terça-feira, 28 de setembro de 2010

AS PEDRAS E AS PALAVRAS

AS PEDRAS E AS PALAVRAS

via Sopas de Pedra by A. M. Galopim de Carvalho on 9/26/10

Este texto, que é necessariamente longo, foi concebido e escrito a pensar nos professores que, nas nossas escolas básicas e secundárias, ensinam geologia e/ou matérias afins, sendo desejável que também os outros, seus colegas de outras áreas curriculares, o possam ler. Seria, pois, desejável que os eventuais leitores o pudessem reenviar a quem entendam que ele possa interessar.

O PIOR QUE SE PODE FAZER no ensino das rochas ou das pedras, como toda a gente lhes chama, é apresentá-las desinseridas dos respectivos contextos prático e cultural, precisamente os que têm mais probabilidades de permanecer na formação global do cidadão, em geral, e, naturalmente, também, dos estudantes. Ler mais

domingo, 26 de setembro de 2010

ARROZ DE BACALHAU, DE COENTRADA (para 4 adultos)

via Sopas de Pedra by A. M. Galopim de Carvalho on 9/24/10

2 postas de bacalhau do lombo, previamente demolhadas
300 g de arroz
4 dentes de alho (ou mais, consoante o gosto de cada um)
1 decilitro de azeite de muito boa qualidade
1 molho grande de coentros
2 ovos cozidos
1,5 L de água
1/4 de pimento encarnado

Coza o bacalhau, limpe-o de peles e espinhas, lasque-o e reserve-o.
Na água da cozedura coza, de seguida, o arroz.
Entretanto, na batedeira ou num copo com a "varinha", faça um batido de azeite, com o alho e os coentros picados (só não aproveita a raiz). Se necessário, acrescente uma pequena golada de água da cozedura para ajudar a operação. O batido, que deve ficar oleoso e espesso, tem uma bela cor verde e aumenta substancialmente os aromas do alho e dos coentros, valorizando-os. Ler mais

E, AFINAL, O QUE SÃO AS ROCHAS?

E, AFINAL, O QUE SÃO AS ROCHAS?

via Sopas de Pedra by A. M. Galopim de Carvalho on 9/19/10

A ATENÇÃO dada às rochas e a procura da sua utilidade percorreram uma caminhada tão longa quanto a do Homo sapiens, caminhada de que temos testemunhos na Pré-história e variadíssimos relatos escritos desde a Antiguidade.

Na sua gíria própria, entendível entre pares, os profissionais falam de rochas, dizendo que são sistemas químicos, mono ou polifásicos, resultantes do equilíbrio termodinâmico atingido pelos seus constituintes em determinados ambientes. Entendendo-se por constituintes os elementos químicos incluídos nos respectivos minerais. Por outras palavras, entendíveis pelo comum das gentes, pode, então, dizer-se que as rochas são corpos naturais formados por associações mais ou menos estáveis de minerais compatíveis entre si e com o ambiente onde foram gerados e que são elas, as rochas, que constituem a capa rígida da Terra que, por essa razão, recebeu o nome de litosfera. Ler mais

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

António Quadros por ele próprio

António Quadros por ele próprio

via ANTÓNIO QUADROS by aquadrosferro@gmail.com (António Quadros Ferro) on 8/30/10

"[...] O autor pertence ao tipo de navegadores lentos e pacientes, explorando velhos e novos espaços por sua conta e risco. Não sabe construir rapidamente brilhantes catedrais. Não pretende lisonjear as tendências da massa, da multidão, dos ideais dominantes. Não reconhece verdadeiramente adversários em sua volta, porque de todos se sente irmão, na origem da sua actividade, na geratriz da sua energia ao serviço de uma causa. O fio estreito sobre que caminho, a muitos parecerá insatisfatório e frustre. É, porém, o seu fio de Ariadna no labirinto da vida, tal como a pode visionar. Da imperfeição do seu pensar ou da banalidade do que julga descobrir, extasiado, frequentemente, com panoramas que outros já abriram, percorreram, analisaram antes dele - e porventura com mais minúcia [...] não se penitencia, porque o pensar dramático do pesquisador não dá espaço para a penitência: seguir adiante, porque os degraus formados e transpostos estão já queimados, calcinados, aniquilados. A aventura do pensamento - mesmo que só intenção, só desejo, só ideal -, não admite retorno. Nenhum lar, confortável ou árido, o aguarda. Envolto em nevoeiro, ficou para trás o porto de onde partiu. Dele conserva uma recordação, uma saudade, talvez uma herança. [...] Mas o autor, a estas observações, apenas pode replicar, desatento: que caminho, que regresso, que erros, que passado meio esquecido já, é esse? Tudo não foi mais do que a amálgama escaldante, em ebulição, de uma experiência que se concentra no presente, pronta a dar o salto para o futuro. Sensação penosa, dolorosa é, em verdade, para o escritor, reler o que ficou escrito, o que se fixou escrito é a cristalização do imperfeito. No mesmo instante em que termina um livro, relê-lo, é tentado a tudo destruir para recomeçar de novo. O mesmo nos aconteceu, mas compreendemos que recomeçar de novo seria recomeçar eternamente de novo, num ritmo infindável e destrutivo. Por isso, aqui damos esta obra ao leitor com todas as suas imperfeições e, até, com o excesso da sua ambição. Ensaiando uma busca que se nos tornou imperiosa, vamos criando, ao mesmo tempo, uma forma de ser, de estar e de agir, que esperamos possa ultrapassar os limites da subjectividade. [...] Iniciemos, pois, a nossa multiforme investigação agente."

António Quadros, O Movimento do Homem,
 Sociedade de Expansão Cultural (1963) pp. 18-19

sábado, 18 de setembro de 2010

Antologias - posts mais lidos nos últimos 30 dias (Entre 20Ago e 18Set2010)


Posts mais lidos entre 20 de Agosto e 18 de Setembro de 2010 


Cecília Meireles sobre Fernanda de Castro
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António Telmo 1927-2010
A propósito do 5 de Outubro: memórias de um dos seus heróis
Memórias de África - Jorge Eduardo da Costa Oliveira 


Fonte: Blogger.com - Blogue "Antologias" - Estatística

Discernimento mental

Discernimento mental

via Sopas de Pedra by A. M. Galopim de Carvalho on 9/13/10
O "Bonifácio"(1)
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A MINHA PASSAGEM pela Escola Prática de Artilharia, em Vendas Novas, como cadete do Curso de Oficiais Milicianos, não foi brilhante. Longe disso. Terminei o dito curso, em Fevereiro ou Março de 1953, em oitavo lugar…a contar do fim, num total de cento e vinte cadetes. Tive por comandante um coronel, que ficou célebre por ter silenciado, pelas armas, cerca de um milhar de trabalhadores das roças da então nossa ilha de São Tomé, de que era governador. Como consequência deste massacre, que a censura do Estado Novo procurou ocultar, os mais altos responsáveis militares transferiram-no para Vendas Novas como comandante da dita Escola Prática de Artilharia. Ler mais

“JUS DE FRUITS”

via Sopas de Pedra by A. M. Galopim de Carvalho on 9/5/10
QUANDO, EM 1964, concluí o 3ème Cycle, em Sedimentologia, na Universidade de Paris, um grau académico equivalente ao nosso mestrado, com a orientação directa do professor André Cailleux, na capital francesa, e o apoio, à distância, dos professores Orlando Ribeiro e Carlos Teixeira, em Lisboa, oferecemos, a Isabel e eu, um pot aos nossos colegas e amigos do departamento de Geologia que me acolhera, como era hábito ali em idênticas situações. A tradição local nestas confraternizações passava sempre por umas garrafas de champagne e por aqueles incaracterísticos aperitivos ensacados, à venda no mercado. Ler mais

O Debate Sobre o Holocausto Entre Otto Perge e o Dr. Laszlo Karsai na Hungria (X)

O Debate Sobre o Holocausto Entre Otto Perge e o Dr. Laszlo Karsai na Hungria (X)

via Revisionismo by Johnny Drake on 8/19/10
(CONTINUAÇÃO)

O Debate Sobre o Holocausto Entre Otto Perge e o Dr. Laszlo Karsai na Hungria (I)
O Debate Sobre o Holocausto Entre Otto Perge e o Dr. Laszlo Karsai na Hungria (II)
O Debate Sobre o Holocausto Entre Otto Perge e o Dr. Laszlo Karsai na Hungria (III)
O Debate Sobre o Holocausto Entre Otto Perge e o Dr. Laszlo Karsai na Hungria (IV)
O Debate Sobre o Holocausto Entre Otto Perge e o Dr. Laszlo Karsai na Hungria (V)

O Debate Sobre o Holocausto Entre Otto Perge e o Dr. Laszlo Karsai na Hungria (VI)
O Debate Sobre o Holocausto Entre Otto Perge e o Dr. Laszlo Karsai na Hungria (VII)
O Debate Sobre o Holocausto Entre Otto Perge e o Dr. Laszlo Karsai na Hungria (VIII)
O Debate Sobre o Holocausto Entre Otto Perge e o Dr. Laszlo Karsai na Hungria (IX)

Argumento 10: O Relatório Leuchter contém inúmeros erros. O facto de Leuchter não ter encontrado concentrações significativas de ferrocianetos nas paredes das câmaras de gás de Auschwitz é irrelevante porque os ferrocianetos dissolvem-se com a chuva, neve, vento, etc..

Resposta: Sim, o Relatório Leuchter [64] contém, realmente, uma série de erros. Podem ser parcialmente explicados pelo facto de Leuchter ter escrito o relatório muito à pressa. Ele tinha que ser apresentado no julgamento de Ernst Zündel em Toronto e, naquela altura, (Abril de 1988) estava a aproximar-se do fim. Mas as conclusões de Leuchter foram completamente confirmadas por Germar Rudolf num estudo muito mais científico [65]. Ler mais