Com a morte de Ruy Duarte de Carvalho, no passado dia 12, Angola perde uma das suas maiores referências culturais.
"Um homem vem ardendo na sua segurança e depois semeia estrelas por aí.
Traz mãos pendentes onde o sangue aflui e punhos brancos de ostensiva fé. Mal suporta a claridade de um primeiro olhar. Ocorre-lhe de súbito o peso dos testículos, a densidade líquida das mãos, uma urgência antiga de projectar-se erecto. Um homem traz consigo um rosto opaco que a surpresa urdiu, o véu esculpido da certeza oculta, preserva no sorriso a segurança nata e oferece, no olhar, uma estação de cereal maduro.
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