via HISTÓRIA VIVA by Eduardo Marculino on 6/26/10
Mestre em compor personagens femininas, José de Alencar escandalizou os moralistas da época com suas heroínas sensuais e independentes
Valdeci Rezende Borges
O romancista e dramaturgo José de Alencar (1829-1877), que até hoje desfruta de boa popularidade, foi visto como imoral em sua época e em parte do século XX, irritando conservadores e moralistas pelas cenas, inclusive de erotismo, que produziu, especialmente em perfis de mulheres, como Lucíola, Diva e Senhora.
Logo em seu romance de estréia, Cinco Minutos (1856), e em A Viuvinha, de 1860, ele trata dos costumes urbanos e já esboça os traços femininos predominantes de sua obra com um propósito educativo. Para alguns críticos, esses livros possuem um lirismo suave. Mas para outros, como frei Pedro Sinzig (1876-1952), em seu "guia para as consciências", Através dos romances (1915), manual de leitura de ficção, o primeiro é "bastante exaltado", com "descrições de paixões um tanto vivas e voluptuosas", e o segundo tem "algumas descrições muito ousadas". Portanto, desaconselhava tais leituras.
Valdeci Rezende Borges
O romancista e dramaturgo José de Alencar (1829-1877), que até hoje desfruta de boa popularidade, foi visto como imoral em sua época e em parte do século XX, irritando conservadores e moralistas pelas cenas, inclusive de erotismo, que produziu, especialmente em perfis de mulheres, como Lucíola, Diva e Senhora.
Logo em seu romance de estréia, Cinco Minutos (1856), e em A Viuvinha, de 1860, ele trata dos costumes urbanos e já esboça os traços femininos predominantes de sua obra com um propósito educativo. Para alguns críticos, esses livros possuem um lirismo suave. Mas para outros, como frei Pedro Sinzig (1876-1952), em seu "guia para as consciências", Através dos romances (1915), manual de leitura de ficção, o primeiro é "bastante exaltado", com "descrições de paixões um tanto vivas e voluptuosas", e o segundo tem "algumas descrições muito ousadas". Portanto, desaconselhava tais leituras.
