quinta-feira, 14 de outubro de 2010

POSTAL DE WAGENINGEN. ENTRE A HISTÓRIA E O AFECTO

POSTAL DE WAGENINGEN. ENTRE A HISTÓRIA E O AFECTO

via Justino Pinto de Andrade by Justino on 9/29/10

1. Envio-vos este "postal" a partir de um dos países mais antigos e mais simbólicos da Europa – um país de que se conhecem vestígios humanos há, pelo menos, 100.000 anos. Estou por alguns dias nos Países Baixos, incorrectamente chamados Holanda, pois as "Holandas" são apenas duas das suas doze Províncias, a Holanda do Norte e a do Sul. Ler mais

Foi a revolução francesa uma vingança dos Templários?

Foi a revolução francesa uma vingança dos Templários?

via Legião Vertical by LEGIÃO VERTICAL on 10/13/10

Um historiador francês observou que apesar de hoje se reconhecer que as doenças do organismo humano não nascem sozinhas, mas que se devem a agentes invisíveis, a micróbios e bactérias, no que se refere às doenças desses maiores organismos que são as sociedades e os Estados, doenças correspondentes às grandes crises históricas e às revoluções, pensa-se que aqui, pelo contrário, as coisas sucedem de outra forma, quer dizer que se trataria de fenómenos espontâneos ou devidos a simples circunstâncias exteriores, apesar de nas mesmas poderem ter actuado com grande vigor um conjunto de forças invisíveis similares aos micróbios nas doenças humanas. Ler mais

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Descolonização Portuguesa » Nova Tese

Descolonização Portuguesa » Nova Tese

via FÓRUM IGNARA#GUERRA COLONIAL by susana on 9/17/10
Investigador defende que norte-americanos pretendiam travar a expansão soviética

O investigador José Filipe Pinto defendeu esta quarta-feira que a descolonização portuguesa, tardia, teve a conivência dos Estados Unidos, que pretendiam travar a expansão soviética, argumentando que Portugal nunca esteve «orgulhosamente só», escreve a Lusa.
Esta é a tese defendida pelo professor da Universidade Lusófona no seu livro «O Ultramar Secreto e Confidencial» apresentado, esta quarta-feira, em Lisboa. Ler mais


domingo, 10 de outubro de 2010

A fuga da cidade do Namibe (ex- Moçâmedes) no «Silver Sky»: 10 de Janeiro de...

A fuga da cidade do Namibe (ex- Moçâmedes) no «Silver Sky»: 10 de Janeiro de 1976

via GENTE DO MEU TEMPO (Album de recordações) by MARIANJARDIM on 9/30/10




















O velho navio cargueiro grego «Silver Sky» encimado pela foto de um dos refugiados.

DA CIDADE DE MOÇÂMEDES NOS ÚLTIMOS MESES DA COLONIZAÇÃO
PORTUGUÊSA, À CIDADE DO NAMIBE NOS PRIMEIROS MESES DO PÓS  INDEPENDÊNCIA DE ANGOLA.  A FUGA NO «SILVER SKY» em 10 de Janeiro de 1976

Mário Lopes viveu o auge do  processo revolucionário em curso (PREC), desenrolado em 1975,  tanto na Metrópole como em Angola. Tal como na Metrópole, mas pior que na Metrópole,  também em Angola, "com os movimentos de libertação instalados em Luanda, o ambiente revolucionário ia permitindo  toda uma série abusos, ocupações, etc,  mesmo de propriedades ganhas  com o suor do rosto. Os movimentos bombardeavam-se  de delegação para delegação, e a tropa portuguesa assistia passivamente ao  decair da situação, enquanto os o som mais audível por todas as cidades  era o martelar de caixotes.» Ler mais

terça-feira, 28 de setembro de 2010

AS PEDRAS E AS PALAVRAS

AS PEDRAS E AS PALAVRAS

via Sopas de Pedra by A. M. Galopim de Carvalho on 9/26/10

Este texto, que é necessariamente longo, foi concebido e escrito a pensar nos professores que, nas nossas escolas básicas e secundárias, ensinam geologia e/ou matérias afins, sendo desejável que também os outros, seus colegas de outras áreas curriculares, o possam ler. Seria, pois, desejável que os eventuais leitores o pudessem reenviar a quem entendam que ele possa interessar.

O PIOR QUE SE PODE FAZER no ensino das rochas ou das pedras, como toda a gente lhes chama, é apresentá-las desinseridas dos respectivos contextos prático e cultural, precisamente os que têm mais probabilidades de permanecer na formação global do cidadão, em geral, e, naturalmente, também, dos estudantes. Ler mais

domingo, 26 de setembro de 2010

ARROZ DE BACALHAU, DE COENTRADA (para 4 adultos)

via Sopas de Pedra by A. M. Galopim de Carvalho on 9/24/10

2 postas de bacalhau do lombo, previamente demolhadas
300 g de arroz
4 dentes de alho (ou mais, consoante o gosto de cada um)
1 decilitro de azeite de muito boa qualidade
1 molho grande de coentros
2 ovos cozidos
1,5 L de água
1/4 de pimento encarnado

Coza o bacalhau, limpe-o de peles e espinhas, lasque-o e reserve-o.
Na água da cozedura coza, de seguida, o arroz.
Entretanto, na batedeira ou num copo com a "varinha", faça um batido de azeite, com o alho e os coentros picados (só não aproveita a raiz). Se necessário, acrescente uma pequena golada de água da cozedura para ajudar a operação. O batido, que deve ficar oleoso e espesso, tem uma bela cor verde e aumenta substancialmente os aromas do alho e dos coentros, valorizando-os. Ler mais

E, AFINAL, O QUE SÃO AS ROCHAS?

E, AFINAL, O QUE SÃO AS ROCHAS?

via Sopas de Pedra by A. M. Galopim de Carvalho on 9/19/10

A ATENÇÃO dada às rochas e a procura da sua utilidade percorreram uma caminhada tão longa quanto a do Homo sapiens, caminhada de que temos testemunhos na Pré-história e variadíssimos relatos escritos desde a Antiguidade.

Na sua gíria própria, entendível entre pares, os profissionais falam de rochas, dizendo que são sistemas químicos, mono ou polifásicos, resultantes do equilíbrio termodinâmico atingido pelos seus constituintes em determinados ambientes. Entendendo-se por constituintes os elementos químicos incluídos nos respectivos minerais. Por outras palavras, entendíveis pelo comum das gentes, pode, então, dizer-se que as rochas são corpos naturais formados por associações mais ou menos estáveis de minerais compatíveis entre si e com o ambiente onde foram gerados e que são elas, as rochas, que constituem a capa rígida da Terra que, por essa razão, recebeu o nome de litosfera. Ler mais

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

António Quadros por ele próprio

António Quadros por ele próprio

via ANTÓNIO QUADROS by aquadrosferro@gmail.com (António Quadros Ferro) on 8/30/10

"[...] O autor pertence ao tipo de navegadores lentos e pacientes, explorando velhos e novos espaços por sua conta e risco. Não sabe construir rapidamente brilhantes catedrais. Não pretende lisonjear as tendências da massa, da multidão, dos ideais dominantes. Não reconhece verdadeiramente adversários em sua volta, porque de todos se sente irmão, na origem da sua actividade, na geratriz da sua energia ao serviço de uma causa. O fio estreito sobre que caminho, a muitos parecerá insatisfatório e frustre. É, porém, o seu fio de Ariadna no labirinto da vida, tal como a pode visionar. Da imperfeição do seu pensar ou da banalidade do que julga descobrir, extasiado, frequentemente, com panoramas que outros já abriram, percorreram, analisaram antes dele - e porventura com mais minúcia [...] não se penitencia, porque o pensar dramático do pesquisador não dá espaço para a penitência: seguir adiante, porque os degraus formados e transpostos estão já queimados, calcinados, aniquilados. A aventura do pensamento - mesmo que só intenção, só desejo, só ideal -, não admite retorno. Nenhum lar, confortável ou árido, o aguarda. Envolto em nevoeiro, ficou para trás o porto de onde partiu. Dele conserva uma recordação, uma saudade, talvez uma herança. [...] Mas o autor, a estas observações, apenas pode replicar, desatento: que caminho, que regresso, que erros, que passado meio esquecido já, é esse? Tudo não foi mais do que a amálgama escaldante, em ebulição, de uma experiência que se concentra no presente, pronta a dar o salto para o futuro. Sensação penosa, dolorosa é, em verdade, para o escritor, reler o que ficou escrito, o que se fixou escrito é a cristalização do imperfeito. No mesmo instante em que termina um livro, relê-lo, é tentado a tudo destruir para recomeçar de novo. O mesmo nos aconteceu, mas compreendemos que recomeçar de novo seria recomeçar eternamente de novo, num ritmo infindável e destrutivo. Por isso, aqui damos esta obra ao leitor com todas as suas imperfeições e, até, com o excesso da sua ambição. Ensaiando uma busca que se nos tornou imperiosa, vamos criando, ao mesmo tempo, uma forma de ser, de estar e de agir, que esperamos possa ultrapassar os limites da subjectividade. [...] Iniciemos, pois, a nossa multiforme investigação agente."

António Quadros, O Movimento do Homem,
 Sociedade de Expansão Cultural (1963) pp. 18-19