segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Ensino superior não é estudado no país_Entrevista ao Jornal Notícias

Ensino superior não é estudado no país_Entrevista ao Jornal Notícias

via B’andhla by patricio.langa@uem.mz (Patricio Langa, Cape Town.) on 8/30/10


A PARTICIPAÇÃO do Ensino Superior no desenvolvimento do país tem sido nestes últimos anos, uma matéria de grandes debates envolvendo por um lado os políticos, por outro os académicos e a sociedade civil. O número de graduados cresce anualmente, mas poucos são aqueles que desenvolvem acções de pesquisa e investigação em busca de conhecimento que possa conduzir o país ao almejado desenvolvimento económico e por conseguinte, social. Para colmatar esta situação, em 2008, por despacho da Ministra da Justiça de 28 de Novembro, nasce no país, o Centro de Estudos de Ensino Superior e Desenvolvimento (CESD), cuja finalidade é compreender e conhecer a própria academia para posterior entendimento de como ela pode contribuir para o desenvolvimento. Para melhor compreender esta nova instituição, entabulamos uma conversa com o seu director executivo, Patrício Langa, sociólogo de formação, docente e investigador da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) que, dentre vários assuntos revela que o ensino superior enquanto objecto e campo de estudo, em Moçambique é praticamente inexistente. Patrício Langa especializou-se na área de "Estudos de Ensino Superior" (Higher Education Studies) na República da África do Sul. Está envolvido em alguns projectos internacionais de pesquisa que investigam a complexa relação entre o Ensino Superior e o Desenvolvimento em África. A seguir transcrevemos partes significativas da conversa. Aqui.

MEMÓRIAS DE ÁFRICA - Jorge Eduardo da Costa Oliveira

MEMÓRIAS DE ÁFRICA - Jorge Eduardo da Costa Oliveira

via ANGOLA DO OUTRO LADO DO TEMPO... by MARIANJARDIM on 8/21/10

A MULTIRRACIALIDADE NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

Pg.150/156. Costuma-se dizer que Deus fez o branco e o preto e o português fez o mestiço. Trata-se do reconhecimento de que nenhum outro povo como o nosso praticou a miscegenação, tanto a miscegenação biológica como a miscegenação cultural.
No tempo em que exerci funções governativas em Angola, a posição doutrinária do Governo português ia no sentido de assegurar igualdade de oportunidades aos portugueses de todas as raças, em todos os escalões da Administração. Vimos já que se tratava de uma realidade verificada na prática, com as restrições decorrentes do facto de não haver ainda uma Universidade em Angola e da reduzida capacidade financeira da maior parte dos angolanos pretos. Realidade que se fazia sentir sobretudo nos Serviços públicos onde a ascensão na carreira não exigia necessariamente a licenciatura, como no caso da Fazenda e das Alfândegas.
Assim, por exemplo nos Serviços da Fazenda, passaram por lá, além dos Directores Simões de Abreu, Joaquim Carvalho e Tomás Rafael, brancos, os Directores Modesto, Barretes (dois irmãos), Mário Dantas Reis, Cristelo e Dr. Victor Correia, mestiços, Alcântara de Melo (goês) e os Directores Lourenço Mendes da Conceição (uma referência dos movimentos independentistas) e José Van-Dunem, de cor preta.
Entretanto, na recta final da Administração portuguesa, a chefia de importantes Serviços na área económica e financeira em Angola estava confiada a naturais do Ultramar. Ler mais

UMA QUESTÃO DE CULTURA

UMA QUESTÃO DE CULTURA

via Sopas de Pedra by A. M. Galopim de Carvalho on 8/22/10
DURANTE OS TRABALHOS de feitura dos moldes das pegadas que antecederam a abertura dos túneis de Carenque, íamos almoçar num muito modesto estabelecimento da zona, meio-café, meio-restaurante, onde se comia um saboroso bacalhau com massa de cotovelo e feijão frade, numa confecção muito semelhante a uma muito frequente no rancho no meu tempo de serviço militar, em Artilharia 3, em Évora. Ler mais

SAUDADES DE GOA

SAUDADES DE GOA

via Sopas de Pedra by A. M. Galopim de Carvalho on 8/29/10
A GEOMORFOLOGIA é uma disciplina fundamental entre as licenciaturas do ensino universitário na área das Ciências da Terra, tendo por objecto o estudo das formas de relevo terrestres. Explica-nos porque há praias nuns sítios e arribas rochosas noutros, porque é que a serra de Sintra surge como um relevo isolado acima das terras aplanadas que a rodeiam ou porque é a Ria Formosa uma área de marismas. A configuração das montanhas, o escavamento dos vales pela erosão dos rios ou dos glaciares, o porquê das planícies de inundação, como é o caso do nosso Ribatejo, aqui, ou do Bangladesh, lá longe, são preocupações da Geomorfologia. Nela se aprende a relacionar a paisagem de uma dada região com o tipo das rochas que a constituem, com o clima aí reinante e, consequentemente, com a vegetação que eventualmente a cubra. Uma paisagem em terrenos de xisto é diferente de uma outra moldada em fragas de granito. Há particularidades que as distinguem. Às colinas suaves e arredondadas pela erosão nos campos xistentos do Baixo Alentejo, estendendo-se numa quase planura, opõem-se formas mais vigorosas e alcantiladas nas vertentes graníticas de certas áreas montanhosas do norte do país. Longas cristas alinhadas no terreno e eriçadas de cumes pontiagudos são a expressão da existência de rochas muito duras e estratificadas, como é o caso dos quartzitos, de que há belos exemplos, entre nós, desde a serra de Alcaria Ruiva, no Alentejo, à de la Culebra, perto de Rio de Onor, no nordeste Transmontano, passando pelas Portas de Rodão, pelos Penedos de Góis e por muitas outras serranias da mesma natureza. Ler mais

John Andrade [23-08-2010] - II

John Andrade [23-08-2010] - II

via Império, Nação, Revolução by Riccardo Marchi on 8/31/10

Mais umas valiosas memórias de John Andrade acerca da Legião Portuguesa.

Sobre a Legião Portuguesa: a partir do momento em que Marcello Caetano subiu ao poder, a LP, que estava em decadência, começou a reorganizar-se, aceitando antigos combatentes do Ultramar (em especial Comandos e Rangers) e alguns voluntários estrangeiros para construir uma frente de oposição a Marcello, que já há anos era considerado de pouca confiança; e Marcello sabia disto, de tal modo que tentou acabar com a LP, mas sem o conseguir. Por outro lado, o Serviço de Informação da LP tinha à frente um holandês, o Engenheiro Gijsbert Andringa, que se suspeitava que fosse Marcellista e tinha uma filha comunista, a Diana Andringa; e o subchefe era o Major Antunes, pai do famoso Melo Antunes, bem conhecido por ligações à esquerda activa e com ficha na PIDE. Em resumo, o SI estava infiltrado indirectamente, e ainda por cima estava sob a vigilância da PIDE, por ordem directa de Marcello. Ler mais

terça-feira, 24 de agosto de 2010

A BRIEF HISTORY OF WHAT IT WAS LIKE AT MARROMEU

A BRIEF HISTORY OF WHAT IT WAS LIKE AT MARROMEU

via . by Fernando on 8/22/10

1967 TO 1972
Escrito por:/Written by Jean & Lindley Siepman.
Jean is the daughter of Harry & Irene Benwell who lived and worked at Sena Sugar Estates.

The mills only carried on for a few years after that before closing down, approx. 1976 as the terrorists invaded and the there was war in Mozambique.

The river flowed between Marromeu and Luabo mills and the terrorists were often seen rowing down the river. At that time both Jean and myself decided that it was time for the folks to leave. They were very happy there but we weren't.

They came back and Dad joined Natal Tanning and became the Chief Engineer of Hermansburg and then CE of Melmoth before going to head office in PMB and retiring.

Dad has been dead for approx. 5 years now and mom is 88 and still going strong. Right now she is baby sitting 3 of her great grandchildren in Kloof who are sick and off school and don't want their grannies to look after them but want their great granny. She will be there for a week, so thought I would quickly send to you the few lines that she managed to write before "her call of duty". Ler mais


António Telmo 1927-2010

António Telmo 1927-2010

via António Quadros by aquadrosferro@gmail.com (António Quadros Ferro) on 8/22/10

"Para o espírito que nega, se a demência for conseguida tudo o mais virá por acréscimo e consequência. É falso que o homem moderno viva em inquietação. Tornou-se indiferente ao que de monstruoso se vai produzindo, ao crime que perverte a natureza, a todas as formas de homogeneização que lhe destroem a individualidade. " António Telmo

MEMÓRIAS DE ÁFRICA - Jorge Eduardo da Costa Oliveira

MEMÓRIAS DE ÁFRICA - Jorge Eduardo da Costa Oliveira

via ANGOLA DO OUTRO LADO DO TEMPO... by MARIANJARDIM on 8/21/10




A MULTIRRACIALIDADE NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

Pg.150/156. Costuma-se dizer que Deus fez o branco e o preto e o português fez o mestiço. Trata-se do reconhecimento de que nenhum outro povo como o nosso praticou a miscegenação, tanto a miscegenação biológica como a miscegenação cultural.
No tempo em que exerci funções governativas em Angola, a posição doutrinária do Governo português ia no sentido de assegurar igualdade de oportunidades aos portugueses de todas as raças, em todos os escalões da Administração. Vimos já que se tratava de uma realidade verificada na prática, com as restrições decorrentes do facto de não haver ainda uma Universidade em Angola e da reduzida capacidade financeira da maior parte dos angolanos pretos. Realidade que se fazia sentir sobretudo nos Serviços públicos onde a ascensão na carreira não exigia necessariamente a licenciatura, como no caso da Fazenda e das Alfândegas.
Assim, por exemplo nos Serviços da Fazenda, passaram por lá, além dos Directores Simões de Abreu, Joaquim Carvalho e Tomás Rafael, brancos, os Directores Modesto, Barretes (dois irmãos), Mário Dantas Reis, Cristelo e Dr. Victor Correia, mestiços, Alcântara de Melo (goês) e os Directores Lourenço Mendes da Conceição (uma referência dos movimentos independentistas) e José Van-Dunem, de cor preta.
Entretanto, na recta final da Administração portuguesa, a chefia de importantes Serviços na área económica e financeira em Angola estava confiada a naturais do Ultramar. Ler Mais