Mostrar mensagens com a etiqueta Joaquim Letria. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Joaquim Letria. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Etnias

via sorumbático by noreply@blogger.com (Joaquim Letria) on 7/24/08

Por Joaquim Letria

NA QUINTA DA FONTE vai ser difícil resolver as questões levantadas a tiro. Aquilo é entre etnias. E de etnias não há cá quem perceba. Na ditadura, havia o Dr. Pinto Bull, ilustre deputado da Nação e um dos poucos negros licenciados. Era ele e o Dr. Nazareth, cardiologista negro de olhos verdes que garantia que Salazar tinha coração.
Na Televisão havia o Adriano Parreira, um preto que dava notícias como os brancos.
Hoje não há um único deputado de cor, no Governo e na RTP nem pensar, depois dos retornados e africanistas terem tomado conta disto. Até a Assembleia da República perdeu a sua pérola do Ganges, que era o Dr. Narana Coissoró...
Hoje, a AR só tem etnia caucasiana, e tão caucasianos são eles que os portugueses ignoram se são moldavos ou ucranianos, tanto os deputados têm a ver connosco!
Na Quinta da Fonte aquilo só se resolve quando os pretos falarem com os ciganos e vice-versa. Enquanto os caucasianos meterem etnias nisto, não se vai a lado nenhum.
«24 Horas» de 24 de Julho de 2008

terça-feira, 22 de julho de 2008

Vergonhas de Abril

via sorumbático by noreply@blogger.com (Joaquim Letria) on 7/22/08
Por Joaquim Letria
ESTE FIM-DE-SEMANA saiu-me ao caminho gente da Associação Portuguesa de Veteranos de Guerra, a pedir. Vendiam rifas numeradas, mas, no fundo, estavam a pedir esmola.
Os Veteranos de Guerra estavam envergonhados por estarem a pedir, com as suas boinas de militar. Um dia, eram ainda miúdos, disseram-lhes que a Pátria precisava deles e que a sua obrigação era morrer, ficar sem braços ou pernas, cegarem, por Portugal. E eles serviram a Pátria, na guerra.
Não sei se alguns eram dos Deficientes das Forças Armadas. Mas estavam envergonhados. Também o meu amigo Marques Júnior devia ter vergonha na cara quando, há dias, a sua bancada socialista recusou direitos aos deficientes das Forças Armadas.
Cada português tem o seu 25 de Abril. O do meu amigo Marques Júnior, capitão de Abril, é um 25 de Abril triste. É um cravo de tirar e pôr no bolso do paletó, uma vez por ano, nas festas do feriado. A pena que me dá…
«24 Horas» de 21 de Julho de 2008