terça-feira, 24 de agosto de 2010

A BRIEF HISTORY OF WHAT IT WAS LIKE AT MARROMEU

A BRIEF HISTORY OF WHAT IT WAS LIKE AT MARROMEU

via . by Fernando on 8/22/10

1967 TO 1972
Escrito por:/Written by Jean & Lindley Siepman.
Jean is the daughter of Harry & Irene Benwell who lived and worked at Sena Sugar Estates.

The mills only carried on for a few years after that before closing down, approx. 1976 as the terrorists invaded and the there was war in Mozambique.

The river flowed between Marromeu and Luabo mills and the terrorists were often seen rowing down the river. At that time both Jean and myself decided that it was time for the folks to leave. They were very happy there but we weren't.

They came back and Dad joined Natal Tanning and became the Chief Engineer of Hermansburg and then CE of Melmoth before going to head office in PMB and retiring.

Dad has been dead for approx. 5 years now and mom is 88 and still going strong. Right now she is baby sitting 3 of her great grandchildren in Kloof who are sick and off school and don't want their grannies to look after them but want their great granny. She will be there for a week, so thought I would quickly send to you the few lines that she managed to write before "her call of duty". Ler mais


António Telmo 1927-2010

António Telmo 1927-2010

via António Quadros by aquadrosferro@gmail.com (António Quadros Ferro) on 8/22/10

"Para o espírito que nega, se a demência for conseguida tudo o mais virá por acréscimo e consequência. É falso que o homem moderno viva em inquietação. Tornou-se indiferente ao que de monstruoso se vai produzindo, ao crime que perverte a natureza, a todas as formas de homogeneização que lhe destroem a individualidade. " António Telmo

MEMÓRIAS DE ÁFRICA - Jorge Eduardo da Costa Oliveira

MEMÓRIAS DE ÁFRICA - Jorge Eduardo da Costa Oliveira

via ANGOLA DO OUTRO LADO DO TEMPO... by MARIANJARDIM on 8/21/10




A MULTIRRACIALIDADE NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

Pg.150/156. Costuma-se dizer que Deus fez o branco e o preto e o português fez o mestiço. Trata-se do reconhecimento de que nenhum outro povo como o nosso praticou a miscegenação, tanto a miscegenação biológica como a miscegenação cultural.
No tempo em que exerci funções governativas em Angola, a posição doutrinária do Governo português ia no sentido de assegurar igualdade de oportunidades aos portugueses de todas as raças, em todos os escalões da Administração. Vimos já que se tratava de uma realidade verificada na prática, com as restrições decorrentes do facto de não haver ainda uma Universidade em Angola e da reduzida capacidade financeira da maior parte dos angolanos pretos. Realidade que se fazia sentir sobretudo nos Serviços públicos onde a ascensão na carreira não exigia necessariamente a licenciatura, como no caso da Fazenda e das Alfândegas.
Assim, por exemplo nos Serviços da Fazenda, passaram por lá, além dos Directores Simões de Abreu, Joaquim Carvalho e Tomás Rafael, brancos, os Directores Modesto, Barretes (dois irmãos), Mário Dantas Reis, Cristelo e Dr. Victor Correia, mestiços, Alcântara de Melo (goês) e os Directores Lourenço Mendes da Conceição (uma referência dos movimentos independentistas) e José Van-Dunem, de cor preta.
Entretanto, na recta final da Administração portuguesa, a chefia de importantes Serviços na área económica e financeira em Angola estava confiada a naturais do Ultramar. Ler Mais



Citação do Dia (citação de António Oliveira Salazar)

Citação do Dia

via FALANGISTA CAMPENSE by Falangista Campense on 8/20/10

"Não temos medo do comunismo porque temos uma doutrina e somos uma força"
António Oliveira Salazar

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Meditações na Cartuxa

via Legião Vertical by LEGIÃO VERTICAL on 8/18/10

Uma pálida paisagem invernal de campos espargidos de neve e charcos de água. Esqueletos negros de árvores desnudas. Um alto céu de zinco. Um grande silêncio. Nesta solidão, levada desde uma altura, surge à clara linearidade de uma fachada de igreja, a que se enlaça um alto cerco, mais além do qual se vê uma série regular de edifícios pequenos. Na parte dianteira, uma explanada com uma grande cruz negra. A entrada está fechada – dir-se-ia que desde tempos remotos – com uma pesada parada negra de madeira esculpida. Um símbolo: sete estrelas ao redor de uma esfera com uma cruz em cima, acompanhada da frase: «stat dum volvitur orbi». Tal é a Cartuxa de Hain, perto de Düsseldorf.  Ler Mais

Uma noite no deserto do Namibe

Uma noite no deserto do Namibe

via A Matéria do Tempo by Fernando Ribeiro on 8/13/10


Ruy Duarte de Carvalho (1941-2010), escritor e antropólogo angolano (Foto: Walter Fernandes)
(...) Há anos que eu andava a ver se conseguia dormir assim sozinho no deserto. Mas de facto nunca viajava completamente sozinho e nunca tinha querido, também, impor uma escala assim despropositada aos meus companheiros de viagens. Estava agora ali, afastado um pouco da fogueira, a fixar aquele círculo de chão iluminado, a aferir a gradação do limite entre a substância do palpável e a vastidão compacta da noite. A adequação dos sentidos: a vista, durante o dia, o ouvido, agora. O silvo discreto das torrentes da brisa, dos canais do vento. Qualquer ruído acrescentado a estes, uma folha de capim cedendo ao rastejar de algum mínimo réptil, o indeciso progredir de algum insecto escuso, estava o alerta disparado e em guarda, indiferente contudo ao choro dos chacais. Assente e a sós na caixa do silêncio. O vento, só. Não chegas a saber se o das correntes de ar ou só aquele que a Terra há-de soprar embrulhada no curso da rotação que a leva. E há um rumor de estrelas a que por vezes, de súbito, se acrescenta o grito, sideral, de algum astro candente. E o permanente caudal , que sempre entendi de esperma, da via láctea, suspensão morosa na uterina fluidez da noite. Até que a lua nasce a confirmar contornos guardados intactos pela minha vigília. (...)
Ruy Duarte de Carvalho, in Vou lá visitar pastores, Edições Cotovia, Lisboa, 1999


Um pequeno trecho do céu austral. A constelação do Cruzeiro do Sul está um pouco acima e à direita do centro da imagem (Foto: Greg Bock)

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Fantasmas

Fantasmas

via Janelas by JPB on 8/12/10
«-Tens fome, Jacinto?
-Não. Tenho horror, furor, rancor!... e tenho sono.
Com efeito! depois de tão desencontradas emoções só apetecíamos as camas que esperavam, macias e abertas. Quando caí sobre a travesseira, sem gravata, em ceroulas, já o meu Príncipe, que não se despira, apenas embrulhara os pés no meu paletó, nosso único agasalho, ressonava com majestade.
Depois, muito tarde e muito longe, percebi junto do meu catre, na claridadezinha da manhã, coada pelas cortinas verdes, uma fardeta, um boné, que murmuravam baixinho com imensa doçura:
-V. Exas não têm nada a declarar?... Não há malinhas de mão?...
Era a minha terra! Murmurei baixinho com imensa ternura:
-Não temos aqui nada... pergunte V.Ex.ª pelo Grilo... Aí atrás, num compartimento... Ele tem as chaves, tem tudo... É o Grilo.
A fardeta desapareceu, sem rumor, como sombra benéfica. E eu readormeci com o pensamento em Guiães, onde a tia Vicência, atarefada, de lenço branco cruzado no peito, decerto já preparava o leitão.
Acordei envolto num largo e doce silêncio. Era uma Estação muito sossegada, muito varrida, com rosinhas brancas trepando pelas paredes - e outras rosas em moutas, num jardim, onde um tanquezinho abafado de limos dormia sob mimosas em flor que recendiam. Um moço pálido, de paletó cor de mel, vergando a bengalinha contra o chão, contemplava pensativamente o comboio. Agachada rente à grade da horta, uma velha, diante da sua cesta de ovos, contava moedas de cobre no regaço. Sobre o telhado secavam abóboras. Pôr cima rebrilhava o profundo, rico e macio azul de que meus olhos andavam aguados.
Sacudi violentamente Jacinto:
-Acorda, homem, que estás na tua terra!
Ele desembrulhou os pés do meu paletó, cofiou o bigode, e veio sem pressa, à vidraça que eu abrira, conhecer a sua terra.
-Então é Portugal, hem?... Cheira bem.
-Está claro que cheira bem, animal!
A sineta tilintou languidamente. E o comboio deslizou, com descanso, como se passasse para seu regalo sobre as duas fitas de aço, assobiando e gozando a beleza da terra e do céu.
O meu Príncipe alargava os braços, desolado:
-E nem uma camisa, nem uma escova, nem uma gota de água-de-colónia!... entro em Portugal, imundo!»

Eça de Queirós (in "A Cidade e as Serras")

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

A segunda humanidade

A segunda humanidade

via ANGOLA DO OUTRO LADO DO TEMPO... by MARIANJARDIM on 5/26/10

Estudo genético revela que espécie humana quase se dividiu em duas há cerca de 150 mil anos

CLAUDIO ANGELO
Os bosquímanos da África do Sul sempre foram considerados povos singulares: são fisicamente distintos, preservam uma cultura de caçadores-coletores que remete aos hábitos da humanidade na Idade da Pedra e têm línguas que não se parecem com nenhuma outra (uma de suas consoantes, por exemplo, é um estalo feito com a boca). Agora, um grupo de geneticistas encontrou uma razão para tamanhas diferenças: os ancestrais dos bosquímanos estiveram a ponto de originar uma outra espécie humana.
Durante um tempo que variou de 50 a 100 milênios, os khoisan (nome comum dado a todos esses povos) estiveram evoluindo isoladamente do restante das populações de Homo sapiens, uma espécie relativamente nova e com talento para colonizar novas terras -mas que, no entanto, ainda não havia deixado a África. Ler mais