via portugal contemporâneo de noreply@blogger.com (Pedro Arroja) em 11/06/09
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Sobre a questão levantada pelo Joaquim recentemente acerca de os portugueses serem ou não intolerantes:
"Nossa formação social, tanto quanto a portuguesa, fez-se pela solidariedade de ideal ou de fé religiosa, que nos supriu a lassidão política ou de mística ou consciência de raça ... Na falta de sentimento ou da consciência da superioridade da raça, tão salientes nos colonizadores ingleses, o colonizador do Brasil [i.e., o português] apoiou-se no critério da pureza da fé. Em vez de ser o sangue foi a fé que se defendeu a todo o transe da infecção ou contaminação com os hereges. Fez-se da ortodoxia uma condição de unidade política".
(Gilberto Freyre, Casa Grande & Senzala, Lisboa: Livros do Brasil, 2003, pp. 196-97)
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