terça-feira, 24 de agosto de 2010

Citação do Dia (citação de António Oliveira Salazar)

Citação do Dia

via FALANGISTA CAMPENSE by Falangista Campense on 8/20/10

"Não temos medo do comunismo porque temos uma doutrina e somos uma força"
António Oliveira Salazar

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Meditações na Cartuxa

via Legião Vertical by LEGIÃO VERTICAL on 8/18/10

Uma pálida paisagem invernal de campos espargidos de neve e charcos de água. Esqueletos negros de árvores desnudas. Um alto céu de zinco. Um grande silêncio. Nesta solidão, levada desde uma altura, surge à clara linearidade de uma fachada de igreja, a que se enlaça um alto cerco, mais além do qual se vê uma série regular de edifícios pequenos. Na parte dianteira, uma explanada com uma grande cruz negra. A entrada está fechada – dir-se-ia que desde tempos remotos – com uma pesada parada negra de madeira esculpida. Um símbolo: sete estrelas ao redor de uma esfera com uma cruz em cima, acompanhada da frase: «stat dum volvitur orbi». Tal é a Cartuxa de Hain, perto de Düsseldorf.  Ler Mais

Uma noite no deserto do Namibe

Uma noite no deserto do Namibe

via A Matéria do Tempo by Fernando Ribeiro on 8/13/10


Ruy Duarte de Carvalho (1941-2010), escritor e antropólogo angolano (Foto: Walter Fernandes)
(...) Há anos que eu andava a ver se conseguia dormir assim sozinho no deserto. Mas de facto nunca viajava completamente sozinho e nunca tinha querido, também, impor uma escala assim despropositada aos meus companheiros de viagens. Estava agora ali, afastado um pouco da fogueira, a fixar aquele círculo de chão iluminado, a aferir a gradação do limite entre a substância do palpável e a vastidão compacta da noite. A adequação dos sentidos: a vista, durante o dia, o ouvido, agora. O silvo discreto das torrentes da brisa, dos canais do vento. Qualquer ruído acrescentado a estes, uma folha de capim cedendo ao rastejar de algum mínimo réptil, o indeciso progredir de algum insecto escuso, estava o alerta disparado e em guarda, indiferente contudo ao choro dos chacais. Assente e a sós na caixa do silêncio. O vento, só. Não chegas a saber se o das correntes de ar ou só aquele que a Terra há-de soprar embrulhada no curso da rotação que a leva. E há um rumor de estrelas a que por vezes, de súbito, se acrescenta o grito, sideral, de algum astro candente. E o permanente caudal , que sempre entendi de esperma, da via láctea, suspensão morosa na uterina fluidez da noite. Até que a lua nasce a confirmar contornos guardados intactos pela minha vigília. (...)
Ruy Duarte de Carvalho, in Vou lá visitar pastores, Edições Cotovia, Lisboa, 1999


Um pequeno trecho do céu austral. A constelação do Cruzeiro do Sul está um pouco acima e à direita do centro da imagem (Foto: Greg Bock)

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Fantasmas

Fantasmas

via Janelas by JPB on 8/12/10
«-Tens fome, Jacinto?
-Não. Tenho horror, furor, rancor!... e tenho sono.
Com efeito! depois de tão desencontradas emoções só apetecíamos as camas que esperavam, macias e abertas. Quando caí sobre a travesseira, sem gravata, em ceroulas, já o meu Príncipe, que não se despira, apenas embrulhara os pés no meu paletó, nosso único agasalho, ressonava com majestade.
Depois, muito tarde e muito longe, percebi junto do meu catre, na claridadezinha da manhã, coada pelas cortinas verdes, uma fardeta, um boné, que murmuravam baixinho com imensa doçura:
-V. Exas não têm nada a declarar?... Não há malinhas de mão?...
Era a minha terra! Murmurei baixinho com imensa ternura:
-Não temos aqui nada... pergunte V.Ex.ª pelo Grilo... Aí atrás, num compartimento... Ele tem as chaves, tem tudo... É o Grilo.
A fardeta desapareceu, sem rumor, como sombra benéfica. E eu readormeci com o pensamento em Guiães, onde a tia Vicência, atarefada, de lenço branco cruzado no peito, decerto já preparava o leitão.
Acordei envolto num largo e doce silêncio. Era uma Estação muito sossegada, muito varrida, com rosinhas brancas trepando pelas paredes - e outras rosas em moutas, num jardim, onde um tanquezinho abafado de limos dormia sob mimosas em flor que recendiam. Um moço pálido, de paletó cor de mel, vergando a bengalinha contra o chão, contemplava pensativamente o comboio. Agachada rente à grade da horta, uma velha, diante da sua cesta de ovos, contava moedas de cobre no regaço. Sobre o telhado secavam abóboras. Pôr cima rebrilhava o profundo, rico e macio azul de que meus olhos andavam aguados.
Sacudi violentamente Jacinto:
-Acorda, homem, que estás na tua terra!
Ele desembrulhou os pés do meu paletó, cofiou o bigode, e veio sem pressa, à vidraça que eu abrira, conhecer a sua terra.
-Então é Portugal, hem?... Cheira bem.
-Está claro que cheira bem, animal!
A sineta tilintou languidamente. E o comboio deslizou, com descanso, como se passasse para seu regalo sobre as duas fitas de aço, assobiando e gozando a beleza da terra e do céu.
O meu Príncipe alargava os braços, desolado:
-E nem uma camisa, nem uma escova, nem uma gota de água-de-colónia!... entro em Portugal, imundo!»

Eça de Queirós (in "A Cidade e as Serras")

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

A segunda humanidade

A segunda humanidade

via ANGOLA DO OUTRO LADO DO TEMPO... by MARIANJARDIM on 5/26/10

Estudo genético revela que espécie humana quase se dividiu em duas há cerca de 150 mil anos

CLAUDIO ANGELO
Os bosquímanos da África do Sul sempre foram considerados povos singulares: são fisicamente distintos, preservam uma cultura de caçadores-coletores que remete aos hábitos da humanidade na Idade da Pedra e têm línguas que não se parecem com nenhuma outra (uma de suas consoantes, por exemplo, é um estalo feito com a boca). Agora, um grupo de geneticistas encontrou uma razão para tamanhas diferenças: os ancestrais dos bosquímanos estiveram a ponto de originar uma outra espécie humana.
Durante um tempo que variou de 50 a 100 milênios, os khoisan (nome comum dado a todos esses povos) estiveram evoluindo isoladamente do restante das populações de Homo sapiens, uma espécie relativamente nova e com talento para colonizar novas terras -mas que, no entanto, ainda não havia deixado a África. Ler mais

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

O Debate Sobre o Holocausto Entre Otto Perge e o Dr. Laszlo Karsai na Hungria (IX)

O Debate Sobre o Holocausto Entre Otto Perge e o Dr. Laszlo Karsai na Hungria (IX)

via Revisionismo by Johnny Drake on 8/2/10

(CONTINUAÇÃO)

O Debate Sobre o Holocausto Entre Otto Perge e o Dr. Laszlo Karsai na Hungria (I)
O Debate Sobre o Holocausto Entre Otto Perge e o Dr. Laszlo Karsai na Hungria (II)
O Debate Sobre o Holocausto Entre Otto Perge e o Dr. Laszlo Karsai na Hungria (III)

O Debate Sobre o Holocausto Entre Otto Perge e o Dr. Laszlo Karsai na Hungria (IV)

O Debate Sobre o Holocausto Entre Otto Perge e o Dr. Laszlo Karsai na Hungria (V)
O Debate Sobre o Holocausto Entre Otto Perge e o Dr. Laszlo Karsai na Hungria (VI)
O Debate Sobre o Holocausto Entre Otto Perge e o Dr. Laszlo Karsai na Hungria (VII)
O Debate Sobre o Holocausto Entre Otto Perge e o Dr. Laszlo Karsai na Hungria (VIII)

(CONTINUAÇÃO)


Argumento 8: Os 'Einsatzgruppen' usaram camiões onde os gases de combustão saídos dos mesmos assassinaram uma grande quantidade de Judeus na Frente Leste. Ler mais

Portugal: UM PAÍS QUE NÃO SE LEVA A SÉRIO!

Portugal: UM PAÍS QUE NÃO SE LEVA A SÉRIO!

via Mente Vertical by Simão Salgado on 8/8/10

Por: Ten. Coronel Brandão Ferreira



É do senso comum e da sabedoria popular que um qualquer indivíduo não se deve levar demasiado a sério e conseguir, até, rir-se de si próprio. Isto pretende significar que ninguém se deve julgar acima do que é, ou aquilo que não é, não se tornar obcecado por qualquer ideia ou pretensão e ser suficientemente saudável para, descontraidamente, se amenizar com eventuais disparates que pensou ou realizou.

Isto não quer dizer que não leve nada a sério, que abdique nos princípios ou se curve a indignidades. O mesmo se pode aplicar aos países com a diferença, significativa, de aos órgãos do Estado, não se poderem admitir, institucionalmente, algumas atitudes desculpáveis em indivíduos.

Parece que o estado Português tem estes conceitos algo baralhados, o que induz, parte da sociedade, a acompanhá-los nos erros e nas atitudes. Ler mais

Dias Lourenço – sobreviveu quase 56 anos

Dias Lourenço – sobreviveu quase 56 anos

via Entre as brumas da memória by Joana Lopes on 8/7/10

… à fuga mais heróica e solitária da história da ditadura portuguesa e morreu hoje, com 95 anos. Estava preso no famoso «segredo», em Peniche, conseguiu desfazer a porta e atirou-se ao mar de uma altura de 20 metros. Nadou uma hora e meia, chegou mais ou menos despido à povoação, explicou a algumas pessoas quem era e conseguiu fugir numa camioneta de peixe.