada esquerda num livro sobre as direitas?

O seu trabalho de investigação sobre os movimentos de Direita em Portugal é, de alguma forma, pioneiro. Porque acha que os investigadores portugueses não se têm dedicado a este campo de estudos?

Posto que os interesses de investigação têm muito a ver com o foro interior de cada investigador, na minha opinião são duas as razões principais que concorreram a alhear a atenção dos cientistas deste campo de estudos. A primeira tem a ver com a relativa proximidade cronológica do regime autoritário que causa ainda uma reductio ad unum de tudo o que é direitas ou nacionalismos à figura de Salazar. Isso esbate a policromia de uma área rica em pensamento político e história dos movimentos e prejudica o seu interesse. A segunda tem a ver com a auto-exclusão, no regime democrático, das direitas e dos nacionalismos do debate das ideias. Tiradas algumas excepções (por exemplo "Futuro Presente" nos anos 80), esta área temeu as contaminações, recusou-se a enxertar as suas raízes com os novos desafios da modernidade e renunciou a produzir novas sínteses. Acabou, assim, por contentar-se em sobreviver no limbo dos "êxules em pátria", importando amiúde ideias simples cunhadas no estrangeiro para o combate partidário (por sua essência pouco útil à elaboração de princípios com peso). Esta retirada da batalha das ideias contribuiu em afastar os investigadores da procura das raízes profundas desta área. Dito isto, eu não me preocuparia muito com a quantidade de investigações dedicadas ao tema, mas sim com a sua qualidade, muito mais importante para abrir trilhos seguros.

Consultou inúmeros arquivos, particulares e públicos. Ficou surpreendido com a quantidade ou a qualidade dos documentos que teve ao seu dispor?

Fiquei mais surpreendido com a descontinuidade dos documentos, que denota como as direitas radicais do segundo pós-guerra, apesar de sempre presentes, nunca conseguiram (ou nunca procuraram) um projecto orgânico de longa duração. Tratou-se de experiências isoladas, pontuais, amiúde com boa qualidade intelectual, mas efémeras e, por isso, pouco frutíferas do ponto de vista do legado a deixar. Este limite parece-me reproduzir-se também no período democrático.

Encontrou disponibilidade para depor por parte dos muitos participantes nos movimentos de Direita no período de que se ocupa?

Disponibilidade incondicional por parte de muitos, uma certa reticencia por parte de alguns, recusa total de colaboração por parte de poucos, felizmente.

Algumas das pessoas que participaram nesses movimentos encontram-se hoje inseridas na sociedade democrática, e algumas ocupam mesmo cargos de relevo na vida política e social. Sentiu que isso as inibiu de falarem abertamente sobre o seu passado?

Creio que as inibições deveram-se mais ao facto de eu ser estrangeiro. Isso gerou o preconceito, não totalmente injustificado, que dificilmente poderia ter compreendido as razões profundas da militância deles de há 40 anos. Mas devo dizer que também as figuras actualmente com cargos de relevo, foram, no que decidiram contar-me, bastante sinceras, honestas e até orgulhosas das lutas que travaram nos seus 20 anos. Isso não lhes impediu de rever algumas posições e criticar certos limites ínsitos no radicalismo de então, graças à distância cronológica e aos respectivos percursos de maturação intelectual. Gostei dos depoimentos deles e fiquei com a vontade de os interrogar mais a fundo, ultrapassando finalmente as omissões iniciais. Como historiador, e como homem, teria ficado muito mais decepcionado em ouvir uma ladainha de arrependimentos, justificações, mea culpa. Não foi o caso, com nenhum deles.

Sabemos que em breve inaugurará um 'site' sobre o tema na Internet. Tenciona continuar a dedicar-se à investigação e à publicação no âmbito da Direita portuguesa?

Sim, o site disponibilizará na internet a documentação original que recolhi no decurso das minhas investigações e tenciona ser um instrumento de trabalho para os futuros investigadores e apaixonados da matéria. Em relação às minhas actuais investigações, dedico-me agora à história das direitas radicais na transição democrática, entre 25 de Abril de 1974 e, sensivelmente, o princípio da década de 80. A este respeito gostava de aproveitar a colaboração de "O Diabo" para lançar uma "operação memória", convidando todos os leitores que participaram directamente naqueles eventos em contactar-me ( riccardo.marchi@ics.ul.pt ) para deixar o seu testemunho ou disponibilizar-me o acesso aos seus arquivos particulares. Na minha profissão, "memento" é de facto um imperativo, visto que a reconstrução histórica, assim como a história em si, é sempre uma obra comunitária.

Jaime Nogueira Pinto no "i" [29 Dezembro 2009]

Jaime Nogueira Pinto no "i" [29 Dezembro 2009]

via Império, Nação, Revolução by Riccardo Marchi on 3/27/10
"Como nós fomos..."

Como as esquerdas radicais, vivemos intensamente os combates políticos da nossa época. Pensamos e lutamos por ideias de justiça social.

"Império, Nação, Revolução. As Direitas Radicais Portuguesas no Fim do Estado Novo (1945-1974)", de Riccardo Marchi, abre uma janela sobre uma terra quase incógnita da nossa historia próxima. Marchi nasceu em Pádua, em 1974. E por isso é um alien nesta paisagem, que vem olhar e contar. Mas trouxe cânones analíticos que faltam à intelectualidade indígena, que, seguindo a vulgata antifascista, arrumou indiscriminadamente todas estas "direitas" em "fascistas", "reaccionários", "extrema-direita" – os "maus" ou "vilões" da história.
A hegemonia política da esquerda há trinta e cinco anos faz com que as categorias políticas de esquerda e extrema-esquerda sejam estudadas e debatidas com algum rigor. Mas persiste a amálgama conceptual na área da direita, que, salvo raras excepções, ainda é contada pela esquerda.
Dai o mérito do livro de Marchi, que, além de estabelecer as distinções requeridas, procurou conhecer o pensamento, o sentimento, a história desta área. A galáxia aqui contada teve revistas, jornais, editoras – Tempo Presente, Combate, Via Latina, O Ataque, Política, Cidadela; teve movimentos de juventude – como o Jovem Portugal nacional-revolucionário, fundado pelo Zarco Moniz Ferreira; ou a FEN – Frente dos Estudantes Nacionalistas – mais salazarista; teve clubes de pensamento e reflexão, e até um grupo de teatro – A Oficina. Teve escritores, académicos, intelectuais, jornalistas, militantes, estudantes, combatentes; fez panfletos, furou greves, resistiu nas faculdades da década de 1965-74 à hegemonia de controlo do movimento associativo. E foi, em 1974-75, de onde veio a única resistência à descolonização.
Conheço bem esta história; fiz parte dela. Dos que lá estivemos, uns voltaram à politica depois de 1976, como o Francisco Lucas Pires e o José Miguel Júdice, outros continuaram no combate cultural, outros desistiram, alguns morreram.
Nestes movimentos estiveram conservadores, tradicionalistas, monárquicos, salazaristas, nacionalistas-revolucionários, fascistas. A trilogia nação, império, revolução pode servir-lhe de denominador: a nação e o império – e a ideia de transformar o império em nação – foram símbolos e valores de todos e estiveram na origem da vinda da maioria para a acção política. Já a revolução foi atributo dos que então se distanciaram do Estado Novo e buscaram inspirações em movimentos do passado, como o fascismo revolucionário de 1920 ou o falangismo de José António. Era a sua terceira via.
Éramos assim. Como as esquerdas radicais, vivemos intensamente os combates políticos da nossa época e, bem longe dos estereótipos de senhoritos reaccionários ou de caceteiros do regime, pensamos e lutamos por ideias de integração nacional e justiça social. Que hoje podem parecer utópicos, mas na época nos surgiram como a alternativa ao que estava e àquilo que vinha.

Jaime Nogueira Pinto
Professor universitário

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Carta de Ghandi a Hitler

via Hipnozz by Mário Rui Santos on 4/6/10
"Caro amigo,

Alguns amigos me incentivaram a escrever-lhe em nome da humanidade. Mas tenho resistido aos seus pedidos, porque me parecia que uma carta minha para si seria uma impertinência. No entanto, algo me diz que não tenho que calcular mas que tenho que fazer o meu apelo, valha ele o que valer.

É muito claro que você é hoje a única pessoa no mundo que pode impedir uma guerra que poderia reduzir a humanidade ao estado selvagem. Terá você de pagar esse preço por um objectivo tão valioso quanto este lhe parece ser? Quererá escutar este apelo de alguém que tem evitado deliberadamente o método da guerra, com considerável sucesso?
De qualquer forma conto com o seu perdão se cometi um erro em lhe ter escrito.
O seu amigo sincero
M.K.Ghandi
23 de Julho de 1939"

Foto e trad.: Mário Rui Santos

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Os retornados mudaram Portugal por Fernando Dacosta

via BRAVOS RETORNADOS, ESPOLIADOS, DESLOCADOS... by MARIANJARDIM on 3/22/10
Page 1

Os retornados mudaram Portugal
Fernando Dacosta


Ninguém sabe ao certo quantos são. Alguns referem oitocentos mil, outros um milhão e meio. Vieram por barcos e por aviões, golfados em caudais intermináveis de desespero e desamparo. Imobilizaram-se ao frio, ao pudor, ao cansaço. O eco do seu êxodo, sem bíblia nem Israel, condoeu então o mundo. O velho império português retomava cabisbaixo, naufragado, às praias de onde, cinco séculos atrás, partira para uma epopeia de façanhas imorredoiras.

Refeitos os bocados de cada um, ergueram-se e atiraram-se em frente. Chegaram, em pequenos
grupos, a todo o país; e em pequenas ocupações, a todos os sectores. Como novos bandeirantes, colonos uma vez mais, foram para o interior carregando cóleras e pânicos, vinganças e ousadias.
A sua raiva foi a sua força; a anti-fé fê-los mover montanhas, dominar medos, vencer a loucura e o
desamor. E dar provas espantosas de coragem, de persistência, de engenho de invenção. Com ajudas de instituições, de subsídios, de empréstimos, de amigos, começaram a fixar-se e a transformar os locais onde se detiveram.

CONTINUA...

terça-feira, 20 de abril de 2010

Mircea Eliade sobre E. M. Cioran

Mircea Eliade sobre E. M. Cioran

via António Quadros by aquadrosferro@gmail.com (António Quadros Ferro) on 4/17/10
"[...] Conhecia muito bem Cioran. Já éramos amigos na Roménia, nos anos 1933-1938 e fiquei feliz de o reencontrar aqui, em Paris. Admirei Cioran após os seus primeiros artigos publicados em 1932, quando tinha apenas vinte e um anos. A sua cultura filosófica e literária, os místicos alemães e Açvagosha. Por outro lado, possuía, muito jovem ainda, um espantoso domínio literário. Tanto escrevia ensaios filosóficos como artigos panfletários com um poder extraordinário. Podemos compará-lo aos autores dos apocalipses e aos mais famosos panfletários políticos. O seu primeiro livro em romeno, Nos Cumes do Desespero, era apaixonante como um romance e simultaneamente melancólico e terrível, deprimente e exaltante. Cioran escrevia tão bem o romeno que não podíamos imaginar que um dia mostraria a mesma perfeição literária em francês. Penso que o seu exemplo é único. É verdade, desde sempre, tinha admirado o estilo, a perfeição estilística. Dizia, muito sério, que Flaubert tinha razão quando trabalhava toda a noite para evitar um subjuntivo... [...]"


Mircea Eliade

A Provação do Labirinto, Diálogo com Claude-Henri Rocquet
Publicações Dom Quixote, 1987, pp.74-75

António Quadros sobre..

via António Quadros by aquadrosferro@gmail.com (António Quadros Ferro) on 4/9/10
António Sérgio

"Sérgio passou como um furacão pela vida cultural portuguesa. Idealista, foi sobretudo um guerreiro, um paladino, um voluntarista. Quis demolir para reconstruir, mas principalmente demoliu. A sua obra teve desmedida influência e, depois dele, nada ficou igual ao que era. Para o melhor ou para o pior. Quanto a nós, para o pior...
[...] Foi um pensamento essencialmente redutor. Um pensamento constantemente apostado em reduzir o complexo ao simples, o enigmático ao claro, o curvilíneo ao rectilíneo, o múltiplo e o diverso ao uniforme, o imenso ao mínimo, o espiritual ao material e o antropológico ao sociológico.
[...] Depois de supervalorizar uma sociologia horizontal, matemática e genérica, ignorando (ou ocultando) os dados da antropologia cultural, da psicologia, da caracterologia, da psicanálise, etc. (o que era muito mais fácil no seu tempo), tratava-se para Sérgio, de mostrar como tudo quanto é sociologicamente insignificante, na realidade... não existe.
[...] José Marinho esclareceu-o perfeitamente: em António Sérgio, a razão aparece-nos «sem o próprio conceito» [....]"

António Quadros
Poesia e Filosofia do Mito Sebastianista II, pp. 23-24
(Guimarães, 1983)

domingo, 18 de abril de 2010

A eterna perseguição ao Judeu

A eterna perseguição ao Judeu

via Um Homem das Cidades by Diogo on 4/17/10
O professor Jesse H. Holmes, escrevendo no "The American Hebrew", expressou o seguinte:

"É pouco provável que seja acidental que o antagonismo direccionado contra os judeus seja encontrado em qualquer parte do mundo onde judeus e não judeus fazem parte de uma sociedade. E, como os judeus são o elemento comum da situação, parece provável que a causa desse antagonismo sejam os judeus e não a enorme quantidade de grupos que sentem esse antagonismo."

**********************
Bernard Lazare (1865-1903)

No seu livro, «L'antisémitisme son histoire et ses causes» [O anti-semitismo, a sua história e as suas causas], publicado em 1894, o conhecido autor judaico, Bernard Lazare, afirmou o seguinte sobre as expulsões dos judeus:

"Se esta hostilidade, mesmo aversão, tivesse sido dirigida contra os judeus durante um certo período e num determinado país, seria fácil esclarecer as causas da sua cólera, mas esta raça [judaica] tem sido, pelo contrário, um objecto de ódio de todos os povos entre os quais se estabeleceu. Portanto, visto que os inimigos dos judeus pertencem às mais diversas raças, vivem em países tão distantes uns dos outros; são regidos por leis tão diversas, governados por princípios opostos, por não partilharem sequer a mesma moral, ou costumes, por possuírem temperamentos diferentes que não lhes permitem julgar as coisas da mesma forma, a causa comum do anti-semitismo deve, por isso, ter residido sempre em Israel [judaísmo] e não naqueles que lutaram contra Israel [judaísmo]."

sábado, 17 de abril de 2010

João Alves das Neves sobre António Quadros

via António Quadros by aquadrosferro@gmail.com (António Quadros Ferro) on 3/23/10
"[...] o que mais me aproximou de António Quadros foi o seu fervor pelos mil e um aspectos da Cultura Portuguesa. com relevo para as relações entre os 8 paises de idioma comum, perfeitamente caracterizados nos seus artigos e livros. É claro que um dos nossos temas ´preferidos foi a obra de Fernando Pessoa, mas os seus comentários sobre o diálogo cultural luso-brasileiro despertaram-me o maior interesse.
Em 1988, coordenamos na Academia Paulista de Letras, em São Paulo, o I Encontro de Estudos Pessoanos, do qual participaram destacados ensaístas brasileiros e portugueses, assinalando, entre outros, João Gaspar Simões, Teresa Rita Lopes e António Quadros, conforme ilustra a revista cultural Comunidades de Língua Portuguesa (agora, com 22 volumes publicados!). Foi no decurso desse diálogo lusíada que da admiração intelectual passamos à amizade. [...]"
João Alves das Neves
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