domingo, 1 de agosto de 2010

Carta de Martin Luther King a Deolinda Rodrigues

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via Angola: os poetas by kinaxixi on 7/31/10
A poetisa e líder revolucionária angolana, Deolinda Rodrigues de Almeida, trocou correspondência com Martin Luther King, nos finais dos anos 50.
O Jornal de Angola publica uma carta, agora descoberta, do reverendo para a angolana, então jovem estudante no Brasil.

A autarquia económica (II)

A autarquia económica (II)

via Legião Vertical by LEGIÃO VERTICAL on 7/26/10

É bem conhecida a fórmula marxista segundo a qual "a economia é o nosso destino", assim como a interpretação da história em função da economia relacionada com essa fórmula. No entanto, o determinismo económico é reconhecido igualmente por muitas correntes diferentes do marxismo e até opostas. É oportuno referir que semelhante fórmula é absurda em si mesma mas que, infelizmente, deixa de o ser quando observamos o mundo moderno, em que o homem lhe confere cada vez mais autenticidade. O homo œconomicus puro é uma abstracção, mas, como tantas outras abstracções, pode tornar-se uma realidade pelo processo de atrofia e absolutização de uma parte em relação ao todo: quando o interesse económico predomina, é natural que o homem sucumba às leis económicas e que estas adquiram carácter autónomo até se afirmarem outros interesses ou intervir um poder superior. Ler mais

Mensagem do desassossego

via Mundo Pessoa on 7/22/10

A monarquia havia abusado das ditaduras; os republicanos passaram a legislar em ditadura, fazendo em ditadura as suas leis mais importantes, e nunca as submetendo a cortes constituintes, ou a qualquer espécie de cortes.

Da República (1910-1935), Fernando Pessoa, recolha de textos de Maria Isabel Rocheta e Maria Paula Morão, introdução e organização de Joel Serrão, Ática, 1978,  p. 149.

Mensagem do desassossego

Mensagem do desassossego

via Mundo Pessoa on 7/22/10

É alguém capaz de indicar um benefício, por leve que seja, que nos tenha advindo da proclamação da República? Não melhorámos em administração financeira, não melhorámos em administração geral, não temos mais paz, não temos sequer mais liberdade. Na monarquia era possível insultar por escrito impresso o Rei; na república não era possível, porque era perigoso, insultar até verbalmente o Sr. Afonso Costa.

Da República (1910-1935), Fernando Pessoa, recolha de textos de Maria Isabel Rocheta e Maria Paula Morão, introdução e organização de Joel Serrão, Ática, 1978, p. 150

Mensagem do desassossego

Mensagem do desassossego

via Mundo Pessoa on 7/22/10

Em sonhos sou igual ao moço de fretes e à costureira. Só me distingue deles o saber escrever. Sim, é um acto, uma realidade minha que me diferença deles. Na alma sou seu igual.

Livro do Desassossego,  Bernardo Soares, edição Richard Zenith, Assírio & Alvim, 1998,  p. 57.

René Pélissier contra os mitos da colonização

René Pélissier contra os mitos da colonização

via Lusofonia Horizontal by Daniel on 7/24/10


Trechos da entrevista de René Pélissier a Nicole Guardiola, publicada na revista África 21 de maio de 2010:

O que despertou seu interesse pela colonização e descolonização portuguesa?

O gosto pelas descobertas. Em França ninguém se interessava pela história colonial portuguesa moderna, e em Portugal havia o Estado Novo, com a sua propaganda mitológica. Senti logo que algo não batia certo quando falavam de cinco séculos de colonização portuguesa. Havia uma fraqueza intrínseca nesta história, a que chamei de colonialismo sem colonos: no início do século XX havia apenas nove mil brancos em Angola, eram menos ainda em Moçambique, e na Guiné não chegavam aos 200. Ler mais

Príncipe Nicolau do Congo

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via Angola: os poetas by kinaxixi on 7/24/10

 príncipe Nicolau do Congo
(...)
O príncipe Nicolau (1830?-1860) era um parente mais novo do príncipe Aleixo, possivelmente seu sobrinho, e era filho do rei Henrique II do Congo, que governou entre 1842 e 1857. Nicolau, tal como Aleixo, era um assimilado com alguma instrução portuguesa. Tinha sido educado em Lisboa e em Luanda a expensas do governo português durante os anos de 1845 a 1850. Destinado à vida eclesiástica, Nicolau optou antes por entrar ao serviço da administração colonial portuguesa em Luanda, onde foi sucessivamente promovido e onde encontrou vários estrangeiros que se mostraram obviamente interessados na sua pessoa. O príncipe Nicolau é uma figura importante na história de Angola, pois foi provavelmente o primeiro africano com algum estatuto a recorrer a técnicas ocidentais para exprimir sentimentos nacionalistas. Não tardou a sentir-se insatisfeito com a sua posição na sociedade europeia, mas não podia regressar à sua terra natal, uma vez que já se tinha ocidentalizado e também porque, segundo as regras congolesas, não era elegível para a sucessão do reino, visto ser filho e não sobrinho do rei. No entanto, Nicolau aspirava a uma posição mais alta na vida. Ler mais


Mensagem do desassossego

Mensagem do desassossego

via Mundo Pessoa on 7/19/10

O observador imparcial chega a uma conclusão inevitável: o país estaria preparado para a anarquia; para a república é que não estava. Grandes são as virtudes de coesão nacional e de brandura particular do povo português para que essa anarquia que está nas almas não tenha nunca verdadeiramente transbordado para as coisas! 

Da República (1910-1935), Fernando Pessoa, recolha de textos de Maria Isabel Rocheta e Maria Paula Morão, introdução e organização de Joel Serrão, Ática, 1978,  p. 149.